Capítulo 89 — Marcas na Alma
Emma Anderson
— Se prepara, querida... Porque eu vou me enterrar em você com vontade.
As palavras do Damien não foram apenas uma promessa; foram um veredito. Senti meu corpo inteiro estremecer, uma vibração que começou na base da minha espinha e se espalhou por cada terminação nervosa, transformando meu sangue em lava. O peso dele sobre mim, o calor que emanava de sua pele e a promessa sombria em seus olhos azuis me deixaram sem ar.
— Damien… — sussurrei o nome dele, e o som saiu como um suspiro de rendição.
Puxei o corpo dele para mais perto, minhas pernas se enroscando nas dele de forma instintiva, sentindo a rigidez de seus músculos contra a minha suavidade. Ele me beijou com uma fome devastadora, uma língua que reivindicava território, enquanto se esfregava em mim, mostrando que o desejo que eu sentia era plenamente correspondido.
— Por favor… — murmurei entre os beijos, sentindo um vazio desesperador que só ele poderia preencher.
Damien não parou. Ele desceu os beijos pelo meu maxilar, mordiscando a pele sensível do meu pescoço, traçando um caminho de fogo em direção ao meu colo.
— Por favor, o quê? — ele perguntou, a voz saindo em um tom de comando que fez meu ventre se contrair.
— Eu quero você… — respondi, minha voz falhando, as mãos perdidas em seus cabelos, tentando desesperadamente trazê-lo de volta para minha boca.
Ele levantou o rosto apenas o suficiente para que eu visse o sorriso de canto que ele ostentava, aquele sorriso que dizia que ele tinha o controle total da situação.
— E você vai ter, amor. Em breve. Mas antes… — Ele deslizou a mão pela minha perna, levando o tecido do meu vestido junto, expondo minha pele ao ar refrigerado do quarto até que a peça estivesse amontoada em minha cintura. — Você disse que ia me marcar, mas eu vou te marcar primeiro.
A partir daquele segundo, o tempo pareceu desacelerar. Damien se afastou o suficiente para se sentar sobre meus quadris, seus olhos varrendo meu corpo com uma possessividade que me fazia sentir nua mesmo antes de ele tocar no fecho do meu vestido. Ele o removeu com uma eficiência quase brutal, me deixando apenas de lingerie diante de seu olhar devorador. Em seguida, ele se levantou da cama por um breve momento.
Eu o observei tirar o blazer com movimentos lentos, o jogando em qualquer lugar. Depois, ele afrouxou a gravata de seda escura, desfazendo o nó com uma calma que me torturava. Ele voltou para a cama, prendendo minhas mãos acima da cabeça, os punhos firmes contra o colchão.
— Você confia em mim, Emma? — ele perguntou, a voz carregada de uma seriedade que me atingiu em cheio.
— Com a minha vida — respondi, sem hesitar um segundo sequer. Era a verdade mais pura que eu já havia dito.
Damien me beijou, um beijo longo e selador, e então, com uma agilidade que me deixou tonta, ele envolveu meus pulsos com a gravata, prendendo-os firmemente na cabeceira de madeira da cama. Olhei para ele, a confusão nublando minha visão, mas não era medo. Era uma ansiedade eletrizante que fazia meu coração martelar contra as costelas.
— Dam? — chamei o nome dele, uma pergunta muda pairando no ar.
Ele se inclinou sobre mim, o rosto a centímetros do meu.
— Tá tudo bem, querida. Você vai sentir. Eu vou marcar cada pedaço do seu corpo, Emma. Mas te proíbo de me tocar.
A autoridade na voz dele foi como um comando físico. Minhas pernas se contraíram sozinhas, uma reação involuntária ao tom de dominação que ele exalava. Eu nunca, em todos os meus sonhos mais ousados, imaginei que minha primeira vez seria assim.
Eu esperava pétalas de rosa e suavidade, mas o que eu tinha era o fogo e o comando de Damien Knight. E, estranhamente, era exatamente o que eu precisava. Eu só queria que fosse com ele, da forma que ele quisesse me levar. Assenti silenciosamente, lhe entregando as chaves do meu corpo.
Damien ficou de joelhos na cama, bem à minha frente. Ele começou a desabotoar a própria camisa, um botão por vez, seus olhos fixos nos meus, me obrigando a assistir a cada centímetro de seu peito bronzeado e definido ser revelado.
Meu corpo tremia em espasmos que eu não conseguia conter. Damien já havia me dado prazer antes, mas hoje… hoje era diferente. Era profundo, era imersivo, era como se ele estivesse escrevendo o nome dele em cada célula do meu ser.
O orgasmo me atingiu como uma onda de choque, me deixando sem fendas, flutuando no escuro. Mas eu queria mais. Eu precisava dele dentro de mim para ancorar minha alma.
No silêncio que se seguiu, ouvi o som metálico do cinto dele sendo aberto, o barulho do zíper descendo e o farfalhar das roupas caindo no chão. Imaginei Damien nu sobre mim, a imagem mental de sua perfeição física fazendo meu coração acelerar ainda mais.
O senti o deitar sobre mim, distribuindo seu peso com cuidado, e então… senti. A rigidez imponente do seu membro pressionando contra a minha entrada.
Não consegui conter as palavras que saltaram da minha boca.
— Misericórdia… isso tudo é…
Parei no meio da frase, sentindo meu rosto queimar de vergonha. Ouvi a risada rouca dele, um som que vibrou contra o meu peito. Senti as mãos dele desamarrando meus pulsos da cabeceira e, em seguida, ele removeu a venda.
A luz suave do abajur me permitiu vê-lo. Ele estava magnífico, os olhos brilhando com uma intensidade que me deixava tonta. Damien segurou seu membro e o deslizou lentamente na minha entrada, apenas roçando, testando minha resistência e aumentando minha agonia.
— Está pronta, amor? — ele perguntou, a voz baixa, quase um sussurro sagrado. — Pronta para me receber por inteiro?
Ele passou novamente por mim, um vai e vem torturante que me fazia arquear as costas em busca de preenchimento. Soltei um gemido longo, minha cabeça caindo para trás enquanto as palavras finais da minha resistência se esvaíam:
— Sim… me faz sua, Damien… toda sua!

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