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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 139

Como eu esperava, encontrei Maida sozinha, parecendo que estava prestes a sucumbir ao tédio mortal. Assim que nossos olhares se cruzaram, foi como se tivéssemos encontrado um oásis no meio de um deserto. Dramático? Talvez. Mas, naquele momento, era exatamente assim que me senti.

Passamos um bom tempo conversando enquanto caminhávamos pelo jardim e experimentávamos os aperitivos servidos pelos Midicalin. Eu já estava no modo “respostas automáticas” com os convidados; minha paciência tinha se esgotado. Quando uma senhora particularmente insistente começou a discursar sobre um evento social qualquer, balancei a cabeça, soltei um “que interessante” e saí sem cerimônia.

— Sei que devo estar deixando uma impressão terrível — comentei com Maida, enquanto respirava aliviada por ter escapado.

Maida franziu o cenho, mas sua expressão era séria.

— Não é bem assim, Sra. Speredo. Na verdade, a senhora está exatamente como esperavam que fosse.

Arqueei as sobrancelhas, intrigada.

— Isso é bom ou ruim?

Ela sorriu, tentando amenizar a tensão.

— É... estratégico. Veja, o Sr. Speredo é amplamente conhecido por sua frieza e poucas palavras. E dizem que ele adora a senhora, o que faz de você ainda mais inacessível. As pessoas aqui acham que se aproximar da senhora é uma forma de ganhar o favor dele. Mas… — ela hesitou, medindo suas palavras — a senhora é ainda mais reservada do que esperavam, o que só reforça a imagem de vocês como o casal intocável.

— Então estou atendendo às expectativas deles sendo fria e antissocial? — perguntei, rindo.

— Exatamente.

Antes que eu pudesse replicar, uma voz familiar e irritantemente cortante interrompeu nossa conversa.

— Vocês duas estão ficando muito próximas, não é?

Virei-me para encontrar Lily segurando um copo de suco, seu sorriso frio escondendo algo muito mais venenoso.

— Acho que sim — respondi, mantendo minha voz casual.

Lily nos analisou com um olhar que era tudo menos amigável, antes de dizer:

— Parece que a senhorita Kareem admira bastante a minha família. Primeiro, não sai do lado da minha cunhada. Depois, aproveita cada oportunidade para falar com o meu noivo. E, por último, está sempre rindo com o vice-presidente da Speredo. Então, senhorita Kareem, quais são as suas intenções? Está interessada nos homens ou nas mulheres desta família?

Minha paciência, que já estava em frangalhos, finalmente se rompeu.

— Lily! — gritei, a indignação tomando conta de mim.

Eu raramente levantava a voz, mas naquele momento foi impossível conter o tom firme. Lily podia me dizer as coisas mais absurdas em particular, e eu normalmente ignorava. Mas acusar Maida em público, diante de tantos convidados importantes, era outra história.

— Acho que minha pergunta foi válida — Lily insistiu, cruzando os braços. — Como membro desta família, sinto que tenho o dever de proteger sua reputação. Não é isso que Alexander faz o tempo todo?

Ela mencionou Alexander enquanto olhava para algo atrás de mim. Seguindo seu olhar, vi meu marido se aproximando com sua expressão fria e calculada de sempre.

— Está tudo bem? — ele perguntou, pousando os olhos em mim.

Antes que eu pudesse responder, Maida deu um passo para trás e murmurou:

— Com licença.

Ela saiu rapidamente, e Pedro, que estava por perto, não perdeu tempo em segui-la. Enquanto se afastavam, pude ouvir Pedro tentando falar com ela.

Olhei para Lily, tentando entender sua reação. Para minha surpresa, sua expressão alternava entre raiva e algo que parecia… frustração. Assim que Pedro desapareceu de vista, ela empurrou o braço de Nadir, que até então estava segurando-a, e correu atrás deles, completamente alheia à sua própria reputação.

Fiquei parada por um momento, incrédula. A cena parecia um episódio de novela de quinta categoria.

— E eu achava que o dia não podia piorar — murmurei para mim mesma, antes de seguir Lily.

Seguir Lily não significava correr como ela. Apenas aumentei o ritmo, arrastando meu marido comigo, enquanto observava, surpresa, que Nadir também nos acompanhava.

O fato de ele estar ali não me chocava tanto — afinal, a mulher que corria atrás de outro homem como se ele fosse a última fonte de oxigênio na Terra era a noiva dele. O que realmente me surpreendia era vê-lo andando lado a lado com Alexander. Os dois, com expressões idênticas e uma sintonia silenciosa, pareciam ter um entendimento tácito. Ter esses dois homens reunidos por um propósito em comum era algo ao mesmo tempo fascinante e um pouco aterrorizante.

Quando chegamos ao portão interno, Lily já não estava mais à vista. Apenas os jornalistas permaneciam por ali, atentos a qualquer faísca de escândalo.

— Estão no estacionamento — Alexander afirmou, com aquela certeza absoluta que me dava nos nervos.

— Ali — Nadir confirmou, começando a caminhar em uma direção específica.

E, como se estivéssemos todos em uma missão secreta, Alexander apertou minha mão e me arrastou junto. O cerco foi montado. Os guarda-costas surgiram de todos os lados, alguns correndo à frente, outros nos cercando como se esperassem que um tiroteio começasse a qualquer momento.

Foi nesse instante que avistei Lily, parada no estacionamento, recuperando o fôlego como se tivesse acabado de fugir de um apocalipse zumbi. Não muito longe dela, Pedro e Maida estavam lado a lado, encarando-a.

Ao chegarmos, Lily ainda olhava para o chão, ofegante. Parecia que tinha gritado para eles antes de finalmente parar de correr.

Alexander, sendo o irmão que era, demonstrou uma preocupação que ninguém mais ali parecia ter.

— Lily, você está bem?

Ela não respondeu. Não imediatamente. Em vez disso, ergueu o rosto e gritou, a voz carregada de algo que parecia mais desespero do que raiva:

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