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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 134

Capítulo 134 — Xeque-Mate

Damien Knight

O dia não correu nada como eu gostaria. Meu plano inicial era ter encerrado o expediente na empresa muito mais cedo, ter passado no shopping de Manhattan para buscar a Emma e as crianças e ter retornado para Hoboken com calma, esperando a Naja, como o Ozzie carinhosamente chamava a minha ex-sogra.

Mas, ao invés disso, a realidade corporativa me forçou a trabalhar até tarde, encerrando as pendências com a Lua já brilhando alta no céu.

Os caras estavam na cidade; meu primo precisava de uma força com algumas conferências no Donjon, e como o meu sócio e o meu amigo do FBI estão oficialmente de férias, eles decidiram ajudá-lo e passaram aqui pela empresa para seguirmos juntos para a mansão.

Minha casa, pelo visto, havia virado oficialmente uma colônia de férias.

Seguimos finalmente para Hoboken. O Stan foi no carro com o Ozzie e o Dominic veio comigo. Assim que passamos pela porta de entrada da mansão, a Leah veio ao meu encontro no hall com um semblante visivelmente tenso.

Ela me informou que a Emma estava na sala de estar principal com o Luca e a Izabel. Caminhei em passos rápidos naquela direção, mas, antes mesmo de cruzar o batente da porta, a voz esganiçada e histérica da mulher ecoou pelo corredor interno, me fazendo parar no lugar.

— Quem você pensa que é para me enfrentar na casa do meu genro, sua insolente?!

Uma fúria brutal e cega tomou conta de cada célula do meu corpo. Meus passos pesados ecoaram pelo piso de madeira enquanto eu cruzava o limite do cômodo. Parei sob o portal da sala de estar, o maxilar tão travado que meus dentes quase racharam, e disparei a frase que cortou o ar como uma lâmina afiada.

— Ela é a minha mulher, Izabel. E a futura dona absoluta de toda esta casa.

Izabel levantou os olhos sobressaltados na minha direção, o rosto empalidecendo no mesmo milésimo de segundo. Dei dois passos lentos e comedidos para dentro do ambiente, mantendo os meus olhos fixos nos dela em uma promessa silenciosa de destruição se ela ousasse se mover.

— Então, se você quiser permanecer aqui dentro como minha hóspede… — continuei, a minha voz saindo em um tom baixo, arrastado e perigosamente autoritário. — Primeiro, você vai soltá-la imediatamente. E depois, vai aprender a mostrar respeito por quem manda aqui.

Luca soltou-se das pernas da Emma no mesmo instante e correu na minha direção, choramingando. Eu o amparei com uma das mãos, vendo a Emma soltar o ar pelos lábios em um visível rastro de alívio.

Izabel, ainda digerindo o choque da minha entrada, afrouxou os dedos e soltou o braço da Emma, sustentando o meu olhar com uma indignação forçada.

— Respeito, Damien? — ela se defendeu, ajeitando a postura arrogante. — Foi ela quem me desrespeitou primeiro! Essa garota passou a tarde inteira colocando o meu neto contra mim, me impedindo de exercer os meus direitos de avó.

Emma deu um passo à frente, parando ao meu lado com as bochechas vermelhas de indignação.

— Amor, você me conhece melhor do que ninguém. Sabe perfeitamente bem que eu jamais faria algo tão baixo assim… — Ela fez uma pausa, desviando os olhos azuis faiscantes na direção da Izabel antes de completar. — Mesmo se a pessoa em questão merecesse.

Me abaixei um pouco, peguei o Luca no colo com o braço livre e depositei um beijo carinhoso em seus cabelos. Meu filho passou os bracinhos ao redor do meu pescoço, escondendo o rosto na minha pele.

Em seguida, envolvi a cintura da Emma com o meu outro braço, puxando o corpo dela para colar contra o meu, e deixei um beijo demorado em sua têmpora antes de sussurrar bem perto do seu ouvido.

— Eu sei, meu amor. Eu sei perfeitamente bem quem você é.

Mudei o foco do meu olhar de volta para a mulher parada no centro do tapete, o meu semblante endurecendo novamente.

— Assim como eu também sei perfeitamente bem quem é a Izabel.

A mulher me encarou com os olhos arregalados, uma expressão de pura incredulidade cobrindo as suas feições.

— Damien! É dessa forma absurda que você decide me tratar? Depois de passar mais de um ano sem me ver? Depois de tudo o que nós dois passamos e sofremos juntos com a perda da Clara? É isso o que eu mereço?

Mantive a Emma e o Luca firmes sob a minha proteção e encarei a minha ex-sogra com uma frieza cortante, sem dar margem para os seus dramas teatrais.

— Não vá por esse caminho de chantagem emocional, Izabel. Não comigo.

Meu tom de voz saiu tão carregado de comando e ameaça que ela captou o recado imediatamente, engolindo a seco o restante das suas lamentações.

— Eu só queria ter um momento a sós com o meu único netinho — ela murmurou, cruzando os braços e tentando adotar uma pose de vítima. — Mas essa garota se recusou categoricamente a me dar esse direito. E eu tenho as minhas prerrogativas legais como avó.

Emma fulminou a mulher com os olhos e virou o rosto para mim. Eu conseguia sentir a respiração dela acelerada contra o meu peito; ela estava pronta para retrucar a acusação e iniciar uma nova discussão ali mesmo.

Mas, antes que ela pudesse proferir qualquer palavra que desgastasse ainda mais a sua energia, desci os meus lábios até os dela, calando-a com um selinho demorado, firme e carregado de carinho.

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