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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 145

A brisa fria da noite me envolveu assim que pisei no jardim. Felizmente, estava vestida o suficiente para não sentir frio, mas, assim que Nadir me seguiu, ele franziu a testa.

— O vento está mais forte ultimamente. Você não deveria sair, principalmente se não está se sentindo bem.

Inclinei a cabeça, sorrindo de forma quase travessa.

— Estou perfeitamente bem, Nadir. Mas, se preferir discutir o que tem a dizer na frente da sua querida futura ex-sogra, podemos voltar para dentro.

Ele soltou um suspiro resignado, sem responder de imediato. Andei até um dos sofás do pátio, sentando-me de forma casual, esperando que ele quebrasse o silêncio. Mas, como o silêncio estava ficando embaraçoso, resolvi tomar a iniciativa.

— Peço desculpas por ter demorado. Não pude chegar mais cedo.

Ele riu baixo, sentando-se no sofá oposto.

— A culpa é do senhor Speredo, suponho. Ele demorou para lhe informar? Não esperava menos dele.

— Não acho que foi por mal. Meu marido tem dificuldades com certas coisas, como lembrar que as pessoas ao redor dele também têm agenda.

— Pelo menos é bom saber que você estará sob os cuidados dele, Charlotte.

A maneira como ele disse isso me fez franzir o cenho.

— E isso significa o quê exatamente?

Ele me observou por um instante, como se ponderasse se deveria ou não responder. Então, sorriu, mas foi um sorriso vago, quase melancólico.

— Significa que, apesar do que ele é, e do que pode fazer com os outros, eu sei que ele será um bom homem para você.

— E para os outros, ele não é?

Ele desviou o olhar para algum ponto escuro do jardim.

— Não. De jeito nenhum. Enquanto trabalhei para ele, aprendi que Alexander é um homem de extremos. Se estiver ao lado dele, você será beneficiado. Se for contra ele, ele não terá piedade.

Bom, isso não era exatamente uma novidade. Alexander assumiu a Speredo Corp. enquanto seu pai ainda estava de pé, e o velho não era um qualquer. Se Alexander conseguiu superá-lo, então realmente não havia limites para o que ele poderia fazer.

Ainda assim, havia algo na voz de Nadir que me fez sentir pena dele.

— Perdoe minha curiosidade, mas por que decidiu terminar tudo com Lily? Você ainda parecia determinado a casar com ela há poucos dias. O que fez mudar de ideia?

Ele sorriu, mas não era um sorriso feliz.

— Eu realmente aprecio sua preocupação, mas não há nada que possa ser feito. Essa foi a melhor decisão diante do pior cenário. Não nego que estou magoado, mas sei que é o certo.

Eu o observei por um momento, tentando decifrar se ele estava dizendo isso para mim ou para si mesmo.

— Foi um prazer conhecê-la, Charlotte. Você sempre foi uma pessoa única.

Seu tom parecia uma despedida. E eu não sabia por quê, mas aquilo me incomodou.

Talvez tenha sido meu desconforto evidente, porque ele logo tratou de esclarecer:

— Não me interprete mal. Sempre a vi como uma irmã. Como você teria sido, se meu tio tivesse sido um padrasto decente para você.

Ele então desviou o olhar, fixando-o em algum ponto atrás de mim. Quando segui seu olhar, entendi o motivo.

Alexander estava na janela de vidro do salão de convidados, braços cruzados, encarando diretamente para nós.

Segurei o riso. Então, não bastava ter meia dúzia de seguranças me vigiando? Ele precisava pessoalmente supervisionar também? O que exatamente ele achava que ia acontecer aqui? Como se Nadir fosse, do nada, me agarrar e me carregar para longe como um vilão de novela mexicana?

Eu ainda estava rindo internamente quando Nadir chamou meu nome.

— Charlotte.

Virei-me para encará-lo, e ele me olhou de um jeito estranho.

— Agora que as coisas estão oficialmente encerradas, vou começar a chamá-la de Sra. Speredo. Então, Sra. Speredo… desejo-lhe toda a felicidade.

Ele se levantou antes que eu pudesse responder, e seguiu para o salão. No meio do caminho, encontrou Lily, que havia saído de lá, provavelmente à sua procura. Eles trocaram algumas palavras, mas, em vez de voltarem juntos, ele seguiu sozinho para fora do jardim.

Lily ficou parada por um tempo, como se estivesse digerindo aquilo, antes de finalmente se virar e voltar para dentro.

E então, Alexander veio na minha direção.

Ao contrário de Nadir, que havia escolhido o sofá mais distante de mim, Alexander ignorou completamente o conceito de espaço pessoal e simplesmente se enfiou no meu assento, que, claramente, só cabia uma pessoa.

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