Damon Thorn
O lobo dentro de mim jamais aceitaria a derrota.
Dizem por aí que se vingar é inútil, mas para mim, nada melhor do que saborear o gostinho da vingança.
"Alfa, reunimos todos. Os rastros levam para o Norte. " Victor se aproximou, ainda em forma de lobo, os olhos selvagens, tão furioso quanto eu.
Meu olhar percorria os rostos de cada um, cheios de medo e vergonha. Eles sabiam que falharam comigo. E eu não perdoava falhas.
"Quero sangue nos olhos"!" gritei, rosnando baixo. "Minha Luna sumiu porque os inúteis não souberam proteger esta casa! Não há perdão para quem falha com seu Alfa."
Ninguém ousou levantar os olhos. O silêncio pesava. Meu lobo queria carne, queria justiça. Meus punhos cerrados, os músculos doendo pelo excesso de força.
Victor se adiantou" Os ômegas dizem que foram vistos negociando com forasteiros, homens de carro preto. Falaram em dinheiro, em troca..."
"Em troca de quê?" avancei em cima de um dos ômegas mais jovem, empurrando-o contra a parede. "FALEM!"
Eu estava possesso,e quando estava assim, acabava com quem aparecesse a minha frente.
"Em troca da humana, senhor. Eles... venderam ela. Kael disse que valia ouro."
O mundo parou. O cheiro de Hart, de medo, impregnava tudo. Eu não podia acreditar. Eric, meu próprio sangue. Traidor. Kael, um verme que se passava por Alfa. Venderam a mulher do Alfa como se fosse mercadoria.
"Vamos invadir a alcateia de Kael," rosnei, cada sílaba como veneno. "Hoje não haverá piedade. Ninguém escapa."
Victor uivou. A matilha se levantou, todos prontos para a carnificina. Corríamos juntos, lobos e homens, a floresta estremecendo sob nossos passos. Meus olhos queimavam, cada cheiro mais forte, o vento cortando a pele, a sede de vingança me cegando.
Chegamos ao território —imediatamente tocamos fogo nas barracas, uivos de medo, escravas presas em correntes. Lobos bêbados, corpos espalhados, o cheiro de derrota no ar.
A floresta era só caos, gritos e uivos de desespero. Os lobos traidores de Kael corriam, mas não havia refúgio. A minha matilha vinha comigo, dentes à mostra, olhos brilhando como fogo. Eu era o Alfa, e o inferno seguia meus passos.
Eu avancei, transformado, sentindo a terra sob as patas, as garras cavando lama e carne. Rasguei a garganta do primeiro traidor que tentou fugir, o sangue quente explodindo na minha boca. Joguei o corpo na fogueira, mostrando para todos o preço da traição.
“Fujam, agora” minha voz ecoou, gutural, enquanto rasgava as correntes das escravas. “Hoje ninguém escapa. Se tocaram em alguma delas, vão suplicar pela morte.”
As mulheres choravam, algumas caíam de joelhos, me chamando de Alfa. Rasguei as correntes com os dentes, uma a uma, sentindo a urgência de Hart martelar no meu peito. “Voltem para a alcateia de vocês. Digam para todos que Damon Thorn ordenou que nunca mais ousarão encostar em vocês.”
Kael apareceu entre as barracas, cambaleando, sangue escorrendo da boca. “Veio brincar de herói, Damon? A sua deliciosa humana já era.”
Avancei sem pensar, meu lobo à flor da pele. Ele tentou me atacar, mas derrubei o desgraçado no chão, garras pressionando sua garganta. O resto da matilha formou um círculo, uivando. Meus dentes estavam a centímetros do pescoço de Kael.
“Cadê ela? FALA! Ou vou te arrancar a pele pedacinho por pedacinho.”
Ele tentou se soltar, mas apertei até ouvir um estalo. O olhar de Kael se encheu de terror.
“Não foi minha ideia, Thorn! Seu querido primo Eric me vendeu a informação, eu apenas fiz a troca, sem ele saber é claro que ele só foi usado. O governador pagou o dobro! Hart vale ouro no mundo dos humanos. Eu só negociei.”



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