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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 335

POV / MATHEW

Eu sempre fui o tipo de homem que pautava a vida pela precisão métrica de uma planilha do Excel. Controle, rotina, horários britânicos e metas corporativas calculadas a frio. Minha existência na TechGlobal era uma linha reta, previsível e lucrativa, onde cada risco era pesado antes de se transformar em prejuízo. Se alguém me dissesse, há pouco mais de três anos, que a minha estrutura milenar seria implodida, mastigada e cuspida por uma garota de gênio indomável, eu mandaria o sujeito direto para o inferno sem pestanejar.

Mas a verdade crua é que a Isadora virou o meu mundo de cabeça para baixo. Ela entrou na minha vida quebrando todas as minhas defesas e deixando um rastro de destruição por onde passava.

Nesses quase três anos de relacionamento, nós desenhamos a definição exata de um caos compartilhado. Se a matemática não me falha — e ela nunca falha —, nós terminamos exatamente doze vezes. Uma média ridícula de quatro rompimentos por ano. Brigávamos por motivos completamente imbecis, desde a temperatura do ar-condicionado do apartamento até divergências técnicas em relatórios jurídicos da TechGlobal.

Sempre era ela quem colocava o ponto final, batendo a porta do meu escritório com aquela arrogância que me subia o sangue e me deixava cego de ódio.

E, no final das contas, o roteiro era quase sempre o mesmo: ela terminava em um rompimento barulhento, jurando que nunca mais olharia na minha cara, mas eu, incapaz de aceitar a derrota ou de respirar o mesmo ar sem tê-la por perto, engolia o meu orgulho corporativo e ia atrás dela para buscá-la de volta, arrastando-a para a minha cama para resolver o nosso impasse na base do impacto físico.

E agora, para manter o padrão do nosso inferno particular, nós estávamos terminados de novo.

O estopim da vez tinha nos alcançado no Rio de Janeiro, durante uma viagem executiva de alta tensão para fechar uma fusão internacional milionária com investidores asiáticos. A Isadora, já fragilizada e com os nervos em carne viva por causa dos problemas pesados da Clara com o Adrian, resolveu chutar o balde e testar o meu limite. O Adrian, jogando um xadrez perverso que eu ainda não engoli direito, convocou a Isadora para o Rio de propósito, sabendo que o atrito entre nós dois seria inevitável dentro daquele hotel.

E foi o que aconteceu. No meio da noite, ela se enfiou num bar de Lapa, pediu um drink colorido e resolveu me provocar da pior maneira possível. Lembro perfeitamente de entrar naquele lounge exclusivo no Leblon, o som do jazz moderno estourando nos meus ouvidos enquanto eu tentava afogar a minha frustração em um copo de uísque puro. Eu tinha dito ao Adrian que precisava de uma distração, qualquer mulher que aparecesse, desde que não fosse loira de olhos claros. Eu precisava esquecer que a Isadora existia.

Foi aí que a porta de vidro do VIP se abriu e ela entrou.

Usando uma saia minúscula e um top preto que deixava pouquíssimo para a imaginação, ela parou o movimento do bar. A Isadora caminhava com a confiança de quem sabe o poder que exerce nas calças de qualquer homem. Ela não veio até a nossa mesa. Em vez disso, postou-se perto do balcão, fixou os olhos verdes diretamente nos meus e começou a dançar sozinha.

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