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O ALFA ARREPENDIDO: QUERO MINHA EX-COMPANHEIRA DE VOLTA. romance Capítulo 142

POV GAIA.

Sua voz grave ainda ecoava em meu ouvido, e os arrepios que percorriam meu corpo eram uma traição que eu não conseguia controlar. O calor de suas mãos no meu ventre, o roçar suave de seus lábios no meu pescoço — tudo isso era demais. Minerva uivava internamente, e até Malvina parecia ceder, rendida ao vínculo e à atração que sentia por ele. Mas eu não ia me deixar levar tão fácil. Não depois de tudo. Preciso ser forte.

— Você não j**a limpo, Caspian — murmurei, tentando manter a voz firme, mas sentindo-a vacilar. Afastei-me dele com um passo decidido, virando-me para encará-lo. Seus olhos cinzentos brilhavam com uma mistura de súplica e determinação, e aquilo mexia comigo de um jeito que eu odiava admitir.

— Não estou jogando, amor. Estou lutando por nós — respondeu ele, com aquela calma irritante que só um alfa como ele conseguia manter. Ele deu um passo à frente, reduzindo a distância que eu havia imposto. — Você acha que eu não sei o quanto te machuquei? Mas estou aqui, Gaia. Não vou desistir — prometeu.

Suas palavras eram como flechas, cada uma acertando um ponto fraco que eu tentava esconder. Minha raiva ainda queimava, mas o amor, ele estava lá, pulsando, me confundindo. Olhei para ele, tentando encontrar forças para resistir.

— Você fala bonito, Caspian, mas palavras não apagam o passado — retruquei, cruzando meus braços para me proteger, como se isso pudesse bloquear o efeito que ele tinha sobre mim. — E agora vem com essa de me fazer cozinhar, de se mudar para o meu condomínio, de ficar pertinho? Você acha que é só chegar e tudo se resolve? — perguntei.

Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos compridos, um gesto que mostrava frustração, mas também algo mais — talvez vulnerabilidade. Nunca pensei que veria Caspian, o grande alfa ogro, tão exposto.

— Não acho que vai ser fácil, Gaia. Mas estou disposto a fazer o que for preciso. Por você. Pelos nossos filhotes — disse, e sua voz ganhou um tom mais grave, mais intenso. Ele apontou para minha barriga, e o gesto foi tão natural, tão cheio de cuidado, que meu coração deu um salto traiçoeiro.

— Ele está falando sério, Gai — murmurou Malvina, sua voz ecoando em minha mente. — Esse ogro pode ser um idiota às vezes, mas você já viu como ele olha para você? Como se você fosse o mundo dele — comentou, se metendo.

— Não me venha com romantismo, Malvina — rebati mentalmente, mas ela somente riu, como se soubesse que eu estava lutando uma batalha perdida.

— Você é teimosa, mas não é cega. Ele está tentando. E você também sente, não sente? — insistiu Malvina. Essa minha parte sombria tem a boca grande, fala o que quer. E nem posso trancá-la nas profundezas da minha mente para ela calar a boca.

— Não é tão simples — respondi, tentando manter a firmeza, mas minha voz interna tremia tanto quanto meu coração. Minerva, que até então estava quieta, resolveu, se manifestar.

— Gaia, você sabe que o amor e o vínculo são mais fortes que sua raiva. E nossos filhotes… eles precisam de vocês dois. Não estou dizendo para perdoá-lo agora, mas pelo menos ouça o que ele tem a dizer e vamos tentar viver em harmonia — aconselhou Minerva.

Bufei, tanto mentalmente quanto em voz alta, o que fez Caspian erguer uma sobrancelha, curioso. Ele não podia ouvir minhas conversas internas, pois o bloqueei, mas parecia perceber que algo acontecia.

— O que foi? — perguntou, inclinando a cabeça, com aquele sorriso torto que sempre me desarmava.

— Nada que te diga respeito — respondi, seca, mas meu tom não tinha a força que eu queria. Droga, por que ele tinha que ser tão… ele?

— Tudo que envolve você me diz respeito — retrucou, com uma confiança que era, ao mesmo tempo, irritante e atraente. Ele se aproximou mais, e o espaço entre nós parecia carregado, como o ar antes de uma tempestade. — Gaia, me deixa tentar. Me deixa mostrar que posso ser o companheiro que você merece — pediu.

— Não subestime um lobo faminto — disse ele, com um brilho travesso nos olhos. — Além disso, eu já fiz comida para você, lembra? E quero que nossos filhotes saibam que o pai deles é útil. Não sou só um ogro, como você gosta de chamar — comentou e piscou, sedutor.

— Que eu me lembre, você fez sanduíche para mim — retruquei, mas não consegui segurar um meio-sorriso. Droga, ele estava conseguindo me dobrar, e eu odiava isso.

— Você vai ficar surpresa com o meu talento na cozinha. Agora sente-se e fique tranquila, amor. Deixa eu cuidar de você pelo menos uma vez — insistiu, puxando uma cadeira para mim com um gesto exageradamente galante. Suspirei, derrotada, e me sentei, cruzando meus braços enquanto o observava.

— Se a comida ficar horrível, você nunca mais pisa na minha cozinha — avisei, tentando manter o tom sério, mas o canto da minha boca traía um sorriso teimoso.

— Desafio aceito — respondeu ele, já se virando para a geladeira. Enquanto ele começava a mexer nos ingredientes, com uma confiança que eu não sabia se era genuína ou puro blefe, Malvina voltou a falar.

— Ele está se esforçando, Gai. E você sabe que está gostando disso — disse, com um tom de quem sabia exatamente o que eu sentia.

— Cala a boca, Malvina — resmunguei mentalmente, mas não consegui negar. Minha raiva ainda estava lá, mas, pela primeira vez em muito tempo, senti uma pontada de esperança. Talvez, só talvez, Caspian pudesse realmente mudar e eu o pudesse perdoar.

— Nosso companheiro fica sexy de avental — disse Minerva, toda encantada, quando Caspian colocou o avental. Revirei os olhos, mas tinha que concordar: ele estava bem gostoso daquele jeito.

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