Capítulo 207 — O Veneno da Dúvida
Ambrose Blair
Eu mal tive tempo de comemorar o meu próprio noivado. As coisas entre mim e a Fernanda aconteceram em um ritmo alucinante, arrebatador e intenso, exatamente como tudo na minha vida.
Mas, logo depois que coloquei a aliança no dedo da mulher mais incrível que já conheci, veio a avalanche: o desmaio da Emma na entrada da mansão, a descoberta inacreditável dos gêmeos e, para fechar a cota de loucura, o sumiço desesperador da Ellie na reserva florestal que colocou todo mundo em estado de choque.
Agora, finalmente, a poeira tinha baixado. A paz parecia ter voltado a reinar..
O treino na academia com os caras tinha sido uma volta no tempo fantástica. Gastamos energia, nos xingamos, competimos como garotos e descarregamos a adrenalina acumulada. Mas a melhor parte de ter encerrado o treino era saber exatamente quem estava me esperando no quarto.
Subi as escadas a passos largos e abri a porta da nossa suíte com o maior cuidado para não fazer barulho. A Fer continuava completamente apagada no meio dos lençóis macios. Fui direto para o banheiro, tomei uma ducha rápida para tirar o suor do corpo, vesti apenas uma calça de moletom e voltei para o quarto, caminhando descalço até a cama.
Ela estava deitada de bruços. O tecido de seda da camisola preta tinha subido até a altura da cintura durante o sono, me dando a visão mais perfeita, esculpida e tentadora do universo: a bunda maravilhosa da minha mulher totalmente exposta.
Só aquela imagem já fez o meu sangue ferver e o meu corpo acordar instantaneamente.
Subi no colchão devagar, me deitando ao lado dela. Com a ponta dos dedos, afastei com extremo cuidado os fios escuros do cabelo dela que cobriam a sua bochecha, apenas para admirar cada detalhe perfeito daquele rosto sereno.
Deslizei a mão pelo seu ombro, jogando todo o seu cabelo para o lado oposto e deixando a curva macia do seu pescoço completamente livre.
Inclinei o meu tronco, desci a boca até a pele quente da sua nuca e deixei um beijo demorado ali.
Fer soltou um resmungo manhoso e adorável contra o travesseiro. Eu ri baixinho do jeito dela.
Desci com a ponta do meu nariz contornando a linha das suas costas, roçando o tecido sedoso da camisola até alcançar a curva farta da sua bunda. Depositei um beijo estalado e quente na nádega esquerda, e em seguida desci a boca na nádega direita, mordiscando de leve a sua pele macia.
Ouvi a voz rouca, preguiçosa e divertida da Fernanda ecoar pelo quarto.
— A minha bunda merece bom dia primeiro do que eu, senhor Blair?
Um sorriso perigoso brotou nos meus lábios. Comecei a subir o meu corpo por cima do dela, usando as minhas duas mãos para puxar a barra da camisola para cima. Conforme a pele lisa das suas costas, da sua cintura e das suas costelas ia ficando à mostra, fui arrastando o meu nariz e a minha boca quente em uma trilha lenta, fazendo cada pedacinho do corpo dela se arrepiar ao meu toque.
Quando alcancei a sua nuca novamente, afastei a camisola pela cabeça dela, joguei o pedaço de seda longe, deixando-a apenas de calcinha de renda e sussurrei bem colado ao seu ouvido.
— Bom dia, amor da minha vida…
Fer abriu um sorriso doce, ainda mantendo os olhos fechados, derretendo-se sob o meu peso
— Bom dia, meu amor…
Ela virou o corpo de frente para mim, rindo gostoso ao notar a minha calça de moletom estufada marcando o volume rígido.
— O que você pensa que está fazendo logo cedo, Ambrose?
Aproximei os lábios da curva do seu pescoço, deixando uma sequência de beijos quentes que a fizeram arfar.
— Estou apenas cumprindo a minha obrigação como seu noivo: te ajudando a acordar com disposição.
Fernanda abriu aqueles olhos brilhantes, cravando o olhar no meu com um sorriso provocante.
— Pois eu já estou totalmente acordada…
— Então vamos aproveitar cada segundo… — rosnei contra a boca dela.
Fer soltou uma risada deliciosa antes de ser calada pelo meu beijo. Tomei os lábios da minha mulher com uma posse bruta, faminta e avassaladora. Na cama, eu nunca soube ser passivo; o controle pertencia a mim e a Fer se entregava com uma volúpia que me levava à loucura.
Puxei a sua calcinha fina pelas pernas, rasgando o tecido sem a menor cerimônia, e abri as suas coxas com as minhas mãos firmes.
Posicionei o meu corpo entre as pernas dela e a preenchi com uma estocada forte, funda e sem rodeios.
Fernanda jogou a cabeça para trás, cravando as unhas compridas nas minhas costas com um gemido rasgado que ecoou pelas paredes. Assumi o ritmo com autoridade, ditando cada investida em um compasso frenético, possessivo e delicioso, fazendo o estrado da cama ranger sob a força do nosso encaixe perfeito.
Ela rebolava de encontro ao meu quadril, arranhando os meus ombros e implorando no meu ouvido para eu não parar. O calor entre nós dois virou um incêndio incontrolável até que, em uma sequência final e avassaladora de estocadas, fomos tragados juntos pelo ápice do prazer, desabando suados e exaustos sobre os lençóis desfeitos.
Ficamos ali deitados por longos minutos, recuperando o fôlego. Eu estava de costas no colchão e ela descansava aninhada ao meu lado, com a cabeça repousada no meu peito, traçando desenhos invisíveis na minha pele.
O silêncio confortável do quarto foi quebrado pela voz mansa dela.
— Posso te fazer uma pergunta, Ozzie?
Inclinei o rosto e depositei um beijo carinhoso no topo da cabeça dela.
— O que você quiser, vida.
Fer começou a fazer círculos lentos com a ponta dos dedos ao redor do meu mamilo.


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