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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 132

Capítulo 132 — Meu menino

Emma Anderson

— Até que enfim vocês resolveram aparecer. Eu já estava começando a achar que teria que acionar as autoridades policiais para irem atrás do paradeiro do meu neto.

A mulher proferiu aquelas palavras de forma extremamente ríspida, mantendo uma postura absurdamente arrogante no centro do hall principal da mansão. O Luca, assustado com o tom de voz hostil, rapidamente deu um passo para trás e se escondeu atrás das minhas pernas.

A Ellie, percebendo o desconforto do amigo, segurou a mãozinha dele com força. Dei um passo à frente, mantendo o meu queixo erguido, e encarei a mulher com toda a polidez que consegui reunir.

— Boa tarde, senhora Rios. Peço desculpas, mas eu não sabia o horário do seu voo, nem que horas chegaria a Hoboken.

Ela deu dois passos lentos na minha direção, me medindo de cima a baixo com um desdém nada sutil.

— E você por acaso quem é?

Estendi a minha mão direita em um cumprimento puramente educado e formal.

— Emma Anderson. Namorada do Damien.

Izabel olhou para a minha mão estendida como se estivesse diante de algo repugnante, depois subiu os olhos para o meu rosto, ignorando o gesto de cumprimento. Mantive o meu olhar fixo no dela, firme, e abaixei a mão levemente, sem me deixar intimidar pelo gelo dela.

— Luca, venha aqui me cumprimentar agora mesmo — ela mandou, a voz subindo em um tom autoritário que fez o meu estômago revirar.

Meu menino olhou para ela por trás do meu corpo, deu um aceno tímido e recolheu a cabeça, mantendo-se firmemente agarrado ao tecido da minha roupa.

— Isso por acaso é cumprimento, menino? — ela esbravejou, a expressão endurecendo ainda mais. — Eu disse para você vir aqui agora. Obedeça.

Luca se escondeu por completo atrás de mim, encolhendo os ombros. Izabel soltou um suspiro teatral de pura impaciência.

— Luca, além de mudo, por acaso também ficou surdo?

Uma onda de raiva violenta brotou no meu peito pela maneira absurdamente cruel como ela se referiu ao próprio neto.

Mas, no exato milésimo de segundo em que abri a boca para dar uma resposta à altura, uma vozinha firme e destemida ecoou pelo hall, interrompendo o confronto.

— Ele não é surdo e nem mudo, sabia? E ele só não quer ir aí porque não gosta de pessoas com cara feia! — Ellie disparou, dando um passo à frente e colocando as duas mãos na cintura com toda a audácia do mundo.

Taylor, que assistia a tudo de camarote logo atrás de mim, soltou um riso abafado e comentou com deboche.

— Aí… Levar uma bronca dessas de uma criança de seis anos… Que fase hein, senhora?

Fernanda e Bree precisaram morder os lábios para segurar o riso diante do comentário da Tay. Olhei de relance para a minha irmãzinha, sentindo um orgulho imenso de ver a lealdade dela defendendo o Luca daquela megera.

— Quem é essa menina mal-educada? — Izabel perguntou, a voz trêmula de indignação. — Na verdade, quem é toda essa gente espalhada na casa do meu genro?

— Ellie é minha irmã. E ela não é mal-educada, ela é criança. E como toda criança não tem muito filtro. E no fundo, ela só estava defendendo o amigo.

— Hum… — ela bufou. — Falta de educação agora mudou de nome. — decidi ignorar o comentário dela. Ela olhou para a Bree por um segundo. — Você não é a copeira? A sobrinha da governanta?

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