Ouvir o nome da noiva faz Richard sentir uma pressão enorme na cabeça e ter a impressão de que as coisas estavam girando ao seu redor.
— Está tudo bem? — Steve pergunta, preocupado com o cunhado.
— Sim, está, vamos logo, preciso saber o que a Madeline quer agora — diz, caminhando em direção à mansão.
Quando entra na sala, encontra Madeline parada, olhando para Lily, que está no colo da avó. Quando ela o vê, lança um olhar de reprovação, demonstrando estar magoada. Ele permanece calado por alguns instantes antes de confrontá-la.
— Podemos conversar a sós? — pede, se aproximando dela.
Madeline assente e o acompanha. Todos na sala observam os dois saírem dali com a expressão do rosto bem séria.
— Você não devia ter postado nada — Meredite sussurra no ouvido de Elis, que está com um leve sorriso no rosto.
— Eu estava tão contente ao saber que tinha uma sobrinha que esqueci de que a Madeline iria ver os meus Stories — diz, explicando, mas recebe um olhar de reprovação da mãe.
— Eu não sei se você fez isso por inocência, ou para causar um alvoroço. Elis, para mim, você está querendo causar alguma confusão entre o seu irmão e a noiva.
— Ai, mãe, para com isso, uma hora ou outra a Madeline iria ter que saber e é melhor que saiba logo de uma vez. Se isso for um motivo para ela terminar com o meu irmão, que faça logo. Quem sabe assim, o idiota do Richard pare de fazer besteiras e recupere o amor da Alice. Se é que ela ainda o ame! — complementa.
— Você e essa sua língua um dia irão se dar muito mal — a adverte, sem dar importância para o que a filha diz.
Meredite gostava de Madeline, mas havia gostado de Alice também. Para ela, seria ótimo que o filho ficasse com a mãe de sua filha, assim a bebê iria crescer ao lado dos dois e teria uma boa estrutura familiar.
Elis continua sorrindo, mas se sente apreensiva com o que o irmão e a noiva estão conversando longe dali.
[…]
Richard fecha a porta do escritório assim que a sua noiva também entra.
— Quando iria me contar? — Madeline pergunta, o olhando com a expressão desapontada.
— Em breve — ele responde.
— Em breve? Quando? — insiste, alterando o tom de indignação.
— Quando você retornasse com a sua mãe — revela.
— Conseguiria aguardar por tanto tempo?
— Não queria interromper a sua viagem — explica.
— Pelo amor de Deus, Richard, eu estive pessoalmente com você há alguns dias e você não me disse nada.
— Eu ainda estava resolvendo tudo, está bem? — diz, mostrando estar ficando alterado também. — Estava resolvendo os assuntos referentes a ela e não queria que você interrompesse.
— O que sou para você, Richard? Me explica! — exige. — Você faz tudo por conta própria como se fosse um homem solteiro.
— Eu estava resolvendo assuntos meus, Madeline, você não tinha nada a ver com isso.
— Assuntos apenas seus? — questiona. — Pretendemos nos casar e você descobriu haver uma filha fora do casamento, mas afirma que isso é apenas um assunto seu. Acha que isso não pode interferir na nossa convivência?
— Sim, eu sei que pode, por isso iria te contar quando você voltasse.
— Você me minimiza demais, Richard! E eu juro que não estou conseguindo mais te entender, até parece que está fazendo tudo deliberadamente.
— Eu? — se aproxima dele. — Tudo que estou fazendo é tentando abrir os olhos do meu noivo e, mesmo assim, estou saindo com a vilã. A cada dia que passa, você me trata pior, como se eu fosse a culpada das coisas erradas que acontecem em sua vida.
— Você não é vilã, me desculpa — pede, notando que não deve culpá-la por tudo. — Só acho que estamos destruindo uma amizade linda que cultivamos durante anos por algo que não vai dar certo — revela, tentando abordar o assunto que queria.
Madeline suspira, percebendo que a cada dia que se passa, Richard parece mais disposto a falar sobre o término dos dois.
— Richard, eu só estou chateada com tudo o que está acontecendo, porque você não compartilha nada comigo, me entende? — Diz com a voz afável.
— Eu não sinto vontade de compartilhar as coisas com você como antes, entende?
— Você só está confuso por conta desses imprevistos.
— Não é isso, Madeline, eu não quero magoar você, eu juro! Mas eu não consigo mais dar continuidade nisso. No final, nós dois sairemos magoados.
— Para com isso — pede.
— Sei que errei com você e disse que assumiria a minha responsabilidade, mas eu te peço, por favor, não me atribua esse pecado, sabendo que não iremos ser felizes.
— Eu já te disse para parar, Richard! — grita. — Eu não quero que conclua o que está querendo dizer, está me ouvindo?
— Vamos parar de adiar o inadiável — insiste.
— Não! — protesta. — As coisas não irão acontecer do jeito que você quer, entendeu? Você cumprirá o que me prometeu ou farei da sua vida um inferno!
Dizendo isso, Madeline sai daquele escritório rapidamente, com os olhos cheios de lágrimas. Ela sabe que Richard irá terminar tudo em questão de tempo, mas se recusa a aceitar aquilo de bom grado. Irá lutar com todas as forças para não deixar que ele vá facilmente. Não se importava com o que já haviam lhe dito, não queria ouvir a opinião do padre, nem do papa e nem do próprio Jesus se fosse necessário.

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