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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 118

Esperar pela comida em silêncio não era problema para mim. Entre admirar a decoração do restaurante e o som relaxante das ondas do mar, eu estava bem entretida. Mas, claro, minha paz tinha que ser interrompida.

A batida na porta foi suave, quase educada demais para o ambiente. Quando olhei, vi uma mulher entrar, e minha primeira impressão foi: “Definitivamente não é uma garçonete.”

Ela estava impecável. Um terno branco que parecia ter sido feito sob medida, saltos tão altos que me faziam questionar as leis da física, cabelo preso em um rabo de cavalo perfeito, brincos que brilhavam como pequenos faróis de arrogância. E, para meu desgosto absoluto, ela era… parecida comigo. Mas uma versão mais refinada, como se alguém tivesse me redesenhado com um orçamento ilimitado.

Ela caminhou com firmeza até nossa mesa, ignorando minha existência como se eu fosse uma planta decorativa. Então, virou-se para Alexander com um sorriso cheio de confiança.

— Quanto tempo, Alexander. Como você está?

O olhar de Alexander não vacilou. Ele respondeu com uma frieza tão cortante que quase me deu arrepios:

— Bem.

Só que ele não estava olhando para ela. Seus olhos estavam fixos em mim, com uma expressão estranha, como se estivesse tentando medir minha reação.

Eu não consegui evitar. Minha mente já estava correndo a mil por hora. Quem era essa mulher? E, mais importante, por que nossa equipe de segurança a deixou entrar?

Finalmente, ela pareceu lembrar que eu existia. Virou-se para mim, sorrindo de um jeito que me fez querer afiar minhas unhas e rosnar.

— Devo me apresentar, Sra. Speredo. Meu nome é Soraya Lavoie. Sou a herdeira da rede de restaurantes XXX e uma velha amiga de Alexander.

Amiga? De Alexander? Ah, por favor.

— Amiga? — perguntei, levantando uma sobrancelha enquanto olhava de um para o outro. — Isso parece… improvável.

Alexander nunca teve amigos. Nem na faculdade, nem na infância. Eu sabia disso porque já tinha perguntado a ele diretamente, e a resposta foi seca como sempre: “Tinha colegas, mas nunca amigos.”

Soraya, no entanto, parecia determinada a sustentar a farsa.

— Sim, amigos de faculdade, para ser mais precisa. Estudávamos juntos. Mesmo curso, mesma turma.

Antes que eu pudesse soltar mais alguma provocação, ela puxou uma cadeira e se sentou. Sem pedir permissão. Nem para mim, nem para Alexander.

Eu já sabia que essa mulher tinha segundas intenções.

Ela continuou falando, ignorando completamente minha presença novamente:

— Parabéns pelo casamento, Alexander. Foi uma surpresa. Achei que pelo menos você me convidaria para a cerimônia.

Alexander a encarou com uma expressão de mármore.

— Srta. Lavoie, nunca nos conhecemos o suficiente para eu considerá-la uma amiga, muito menos para convidá-la para o meu casamento.

Eu quase aplaudi.

Mas Soraya não parecia se abalar. Ela riu baixinho e inclinou-se sobre a mesa, como se estivesse prestes a compartilhar um segredo:

— Sério? Parece que você se esqueceu…

Ela nem terminou a frase antes de o celular de Alexander tocar. Ele se levantou, disse que voltava logo e saiu da sala sem nem um olhar para Soraya.

E foi aí que a bomba veio.

— Acho que Alexander lida com separações de forma muito diferente de mim — ela começou, com um tom quase casual. — Eu, por exemplo, não me importo em ser amiga depois de um término. Mas ele… bom, desde que terminamos, ele tem me tratado com tanta amargura.

Demorou um segundo para eu absorver o que ela disse. E, quando finalmente processei, minha cabeça parecia um vulcão prestes a explodir.

— Término? — perguntei, minha voz mais alta do que eu gostaria.

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