Quando acorda pela manhã em sua casa, Madeline sente uma enorme tristeza no peito. Não bastava estar sozinha ali, ainda tinha que lidar com o que estava passando com Richard. Lentamente, se levanta da cama e se espreguiça, sentindo todo o seu corpo doer, por não dormir bem. Ela anda até o banheiro e se despe, depois vai para a frente do espelho. Ao se olhar nua no reflexo por alguns minutos, pergunta a si mesma qual o seu defeito por não conseguir chamar a atenção de Richard Carter. Ela havia visto Alice por alguns minutos e concluiu ser muito mais bonita que ela.
— Por que não se apaixonou por mim, Richard?
Ela liga o chuveiro e deixa que a água quente molhe o seu corpo, na esperança de que a dor fosse embora pelo ralo com aquela água. Madeline não consegue resistir e começa a chorar, sem acreditar que perderia Richard para sempre.
— Eu não posso deixar que as coisas fiquem assim — sussurra. — Preciso ao menos lutar por você.
Ela termina o banho depressa e, por ser um dia quente, opta por roupas leves. Coloca um short de alfaiataria na cor branca e usa uma camisa na cor azul-celeste. Decide amarrar o seu cabelo num rabo de cavalo e faz uma maquiagem leve.
Quando toma café e vê a mesa totalmente vazia, decide que não irá comer ali.
Madeline vai até a garagem de casa e entra na sua Mercedes amarela. Ela dirige até a mansão dos sogros. Quando estaciona, decide que não quer ir direto para a casa principal e sim para os fundos da mansão, fazer uma visita para uma certa pessoa. No entanto, ao adentrar o jardim dos fundos da residência, encontra-se com Richard, que está com a filha no colo, e Elis. Quando os dois a visualizam, encaram-na como se estivesse vendo um fantasma.
— Bom dia — cumprimenta, ignorando os olhares.
— Bom dia — respondem em uníssono.
— Vejo que acordaram cedo — comenta, olhando para os filhos de Elis que estão brincando na grama, vestidos com roupa de banho.
— Decidimos aproveitar o dia — responde Elis, sem dar muita importância para Madeline.
— Que bom — sorri, encarando Richard, que está em silêncio. — Já tomaram café? — pergunta.
— Sim, tomamos — Elis responde novamente.
— Eu ainda não — revela. — Pode me acompanhar, Richard? Não tomei café em casa porque não queria ficar sozinha — confessa.
Richard não sente vontade alguma, mas resolve aceitar.
— Tudo bem.
Ele caminha com Madeline e Lily para a mansão. Richard pede aos empregados que a sirvam e fica ali, observando-a comer.
— Não vai comer? — pergunta Madeline.
— Não, eu já comi, obrigado — responde.
— Não havia notado antes, mas a sua filha parece mesmo com você — comenta, sem tirar os olhos de Lily, que continua no colo do pai.
— Sim, ela se parece — afirma.
— Foi por isso que decidiu não fazer o teste de DNA?
— Não, não foi por isso — revela. Madeline fica em silêncio, esperando que ele diga mais alguma coisa, mas Richard fica em silêncio.
— Eu cuidaria dela como uma filha — continua. — Se você reconsiderasse, eu não me importaria com isso.
— Madeline… — queixa, percebendo que ela irá começar aquela conversa.
— Richard, só estou pedindo para reconsiderar. Posso ser uma boa mãe para a minha afilhada.
— Ela já tem mãe — corrige-a.
— Tudo bem, eu seria uma ótima madrasta.
— Acredito que já tínhamos resolvido este problema — diz, demonstrando estar incomodado com o tema em questão.
— Sei que conversamos sobre isso, mas como ninguém ainda sabe, podemos continuar com o nosso noivado.
— Contei para a Alice — confessa.
— Por que contou a ela? — pergunta, ficando irritada.
— Precisava contar, pois queria me entender o mais rápido com ela.
— Porque eu não consigo acreditar que vou te perder — revela. — Richard, seja sincero comigo, não existe nenhuma possibilidade de se apaixonar por mim? — Se aproxima dele, tocando em seu ombro, já que as suas mãos estavam ocupadas segurando a filha.
— Não há, Madeline. Sinto muito mesmo, mas só há uma mulher que domina o meu coração.
Aquilo a deixa mais uma vez entristecida.
— O que ela fez que te deixou assim, Richard? — questiona, curiosa por ver o quanto ele está apaixonado por Alice.
— Eu não sei — indaga. Nem ele mesmo sabe como Alice o conquistou, mas sabe que, desde que a viu pela primeira vez, sentiu que ela seria a mulher com quem viveria para o resto de sua vida. — Quando percebi, ela já estava aqui dentro — diz, colocando a mão sobre o peito.
— Você não sabe o quanto me dói escutar você dizer isso.
— Foi você quem me perguntou — revela.
— Não é a declaração em si que me machuca e sim porque você nunca me deu uma oportunidade para te mostrar o meu amor de verdade.
— Não adiantaria, Madeline, coloca isso na sua cabeça — insiste.
— Sabe o que não adiantaria também? — questiona. — Me privar de ficar com você. Esses últimos meses, eu reprimi todo o meu desejo porque você me disse que faríamos tudo após o casamento. E agora? Como eu fico? Eu merecia uma noite decente antes de tudo terminar, Richard. Não seria mais danoso do que o que já cometeu.
— O que está insinuando? — pergunta, estranhando o rumo daquela conversa.
— Quero uma noite como você — revela. — Quero que fique comigo e se lembre de tudo. Quero saber como é fazer amor de verdade com o homem que eu sempre amei.
— O que está dizendo é loucura — protesta.
— Loucura é eu ter péssimas recordações da minha primeira vez, com um homem que nem sequer lembre de mim.
— Madeline, para com isso agora mesmo! — exige.
— Eu não vou parar! — diz. — Quero uma noite com você, Richard, e você dará o seu melhor para que eu o deixe para sempre. — diz, olhando em seus olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!