POV: Massimo
Quando escutei a pergunta de Chiara, não fiquei surpreso. Ela era inteligente, articulada, e aquela voz doce e suave que me atraiu desde o início agora carregava uma nota de desafio que eu não esperava encontrar tão cedo.
— Massimo... o que exatamente você faz para viver?
A verdade era que se ela já estivesse pronta para perguntar sobre meu envolvimento em... outras coisas, eu não mentiria. Até certo ponto, ela saberia a verdade. E a única razão pela qual eu não mentiria descaradamente sobre quem eu era e no que estava envolvido era o simples fato de que eu não tinha planos de deixá-la ir. Eu a considerei minha desde o momento em que a vi; esconder quem eu sou seria adiar o inevitável.
Ela era independente, e isso me fazia desejá-la ainda mais. Estou acostumado com o lado submisso das pessoas; elas inerentemente me temiam, e com razão. Algumas porque sabiam exatamente quem eu era, outras porque tinham um sexto sentido de que eu não era um homem "certo", de que o perigo era minha sombra constante.
Mas Chiara... ela não era submissa. Ela era atrevida, tinha uma língua afiada e uma coragem que me excitava, mesmo que eu ainda precisasse controlar esse ímpeto. Afinal, eu comando a família Capone e preciso de uma esposa que seja um exemplo, não uma rebelde. Fora minha mãe e minha irmã, eu nunca amei ninguém. Eu não me importo com o que os outros sentem. Simplificando: eu não sou um bom homem.
Ela repetiu a pergunta, os olhos fixos nos meus:
— Massimo... o que exatamente você faz para viver?
— Chiara, eu sou um homem de negócios — respondi, mantendo a voz calma. — Proprietário de empresas de tecnologia, boates, lido com fusões e grandes corporações...
— Não — ela me interrompeu suavemente. — Eu perguntei o que você faz para viver, não o que é facilmente encontrado em uma busca na internet. Porque foi exatamente essa a sua resposta.
Senti uma perigosa emoção percorrer meu corpo por causa daquela ousadia. Nunca ninguém tinha falado comigo, muito menos me questionado, daquela maneira. Embora seu tom fosse agradável, havia uma força dentro dela que fazia o sangue correr em minhas veias com uma promessa sombria. Meu corpo reagiu instantaneamente. Meu pau engrossando, endurecendo contra o tecido da calça, meu pulso acelerado.
Ficamos em silêncio por longos momentos, mas mantive meu olhar cravado nela. Olhando em seus olhos, senti uma pontada de preocupação que me era estranha: ela era minha irrevogavelmente, e a ideia dela fugindo com medo de mim me fez sentir, pela primeira vez na vida, que eu não tinha o controle total de tudo.
— Você é um homem perigoso — ela sussurrou. A respiração dela estava acelerada... pelo medo, sim, mas também pela curiosidade.
— Eu sou um homem poderoso — eu disse simplesmente. Apenas a verdade.
— Não são a mesma coisa? — Ela lambeu os lábios lentamente.
Abaixei meu olhar para assistir ao ato, sentindo a sala de jantar ficar sufocante pela minha crescente necessidade por ela. Eu não respondi. Ela já sabia a resposta.
Inclinei-me para frente, invadindo o espaço dela. Chiara não recuou, mas notei a tensão sutil em seus ombros e como seus olhos se alargaram. Ela estava cautelosa, talvez ouvindo a voz dentro dela que dizia para ter cuidado. Se ela soubesse que eu a queria tanto que nunca permitiria que nada a machucasse... nem mesmo eu.
O que eu sentia por ela não fazia sentido, era perigoso para a minha posição, mas era uma verdade que não ia embora.


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