Entrar Via

O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 227

Capítulo 227 — O Último Voo

Damien Knight

A notícia da morte violenta da Izabel e da fuga covarde da Verônica tinha atingido o meu peito como uma marreta.

Naquele primeiro instante, a única coisa que consegui fazer foi me trancar no quarto, precisando desesperadamente de alguns minutos de silêncio para não deixar a fúria e a culpa me consumirem na frente de todo mundo.

Mas a lealdade do Elijah e, acima de tudo, o acolhimento doce, firme e maduro da Emma desarmaram a tempestade que rugia dentro de mim. O amor da minha mulher colocou os meus pés no chão e me permitiu encerrar a noite de sábado ao lado dos nossos amigos e das nossas crianças com a cabeça no lugar.

Quando o sol de domingo despontou no horizonte, a claridade suave invadiu o quarto pelas frestas das cortinas.

Virei o corpo de lado na cama e encontrei a Emma ainda adormecida, com o rosto sereno e os cabelos espalhados pelo travesseiro. Não resisti. Abracei a cintura dela por trás, colando o meu peitoral nu nas suas costas quentes.

Desci beijos lentos pela linha do pescoço dela, sentindo a pele arrepiar ao meu toque.

Emma soltou um suspiro manhoso, virando-se nos meus braços com os olhos azuis brilhando de preguiça e desejo. Nossos lábios se encontraram em um beijo quente, urgente e faminto, com as minhas mãos deslizando pelas curvas do seu corpo, explorando cada pedaço com a paixão possessiva que só ela despertava em mim.

Fizemos amor com calma, sem pressa, celebrando a vida e a nossa cumplicidade inabalável antes de nos levantarmos para encarar o dia.

Tomamos um banho juntos e descemos de mãos dadas para a sala de jantar. A mesa do café estava farta, cercada pelo barulho gostoso de pratos, risadas altas e conversas cruzadas entre as meninas e os rapazes.

Puxei a cadeira para a Emma se sentar e me acomodei ao seu lado, servindo uma xícara de café preto. No meio de uma piada boba do Declan sobre panquecas, o celular do Dominic começou a vibrar sobre a mesa.

Meu amigo pediu licença com um gesto rápido e levantou-se para atender no canto da sala. Menos de dois minutos depois, ele retornou com a postura ereta e o semblante solene.

— O legista-chefe de New Jersey e a perícia federal acabaram de liberar o corpo da Izabel, Damien. O translado para o aeroporto já foi autorizado pela embaixada britânica.

Soltei o ar devagar, pousando a xícara sobre o pires.

— Entendido, Dom. Eu vou até lá acompanhar os trâmites e me despedir antes do embarque.

Antes que eu pudesse me levantar da mesa, o som de passos apressados ecoou pelo corredor de entrada. James surgiu sob o batente da sala de jantar com uma expressão surpresa.

— Senhor Knight… com licença. Acabou de chegar uma visita inesperada na guarita principal.

Franzi o cenho, trocando um olhar intrigado com o Dominic.

— Visita de quem, James? Quem está no portão a essa hora?

Uma voz grave, polida ecoou logo atrás do motorista.

— Eu.

Simon deu um passo para dentro da sala de jantar, abrindo um sorriso largo e impecável enquanto ajeitava o seu terno.

— SIMON!! — Emma gritou de alegria, levantando-se da cadeira em um salto e correndo pelo salão para se jogar nos braços do amigo. Confesso que aquilo de certa forma me incomodou um pouco, mas deixei meu ciúmes de lado.

Simon ergueu minha mulher do chão em um abraço caloroso, rindo alto.

— Que recepção maravilhosa para quem acabou de enfrentar oito horas de voo transatlântico!

Esther foi a próxima a avançar, enlaçando o amigo pelo pescoço com carinho, seguida por cumprimentos e abraços calorosos de cada um dos casais ao redor da mesa.

Taylor cruzou os braços, arqueando a sobrancelha com aquele seu deboche clássico.

— Sisi, eu tinha certeza absoluta de que você ia arrumar uma herdeira inglesa riquíssima em Londres só pra ela ficar te chamando de My Lord o dia inteiro!

Simon soltou uma gargalhada, balançando a cabeça.

— Eu procurei, minha querida Tata… Mas infelizmente ainda não encontrei nenhuma mulher por lá que valha a pena abrir mão da minha preciosa liberdade.

A mesa inteira caiu na risada. Taylor abraçou o Simon com carinho e demorou uns minutos a mais que o necessário.

— Acho que o Sisi e a Tata já estão exagerando demais no momento. — Dominic disse irritado. Taylor se separou do Simon e encarou o marido.

— Ah grandão para com isso, Simon é nosso vizinho. Nossos momentos sempre são exagerados.

— Também sou seu vizinho e não temos momentos assim. — Declan disse de forma provocativa.

— Viu aí pequena Jen? Seu marido me cobrando momentos? — Jen riu.

— É só ignorar Tay, o Declan tem mania de fazer comentários fora de hora.

Todo mundo riu, e Dominic puxou a esposa pra ele.

— Ninguém vai ter momento nenhum com a minha mulher, acabou a palhaçada!! — Dom rosnou e a sala inteira gargalhou.

Me aproximei do Simon e trocamos um aperto de mão firme, seguido por um abraço fraternal.

— É muito bom te ver de volta, Simon. Uma pena que você chegou no meio de um turbilhão e eu já estou de saída para cuidar dos preparativos finais do corpo da Izabel no hangar.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar