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O ALFA ARREPENDIDO: QUERO MINHA EX-COMPANHEIRA DE VOLTA. romance Capítulo 144

POV GAIA.

Tenho que admitir que fiquei surpresa com a desenvoltura de Caspian na cozinha. Eu estava gostando de vê-lo cozinhar; me deixava excitada, e muito. Sempre quis transar na cozinha com um macho vestindo somente um avental. Suspirei, tentando controlar minha excitação. Sorte que havia muitos cheiros naquela cozinha, e Caspian não notaria meu desejo crescente. Agora sei de onde veio todo aquele desejo que senti quando transamos: era efeito da gravidez.

Observá-lo se movimentar e mexer com habilidade nas panelas me encantava. Tenho que sentir raiva dele, preciso puni-lo, mas está sendo difícil com ele, a cada minuto, tentando me agradar e conquistar. Estou tão sensível e emotiva devido à gravidez. Sinto-me vulnerável perto dele, e isso é péssimo — não sou uma loba fraca. Tenho que arrumar uma maneira de lidar com essas emoções.

Quando provei a comida que ele fez, fui ao céu com o sabor e me surpreendi. Achei que estaria horrível, mas não poderia estar mais enganada. Caspian cozinhava muito bem. Posso tirar proveito disso, sorri mentalmente, enquanto o ouvia deixar a entender que cozinharia para mim amanhã.

Ele me observava enquanto eu comia, e seu olhar me fazia sentir amada. Mas também me incomodava. Ouvi-lo me chamar de amor, no início, me irritava, mas agora estou gostando. A verdade é que, sem querer, estava apreciando a companhia dele. Sorri com seu jeito e seu sorriso. Eu gostava do seu cuidado comigo.

Caspian se levantou, foi até o fogão e colocou comida no seu prato, voltando rapidamente para o meu lado. Pela primeira vez, não me incomodei com sua aproximação. Acho que Malvina está certa: estou condenada e não tem escapatória.

Acabei de comer tudo que estava no meu prato e queria mais. Nem sabia estar com tanta fome até começar a comer aquela deliciosa comida. Queria mais, mas estava com vergonha de admitir que gostei e pedir por mais. Olhei para o prato de Caspian enquanto ele comia e observei-o levar o garfo à boca com um pedaço de bife e mastigar. Caspian pareceu notar meu olhar faminto. Terminou de mastigar e sorriu de lado.

— Se continuar me olhando assim, pensarei que quer me devorar — disse, divertido. Desviei o olhar e fiquei irritada.

— Não seja idiota. Eu não quero transar com você — falei e, em seguida, arregalei os olhos com o que disse. Caspian gargalhou.

— Não me referia a isso, mas adoraria transar com você. Quer dizer que está pensando em me levar para a cama? — perguntou, sedutor.

— Não seja bobo. Não é nada disso — falei, emburrada, e virei o rosto, não querendo olhá-lo.

— Não precisa ficar irritada, amor. Você quer mais um pouco de comida? — perguntou. Virei o rosto na sua direção. Era claro que eu queria mais.

— Quer me comprar com comida agora? — perguntei, tentando soar ofendida, mas ansiosa para comer mais.

— Não, amor. Só fiz uma pergunta — respondeu rapidamente.

— Já que está oferecendo, vou aceitar mais um pouco. Mas deixa que eu pego. Não quero que ache que sou folgada ou uma inútil — falei e me levantei.

— Eu nunca pensaria isso de você, amor — disse, sendo sincero.

Não respondi e fui até o fogão, levando meu prato. Olhei para a frigideira e ela estava vazia; Caspian só havia feito dois bifes. Senti-me frustrada, pois havia gostado muito do bife. Suspirei, derrotada, e peguei o purê e a salada. Voltei para a mesa e me sentei na cadeira, desanimada. Caspian me olhou, preocupado.

— O que aconteceu, amor? Está se sentindo mal? — perguntou, largando o garfo, levantando-se e se aproximando de mim.

— Estou bem — falei e peguei um pouco de purê, colocando na boca.

— Então, por que te sinto triste? — questionou. Engoli e olhei na sua direção. Esqueci-me de que temos um vínculo de companheiro.

— Eu queria mais um pouco de bife, mas acabou — falei, desanimada. Caspian me olhou, surpreso, e sorriu de lado.

— Já que é assim, terei que vir todos os dias aqui para fazer suas refeições — comentou, sorrindo.

Arregalei os olhos, pois acabara de dar permissão para ele vir à minha casa, já que quero que Caspian me alimente. Bufei, pois acho que caí numa armadilha. Fui enganada pela comida deliciosa do meu companheiro.

— Muito bem. Mas não pense que poderá ficar entrando e saindo da minha casa. E você não tem trabalho a fazer? — perguntei.

— Sim, tenho, mas posso trabalhar de casa e, se precisar visitar alguma de minhas empresas, será rápido. Quanto à alcateia, meu beta e meu pai estão cuidando. Então, posso cuidar da minha companheira e de nossos filhotes — respondeu, contente.

— Parece que não vou me livrar de você tão cedo — comentei e comi mais um pedaço do bife.

— Meu amor, você é minha, e eu sou seu. Você me terá para a vida toda. Não vai conseguir me afastar de vocês — disse, piscando para mim, e pegou um bife. Rosnei, brava, para ele.

— Pode deixar meus bifes aí. Você fez para mim. Então, são todos meus e dos meus filhotes — falei, com gula.

— Você não vai me dar nem um bifinho? — perguntou, surpreso.

— Não mesmo — respondi, sorrindo malvada.

— Você é gulosa. Criei um monstro com a minha comida — falou, divertido, e rimos juntos.

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