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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 146

Se eu fosse jornalista, jamais entenderia a relevância de uma notícia como essa. Quem, além de meia dúzia de fofoqueiros, realmente se importa com o drama de uma família rica? O país certamente tem coisas mais importantes para se preocupar. Mas, como bem sabemos, dinheiro compra manchetes, e os Speredo sabem usá-lo para transformar qualquer problema doméstico em uma novela transmitida ao vivo.

Nadir sendo crucificado pela mídia, acusado de ser um oportunista e um canalha.

Alexander processando todo mundo por difamação, incluindo seus próprios pais.

Lily defendendo Nadir publicamente e insistindo que o cancelamento foi uma decisão pessoal e mútua.

Minha sogra finalmente tendo um colapso mental de verdade porque percebeu que tem os piores filhos do mundo.

Eu sendo obrigada a ir até a casa dela com Alexander para ouvir xingamentos e insultos… porque, de alguma forma, tudo isso era culpa minha.

E pensar que eu só queria evitar briga, dando ao meu marido um conselho inocente.

Ser casada com Alexander já era um desafio, mas fazer parte da família dele? Bem, isso era praticamente um esporte radical.

Speredos não resolvem problemas como pessoas normais. Não conversam. Não tentam encontrar um meio-termo. Eles entram com processos judiciais e usam qualquer brecha para atacar uns aos outros como feras.

E agora, aqui estava eu, sendo arrastada para mais um episódio do show de horrores, porque, aparentemente, minha sogra tinha uma razão muito específica para transformar esse caos em um espetáculo.

O interessante de fazer parte de uma família caótica como os Speredo é que você nunca sabe se o dia terminará com um jantar elegante ou com uma intimação judicial. E pensar que tudo começou com um conselho inocente meu. Eu só queria evitar problemas, e, no fim, fui puxada para o olho do furacão.

Ainda estou tentando entender por que meus sogros escolheram destruir Nadir e expor a própria filha quando podiam simplesmente evitar o caos. Inicialmente, achei que minha sogra estava apenas surtando como sempre, mas quando descobri o que ela realmente pretendia, minha visão mudou completamente.

Poucos dias depois de toda a bagunça aparentemente se resolver, Alexander me abraçou de surpresa e soltou, sem contexto algum:

— É realmente reconfortante saber que investi minha vida em uma mulher merecedora. Saber que você não vai me trair por um acordo melhor ou por um desejo egoísta.

Engasguei imediatamente com a pasta de dente, tossindo como se estivesse sendo sufocada.

O pior era que ele estava agindo estranho desde que acordamos. Para começar, despertei com a sensação incômoda de cócegas no nariz. Quando abri os olhos, dei de cara com Alexander me observando de perto, piscando devagar. Meu cérebro, ainda atordoado pelo sono, levou alguns segundos para processar o fato de que ele estava ali há um tempo.

— Bom dia — murmurei, sem esconder a confusão.

Em resposta, ele permaneceu em silêncio, apenas me encarando.

— Você não devia estar no trabalho? — perguntei, bocejando.

— Tirei o dia de folga.

Ok. Isso era novo.

Levantei-me e fui direto para o banheiro, sentindo o olhar dele me seguir. Quando fui até a janela, ele me seguiu. Quando escovei os dentes, lá estava ele atrás de mim, como uma sombra silenciosa. E então veio o abraço e aquela declaração inesperada.

Depois de recuperar o ar e lavar a boca, virei-me para encará-lo.

— De onde veio isso?

Ele não respondeu, apenas pegou uma toalha e secou meu rosto, sem pressa, sem desviar o olhar.

Aquele olhar.

Aquela intensidade.

Ele não precisava dizer nada.

Suspirei, segurando seu rosto entre minhas mãos.

— Você está bem?

Alexander prendeu a respiração por um segundo, como se ponderasse algo.

— Você não gosta de ser elogiada de vez em quando?

O tom dele soou casual, mas havia algo ali. Um peso invisível.

Ele não afastou minhas mãos, mesmo quando algumas gotas de água da minha pele umedeceram seu rosto.

Eu nunca percebi antes o quanto ele gostava de ser tocado.

Por muito tempo, achei que eu era a parte sem vergonha do nosso relacionamento, aquela que sempre buscava proximidade física. No primeiro ano de casamento, as vezes em que Alexander me abraçou primeiro podiam ser contadas nos dedos. Quanto aos beijos, quase não existiam.

Na época, eu acreditava que a mente dele estava tão ocupada com o trabalho que não havia espaço para mim, já que não havia sentimentos envolvidos.

Mas talvez...

Talvez, esse tempo todo, ele estivesse muito mais investido do que eu imaginava.

Talvez, por um motivo que só ele sabia, fosse difícil para ele dar o primeiro passo.

E, quando tentava, acabava exagerando na intensidade, o que só me afastava mais, considerando minha fobia.

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