Capítulo 230 — Como uma manhã de segunda-feira deve ser
Fernanda Garcia
O nosso final de semana tinha sido uma montanha-russa de emoções, mas, entre os sustos, as lágrimas e as verdades expostas, o saldo final foi perfeito. Nós tínhamos saído daquela tempestade mais unidos, mais fortes e com a certeza inegável de que ninguém ficaria para trás.
No domingo à noite o pessoal voltou para Manhattan, encerrando nosso final de semana em família. As férias do Dominic também tinham chegado ao fim e ele precisava voltar às suas atividades como agente encarregado do FBI e assumir de forma definitiva o comando das operações que envolviam a Verônica.
Só de pensar na partida iminente da Taylor, o meu peito já apertava. Nós quatro, eu, Emma, Taylor e Aubrey, tínhamos criado uma rotina tão íntima e gostosa naquela casa que a ideia de não ter a nossa baixinha fazendo escândalo no café da manhã parecia quase estranha.
Acordei com uma sensação deliciosa e sufocante de calor: o peso bruto e musculoso de Ambrose cobrindo o meu corpo debaixo dos lençóis.
Soltei uma risadinha abafada contra o travesseiro ao sentir a barba por fazer dele arranhar a curva sensível do meu pescoço.
— Bom dia para você também, senhor espaçoso…
— Não tem nada de espaçoso aqui, minha vida… — a voz dele soou absurdamente rouca, grave e vibrante no meu ouvido. — Eu só estou dando o bom dia apropriado que a futura senhora Blair merece.
Antes que eu pudesse retrucar, Ambrose deslizou a mão grande e áspera pela minha cintura, erguendo a barra da minha camisola em um movimento fluido até descartá-la para fora da cama.
A boca dele desceu voraz sobre os meus lábios em um beijo úmido, profundo e faminto. A língua dele invadiu a minha com autoridade, dominando cada canto da minha boca enquanto as mãos dele traçavam um caminho incandescente pelas minhas coxas, abrindo espaço entre as minhas pernas sem a menor cerimônia.
O corpo dele já estava duro como pedra contra a minha virilha. O arrepio correu solto pela minha espinha quando ele desceu os lábios pelo meu queixo, mordiscando a pele macia da minha garganta até descer para o meu seio, sugando o bico com força o suficiente para me arrancar um gemido manhoso e alto.
— Ambrose… — choraminguei, enterrando os dedos nos cabelos da nuca dele, arqueando o quadril em busca de mais atrito.
— Olha como você já está molhada pra mim, vida… — ele sussurrou contra o meu peito, os olhos azuis brilhando em puro desejo possessivo.
Ozzie se posicionou entre as minhas pernas e, sem qualquer aviso ou lentidão, empurrou os quadris para a frente, me preenchendo por inteiro com uma estocada firme e profunda que me fez cravar as unhas nas costas largas dele.
O impacto arrancou o ar dos meus pulmões. Ele começou um ritmo constante, pesado e impiedoso, batendo a pele contra a minha com força enquanto segurava as minhas coxas abertas e sustentava o meu olhar desarmado.
Cada investida dele me levava mais perto da beira do abismo. A fricção era tão quente e urgente que as minhas pernas tremeram, os espasmos começaram a contrair o meu íntimo ao redor do membro dele e desabei em um orgasmo intenso, soltando um gemido rasgado no quarto.
Ambrose rosnou baixo contra a minha boca, acelerou as estocadas em um ritmo quase selvagem e se derramou todo dentro de mim com um gemido abafado, caindo pesado sobre o meu peito enquanto recuperávamos o fôlego.
Ficamos abraçados por alguns minutos até que ele me puxou pela mão direto para o banheiro.
Tomamos um banho juntos sob a água morna da ducha. Ozzie lavou as minhas costas com carinho, mas logo saiu do boxe, passando a toalha pela cintura.
— Amor, eu preciso resolver algumas pendências urgentes do clube agora cedo, e provavelmente vou passar o dia fora. Tudo bem para você?
Assenti com um sorriso carinhoso.
— Tá tranquilo, amor. Eu vou ficar bem com as meninas.
Ele me deu um selinho estalado e saiu do banheiro, me deixando sozinha sob o vapor d’água.
Assim que a porta se fechou, levei a mão suavemente ao meu ventre, soltando um longo suspiro pelo nariz.
Mais um dia tinha se passado e a minha menstruação continuava sem dar o menor sinal de vida. O atraso já passava de uma semana.
A possibilidade de uma gravidez martelava na minha cabeça, até porque Ambrose e a palavra "prevenção" definitivamente não pertenciam ao mesmo vocabulário. Ele não conseguia se controlar quando estávamos na cama e nunca se preocupou em colocar uma barreira.
Por outro lado, uma parte racional minha tentava não criar expectativas. Na época do Mike, eu cheguei a ter atrasos de quase vinte dias por puro esgotamento físico e mental. O ginecologista foi categórico ao dizer que os picos crônicos de estresse, o medo diário e a ansiedade desregulavam completamente o meu ciclo hormonal.
E estresse era tudo o que eu mais tinha vivido ao lado daquele homem. Decidi não pirar com isso agora; esperaria mais alguns dias para fazer um teste.
Fechei a água, me sequei e segui para o quarto. Ozzie já estava impecável com uma calça jeans escura e uma camiseta preta ajustada ao peitoral. Fui até o closet, vesti uma calça de linho confortável e uma blusinha leve e descemos juntos para a sala de jantar.
A mesa do café da manhã estava visivelmente mais vazia e menos barulhenta sem o batalhão inteiro, mas a presença do Ambrose e da Taylor era mais do que suficiente para manter o volume no topo.
— Eu só acho que o Declan não tem estrutura moral para falar de churrasco — Taylor soltou enquanto passava geleia na torrada. — O homem quase queimou a picanha ontem!
— Quem quase queimou foi você com a língua solta! — Ozzie rebateu, roubando um pedaço da torrada dela e fazendo a senhora Costello bufar indignada.
Rimos da dinâmica dos dois. Após o café, Ambrose me puxou para um canto próximo ao hall, segurou o meu rosto com as duas mãos e me deu um beijo demorado e apaixonado.

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