Capítulo 162 — ‘Ela’
Ester Cross
Mantive os olhos nos do Dom e continuei:
— Uma gestação de pouquíssimas semanas submetida ao estresse brutal de uma convulsão seguida de uma parada cardiorrespiratória simplesmente não resiste. O corpo não segura o feto.
Senti o peso esmagador daquela realidade cair sobre o corredor. Emma, que estava parada ao lado da Taylor, levou as mãos à boca e deixou as lágrimas transbordarem sem controle.
— Meu Deus… a Bree vai… a minha amiga vai ficar completamente arrasada… — ela murmurou entre soluços.
Eu estava focada na Emma, quando sem o menor aviso prévio, a Taylor avançou como um furacão por cima dos policiais e desferiu um tapa estalado e violento direto na cara da Giovanna.
O impacto foi tão forte que a vadia, mesmo amparada pelos agentes, cambaleou para o lado, soltando um grito de dor.
— SUA VAGABUNDA!! VOCÊ ACABOU COM A VIDA DA MINHA AMIGA!! — a Taylor urrou, avançando para cima dela novamente com os punhos fechados.
Desta vez, no entanto, o Dominic agiu rápido, segurou a esposa por trás, envolvendo a sua cintura com os braços fortes e a tirando do chão para contê-la.
— Tay, pelo amor de Deus, se acalma agora! — o marido pediu, a segurando firme.
Taylor se debatia inteira no ar, os olhos faiscando em puro ódio.
— ME ACALMAR, DOMINIC?! EU VOU ME ACALMAR NO DIA EM QUE EU ACABAR COM A RAÇA DESSA DESGRAÇADA NA PORRADA!
Caminhei a passos rápidos até a Emma, que estava abraçada à própria cintura chorando copiosamente, e a acolhi em um abraço protetor. Olhei de relance para a Tiffany, que parecia tentar processar o tamanho da barbárie que sua amiga havia cometido, e depois foquei na Giovanna.
A cretina, com o rosto vermelho do tapa, começou a soltar uma risada anasalada, debochada, rindo feito uma completa louca varrida no meio do saguão.
— Que culpa eu tenho, afinal, se a copeira não presta nem para segurar um bebê? — ela debochou a plenos pulmões.
Taylor tentava se soltar dos braços do Dominic a todo custo, mas ninguém naquele corredor esperava pelo que aconteceu a seguir.
A Tiffany Wise deu um passo largo à frente, parou bem na frente da Giovanna e desferiu um tapa brutal, estalado e cheio de raiva na cara da própria amiga. O som da estapeada ecoou pela recepção inteira.
— Cala a sua boca, Giovanna! — a advogada gritou, a voz trêmula de fúria e decepção. — Quando você me ligou chorando de manhã me pedindo ajuda jurídica, você me disse com todas as letras que era a vítima injustiçada da história! Que o Stan se recusava a acreditar que o filho era dele, que estava te ignorando e maltratando!
A mulher colocou a mão na cintura, abaixou a cabeça e a balançou antes de continuar.
— Eu te perguntei mais de dez vezes se esse bebê era realmente dele, porque a cronologia das datas não batiam, e você jurou pela sua vida que vocês tinham ficado juntos mesmo depois da separação! Você mentiu para mim! Logo para mim, que você vivia dizendo ser a sua melhor amiga!!
Giovanna olhou para a amiga com os olhos arregalados de choque, a mão espalmada sobre a bochecha atingida.
— Tiffy… você me bateu… você… você teve a coragem de me bater na frente dessa gente?
Tiffany soltou uma risada anasalada, totalmente sem humor.
— E isso foi pouco! Eu devia era deixar o Dominic soltar a esposa dele agora mesmo para ela te dar a surra que você realmente merece! Não só por ter me feito de palhaça e mentido para mim, mas por tudo o que você teve a capacidade monstruosa de fazer com aquela garota no quarto!!
Giovanna entrou em desespero total, a voz afinando.
— Tiffy, me desculpa, por favor! Me desculpa! Nós ainda somos amigas, nós ainda somos como irmãs!
A advogada bufou com puro nojo, ajeitando o blazer.
— Irmãs? Não, Giovanna. Nós definitivamente não somos nada disso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar