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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 124

Quando acorda pela manhã em sua casa, Madeline sente uma enorme tristeza no peito. Não bastava estar sozinha ali, ainda tinha que lidar com o que estava passando com Richard. Lentamente, se levanta da cama e se espreguiça, sentindo todo o seu corpo doer, por não dormir bem. Ela anda até o banheiro e se despe, depois vai para a frente do espelho. Ao se olhar nua no reflexo por alguns minutos, pergunta a si mesma qual o seu defeito por não conseguir chamar a atenção de Richard Carter. Ela havia visto Alice por alguns minutos e concluiu ser muito mais bonita que ela.

— Por que não se apaixonou por mim, Richard?

Ela liga o chuveiro e deixa que a água quente molhe o seu corpo, na esperança de que a dor fosse embora pelo ralo com aquela água. Madeline não consegue resistir e começa a chorar, sem acreditar que perderia Richard para sempre.

— Eu não posso deixar que as coisas fiquem assim — sussurra. — Preciso ao menos lutar por você.

Ela termina o banho depressa e, por ser um dia quente, opta por roupas leves. Coloca um short de alfaiataria na cor branca e usa uma camisa na cor azul-celeste. Decide amarrar o seu cabelo num rabo de cavalo e faz uma maquiagem leve.

Quando toma café e vê a mesa totalmente vazia, decide que não irá comer ali.

Madeline vai até a garagem de casa e entra na sua Mercedes amarela. Ela dirige até a mansão dos sogros. Quando estaciona, decide que não quer ir direto para a casa principal e sim para os fundos da mansão, fazer uma visita para uma certa pessoa. No entanto, ao adentrar o jardim dos fundos da residência, encontra-se com Richard, que está com a filha no colo, e Elis. Quando os dois a visualizam, encaram-na como se estivesse vendo um fantasma.

— Bom dia — cumprimenta, ignorando os olhares.

— Bom dia — respondem em uníssono.

— Vejo que acordaram cedo — comenta, olhando para os filhos de Elis que estão brincando na grama, vestidos com roupa de banho.

— Decidimos aproveitar o dia — responde Elis, sem dar muita importância para Madeline.

— Que bom — sorri, encarando Richard, que está em silêncio. — Já tomaram café? — pergunta.

— Sim, tomamos — Elis responde novamente.

— Eu ainda não — revela. — Pode me acompanhar, Richard? Não tomei café em casa porque não queria ficar sozinha — confessa.

Richard não sente vontade alguma, mas resolve aceitar.

— Tudo bem.

Ele caminha com Madeline e Lily para a mansão. Richard pede aos empregados que a sirvam e fica ali, observando-a comer.

— Não vai comer? — pergunta Madeline.

— Não, eu já comi, obrigado — responde.

— Não havia notado antes, mas a sua filha parece mesmo com você — comenta, sem tirar os olhos de Lily, que continua no colo do pai.

— Sim, ela se parece — afirma.

— Foi por isso que decidiu não fazer o teste de DNA?

— Não, não foi por isso — revela. Madeline fica em silêncio, esperando que ele diga mais alguma coisa, mas Richard fica em silêncio.

— Eu cuidaria dela como uma filha — continua. — Se você reconsiderasse, eu não me importaria com isso.

— Madeline… — queixa, percebendo que ela irá começar aquela conversa.

— Richard, só estou pedindo para reconsiderar. Posso ser uma boa mãe para a minha afilhada.

— Ela já tem mãe — corrige-a.

— Tudo bem, eu seria uma ótima madrasta.

— Acredito que já tínhamos resolvido este problema — diz, demonstrando estar incomodado com o tema em questão.

— Sei que conversamos sobre isso, mas como ninguém ainda sabe, podemos continuar com o nosso noivado.

— Contei para a Alice — confessa.

— Por que contou a ela? — pergunta, ficando irritada.

— Precisava contar, pois queria me entender o mais rápido com ela.

— Porque eu não consigo acreditar que vou te perder — revela. — Richard, seja sincero comigo, não existe nenhuma possibilidade de se apaixonar por mim? — Se aproxima dele, tocando em seu ombro, já que as suas mãos estavam ocupadas segurando a filha.

— Não há, Madeline. Sinto muito mesmo, mas só há uma mulher que domina o meu coração.

Aquilo a deixa mais uma vez entristecida.

— O que ela fez que te deixou assim, Richard? — questiona, curiosa por ver o quanto ele está apaixonado por Alice.

— Eu não sei — indaga. Nem ele mesmo sabe como Alice o conquistou, mas sabe que, desde que a viu pela primeira vez, sentiu que ela seria a mulher com quem viveria para o resto de sua vida. — Quando percebi, ela já estava aqui dentro — diz, colocando a mão sobre o peito.

— Você não sabe o quanto me dói escutar você dizer isso.

— Foi você quem me perguntou — revela.

— Não é a declaração em si que me machuca e sim porque você nunca me deu uma oportunidade para te mostrar o meu amor de verdade.

— Não adiantaria, Madeline, coloca isso na sua cabeça — insiste.

— Sabe o que não adiantaria também? — questiona. — Me privar de ficar com você. Esses últimos meses, eu reprimi todo o meu desejo porque você me disse que faríamos tudo após o casamento. E agora? Como eu fico? Eu merecia uma noite decente antes de tudo terminar, Richard. Não seria mais danoso do que o que já cometeu.

— O que está insinuando? — pergunta, estranhando o rumo daquela conversa.

— Quero uma noite como você — revela. — Quero que fique comigo e se lembre de tudo. Quero saber como é fazer amor de verdade com o homem que eu sempre amei.

— O que está dizendo é loucura — protesta.

— Loucura é eu ter péssimas recordações da minha primeira vez, com um homem que nem sequer lembre de mim.

— Madeline, para com isso agora mesmo! — exige.

— Eu não vou parar! — diz. — Quero uma noite com você, Richard, e você dará o seu melhor para que eu o deixe para sempre. — diz, olhando em seus olhos.

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