POV GAIA.
Ficamos rindo e conversando até a noite. Caspian preparou meu jantar, e foi delicioso. Eu estava ficando mal-acostumada e temia me viciar. Mas acho que era exatamente isso que ele queria. Já passava das vinte e duas horas quando tive que mandar Caspian embora para a casa dele, ou aquele folgado ficaria aqui para pernoitar. Ele e Odin não gostaram muito e tentaram me convencer a deixá-los ficar. Mas fui forte e resisti à tentação.
Quando amanheceu, levantei-me animada, pois voltaria para o trabalho. Estava sentindo falta da minha rotina, mas também sentiria falta da alcateia. Suspirei. Sabia que logo teria que voltar para a alcateia e assumir meu posto de Luna.
— Talvez você devesse pensar em abrir uma filial do laboratório e da loja de ervas em Ottawa — sugeriu Minerva, surgindo em meus pensamentos.
— Sim, essa é uma ótima ideia. Vou conversar com Belle para saber o que ela acha e se daria conta sem mim — comentei.
Saí do quarto já arrumada e fui para a cozinha preparar meu café da manhã. Agora não posso simplesmente tomar um café e sair sem comer nada. Tenho que comer bem para nutrir meus filhotes. Levantei-me cedo justamente para fazer meu café da manhã com calma. Preparei uma refeição caprichada, com pães que havia trazido da casa da minha bisavó. Tenho que me lembrar de passar no supermercado e comprar algumas coisas. Preciso manter minha despensa cheia.
Fiz panquecas, bolo de milho, salada de frutas, bacon com ovos, suco e café. Arrumei tudo na mesa e me preparava para sentar quando a campainha tocou. Bufei. Quem era a essa hora? Fui até a porta para atender quem estava me incomodando àquela hora. Mas, antes de alcançar a porta, senti o cheiro e já sabia de quem se tratava. Abri a porta e coloquei as mãos na cintura.
— Posso saber o que veio fazer tão cedo na minha casa? — perguntei, olhando mal-humorada para Caspian, que estava com um grande sorriso.
Em vez de responder, ele simplesmente me abraçou e depois me beijou, deixando-me sem reação. Então se afastou, sorrindo.
— Bom dia, meu amor. Você dormiu bem? — perguntou, feliz, afastou-se e me puxou para dentro de casa, fechando a porta.
— Quem te deu permissão para me beijar e entrar na minha casa? Eu não disse que poderia entrar. E sim, eu dormi bem. — reclamei, me recuperando. Parei e puxei meu braço, libertando-me da sua mão. Caspian se virou, ainda sorrindo.
— Ora, amor, eu disse que faria suas refeições, esqueceu? — perguntou, tranquilo.
— Você chegou atrasado, pois já preparei — respondi, passando por ele e indo para a cozinha, seguida por ele. Sentei-me na cadeira e olhei para Caspian, que observava a mesa com os olhos brilhando.
— Já que fez o café da manhã sem mim, então vou te acompanhar. Estava ansioso para comer sua comida, mesmo — disse e se sentou, todo folgado, já cortando um pedaço do meu bolo. Revirei os olhos e bufei.
— Você é muito folgado. Quem te chamou para comer? — questionei, fuzilando-o com o olhar.
— Eu sou seu companheiro, preciso ser alimentado por você. Esqueceu-se de que é minha companheira, Luna e mãe dos meus filhotes? Então não preciso de convite — disse e piscou. Resmunguei algumas palavras nada gentis, e Caspian riu da minha cara. Esse lobo me irrita.
— É, Gai, não tem mais jeito. Caspian não vai nos deixar em paz — comentou Minerva, gostando.
— E você está feliz com isso — acusei mentalmente.
— Sim, estou. Nosso companheiro está aqui e nos ama. Seremos muito felizes — disse Minerva, contente.
— Vai com calma com sua animação, porque ainda não decidi quando voltarei para a alcateia para vivermos felizes. Caspian tem muito a pagar a mim — comentei.
Caspian não falou mais nada, mas, a todo momento, ficava me olhando e sorrindo. Quando terminamos o café, ele me ajudou a lavar a louça e guardar tudo. Peguei minhas coisas no quarto e voltei para a sala de estar, onde Caspian me esperava.
— Você vai ficar grudado em mim o dia inteiro? — perguntei, parando na sua frente e levantando a cabeça para olhá-lo. Eu era bem baixinha perto dele, mas não me intimidava com machos maiores que eu.
— Vou te levar até seu trabalho e depois vou para a minha empresa, que fica no centro da cidade — comentou.
— Você não precisa me levar. Eu tenho automóvel e posso ir sozinha — respondi.
— Quero te levar ao trabalho e passar o maior tempo possível ao seu lado, meu amor — comentou e piscou.
— Estou vendo que não vou conseguir me livrar de você — falei, suspirando.
— Não mesmo. Eu te marquei, e agora somos companheiros. É para a vida toda, amor. Não vai se livrar de mim — disse, sério.
— Não vai me atrapalhar — respondi e me dirigi à porta de entrada.
Caspian veio atrás de mim. Eu podia sentir sua animação e felicidade por estar comigo. E isso me deixa feliz, mesmo não querendo admitir.

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