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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 170

Capítulo 170 — O Rompimento do Silêncio

Dominic Costello

Eu continuei recostado na cadeira, cravando o meu olhar no da Giovanna, esperando que ela digerisse cada palavra. O blefe sobre a Verônica ter sido totalmente desmascarada por nós ainda pairava no ar.

Na verdade, nós tínhamos fortes indícios e hipóteses desenhadas, mas a prova cabal, aquela que fecharia a acusação com chave de ouro diante de um juiz, dependia do rompimento da mulher à minha frente.

Giovanna piscou freneticamente. O pavor estampado em suas feições começou a dar lugar a um recuo defensivo. Ela respirou fundo, tentando reorganizar os pedaços da sua soberba destruída.

— Eu… eu só falo sobre qualquer coisa na presença de um advogado.— ela declarou, a voz trêmula, tentando parecer firme. — Tenho esse direito legal e não vou falar mais uma palavra sem a minha defesa ao meu lado.

Ajeitei a postura, encarando-a com desdém.

— Tudo bem, Giovanna. É um direito seu. — respondi, o tom de voz calmo e controlado. — Mas entenda uma coisa: a janela de oportunidade para a sua cooperação diminuir a sua pena está se fechando. Se você colaborar agora, as coisas podem ser consideravelmente diferentes para você. Quando a Verônica for presa, e ela vai ser, a história que prevalecerá será a de quem falar primeiro.

Ela desviou o olhar para o canto da sala, enrolando os dedos algemados, e começou a gaguejar desculpas desconexas sobre estar cansada e indisposta. Vendo que ela tentaria apenas ganhar tempo com evasivas, me levantei da cadeira sem pressa.

— A escolha é sua. — avisei.

Saí da sala de interrogatório, deixando a porta metálica se fechar com um estalo seco. Coletti estava de pé ao lado do painel de vidro espelhado, observando a cretina do lado de fora.

— O que você pretende, chefe? — meu agente perguntou em tom baixo, sem tirar os olhos dela. — Ela está nitidamente acovardada, mas tentando se agarrar a qualquer fiapo de orgulho.

— Ela vai ceder. — afirmei com total certeza, cruzando os braços. — A Giovanna é egocêntrica demais para afundar sozinha por um plano que não deu certo. Vamos deixar a pressão do silêncio trabalhar um pouco na cabeça dela.

Gastei alguns minutos checando as atualizações da equipe no corredor antes de retornar à sala. Quando abri a porta e me acomodei novamente na cadeira, a postura de Giovanna já estava visivelmente mais curvada e tensa.

— Vamos voltar ao início. — comecei, debruçando os cotovelos sobre a mesa. — Como exatamente você forjou aquele primeiro teste de DNA no hospital de Manhattan? Quem ajudou você a adulterar o laudo? Porque com o resultado oficial que acabou de sair hoje, ficou cristalino que o laudo anterior era uma fraude barata.

Ela levantou a cabeça em um sobressalto, os olhos faiscando.

— Eu não forjei nada! Vocês é que forjaram esse exame de hoje para se livrarem de mim! O meu teste é o único verdadeiro! — ela esbravejou, tentando sustentar a mentira.

Soltei uma risada curta e sem humor, balançando a cabeça.

— Gosta de testar a minha paciência, não é? A Verônica estava com você no hospital no dia em que a coleta desse exame manipulado foi feita, não estava?

Giovanna hesitou por um segundo, engolindo em seco, antes de ceder com um aceno rígido de cabeça.

— Estava. Ela estava me acompanhando como amiga, e daí?

Virei o rosto ligeiramente na direção do Coletti, que acompanhava a sessão do canto da sala.

— Que grande coincidência, não é, Coletti? A Verônica Ortega estava com a Clara minutos antes da colisão fatal. Estava com a Giovanna no dia em que um teste de DNA milagrosamente deu positivo. Coisas extremamente estranhas e criminosas costumam acontecer sempre que essa mulher está por perto.

Coletti exibiu um sorriso de canto, concordando.

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