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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 106

Sentamos Aurora no grande sofá de couro. Ela parecia ter envelhecido dez anos em questão de minutos. Suas mãos tremiam tanto que ela mal conseguia segurar o copo de água que uma das funcionárias da casa trouxe com os olhos arregalados de medo. Sofia ajoelhou-se na frente da mãe, segurando suas mãos com força, tentando trazer um pingo de sanidade para aquele momento.

— Mãe... por favor, respira — Sofia pedia, a voz embargada, mas lutando para se manter firme pela mãe. — Precisamos pensar positivo. O papai é forte. Com certeza o Massimo já chamou o socorro para ele. O Massimo não vai deixar nada acontecer com o papai. A equipe médica particular da Tríade deve estar a caminho do salão agora mesmo. Eles têm os melhores equipamentos. Vai ficar tudo bem.

Eu assistia àquela cena com um nó gigante na garganta, sentindo o peso do mundo esmagar o meu peito. A culpa me corroía por dentro, queimando mais do que o próprio medo. Aproximei-me devagar e me sentei ao lado de Aurora, sentindo que precisava colocar aquilo para fora, por mais doloroso que fosse.

— Dona Aurora... me perdoe — murmurei, e as lágrimas que eu estava segurando finalmente rolaram pelo meu rosto. — Eu estou me sentindo tão culpada pelo que aconteceu com o senhor Vittorio... O atirador... ele estava mirando em mim. Se o seu marido não tivesse entrado na minha frente, ele não teria sido atingido. Foi por minha causa. Tudo isso é culpa minha.

Aurora, apesar de toda a dor e do estado de choque em que se encontrava, virou o rosto para me olhar. Seus olhos, sempre tão expressivos e acolhedores, estavam vermelhos e cheios de lágrimas, mas não havia um pingo de raiva ou ressentimento neles. Ela estendeu a mão trêmula e tocou o meu rosto, limpando uma das minhas lágrimas com o polegar.

— Não... não diga isso, Chiara — Aurora falou, a voz saindo fraca, mas convicta. — Não é para você se sentir culpada. Nem por um segundo. Vittorio... ele fez o que um homem de verdade deveria fazer. Ele protegeu a família. Ele protegeu a noiva do filho dele. Aqueles monstros lá fora são os únicos culpados por essa tragédia, minha querida. Nunca carregue esse peso com você.

Eu apenas balancei a cabeça, incapaz de formular uma resposta decente, mas as palavras dela trouxeram um pequeno conforto para a tempestade de culpa que me inundava.

O tempo começou a passar de forma torturante. Cada minuto parecia uma eternidade dentro daquela sala blindada. Sofia andava de um lado para o outro, os braços cruzados, enquanto eu não conseguia tirar os olhos da porta, esperando que ela se abrisse e Massimo passasse por ela. A falta de informação era uma tortura psicológica terrível.

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