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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 127

Madeline fica incomodada com o que a cunhada faz e se afasta bruscamente.

— O que pensa que está fazendo? — questiona, alterada.

— Eu só perguntei o que aconteceu? Eu não me lembro de que você tinha uma cicatriz no pé.

— Mas tenho — responde nervosa. — É de infância.

— Que estranho, porque ela parece recente — comenta Elis, estranhando a atitude da moça.

— Você não sabe de nada, Elis, para com isso — diz, se afastando e calçando os sapatos mais uma vez.

Madeline se senta na espreguiçadeira e tenta se acalmar novamente, percebendo que ficou muito nervosa por conta de uma pergunta bem simples. Elis estranha a atitude da moça e acha aquilo um pouco suspeito, mas não resolve dizer nada.

Mesmo que estivesse um pouco longe das duas mulheres, Alice escuta toda a conversa e começa a ficar meio paranoica. Rapidamente, ela se lembra do que Laila disse sobre Madeline poder ter forjado a primeira vez com Richard e aquilo a deixa inquieta.

— O que foi, titia? — Theodore pergunta, percebendo que ela parou de brincar com ele.

— Não foi nada, meu amor — responde, voltando a jogar água nele, fazendo com Lily e os meninos voltassem a gargalhar. Após brincar um pouco na água, Alice sai com Lily, que chora um pouco, mas cai no sono em seguida. Um dos gêmeos também caiu no sono e Elis providencia um colchão no chão para os primos se deitarem, na sombra da área da edícula.

— Me deu um pouco de sono também — revela Elis, se deitando ao lado do filho e da sobrinha.

Alice se senta na espreguiçadeira e resolve pegar um pouco de sol, enquanto observa Filippe brincar cheio de energia com a babá. Naquele momento, ela entende Elis por ter tantas babás, não é nada fácil cuidar de uma criança, imagina de duas.

Alice se deita na espreguiçadeira e fecha os olhos, querendo absorver um pouco de energia que a luz do sol fornece, mas após alguns minutos deitada de olhos fechados, sente que alguém fica em sua frente, tapando o sol.

— Você parece bem à vontade. — Ela abre os olhos e vê Madeline em sua frente, de pé.

— Olá — diz, sentando-se.

— Fico imaginando que deva estar muito feliz. — Madeline continua.

— O dia está sendo bem proveitoso, não há como não ficar feliz com um dia desses — responde, lhe lançando um sorriso.

— Não é a isso que me refiro — protesta, demonstrando um pouco de nervosismo.

— Do que está falando?

— Estou dizendo de você estar aqui, na casa dos meus sogros, como se fosse a nora deles.

— Eu não quero passar essa impressão — responde séria.

— E que impressão quer passar? — questiona Madeline. — Usa a sua filha como desculpa para conseguir a atenção de todos.

— Não fique tão feliz achando que já conseguiu o que queria, está me ouvindo? Eu não o deixarei ir tão fácil. O Richard fez uma coisa horrível comigo e mesmo que tente se redimir, ainda estará com saldo em aberto.

— Creio que haja outras formas de vocês dois se resolverem — responde Alice, mantendo a calma. — O Richard me contou que vocês são amigos de infância e sempre se deram bem, não posso acreditar que irão jogar tudo isso no lixo por conta de um erro.

A calmaria de Alice deixa Madeline descomposta. Ela queria lhe intimidar, mas parecia que Alice a olhava com olhar de piedade, o que a deixa mais nervosa ainda.

— Há coisas que acontecem no presente, que o passado, mesmo sendo bom, não pode ser considerado — explica. — Quero muito me resolver com o Richard, mas o fato de ele ter te trazido para cá e ter te deixado à vontade me faz questionar se devo mesmo deixar o caminho tão fácil para vocês dois.

— Quer dizer que está pensando em voltar a palavra que deu para ele só por minha culpa?

— Amo o Richard e estava me dando muito bem com ele, até você aparecer. Não se sente culpada por estar estragando algo que é muito desejado por todos? A minha família e a dele se dão muito bem e todos estão ansiosos por nosso casamento, aposto que se sentirão desapontados quando descobrirem que terminamos.

— Devia pensar nos seus sentimentos, Madeline — diz, tentando consolá-la. — Sei que deve ter um carinho enorme por ele, mas não será feliz se continuar com isso. O Richard não poderá te dar o amor que você merece. Sei disso porque ele me disse que você é uma boa pessoa e que merece ser muito feliz. Devia pensar no seu futuro. Vale a pena se casar com um homem que não a ama? O que será dos dias seguidos após o casamento? Você viverá com o peso da culpa, por escolher uma pessoa que não pode completar a sua felicidade.

— Ele aprenderia a me amar — rebate. — Depois do casamento, eu aposto que o Richard me amaria, porque eu o realizaria em tudo. Mas você apareceu apenas para estragar a minha vida.

— Juro para você que nunca foi a minha intenção estragar nada, eu não sabia que o Richard ainda gostava de mim, nem que iria romper o noivado — explica, não querendo sair como uma vilã.

— Ainda não rompemos. — corrige. — Não diga isso como se já tivesse acontecido. A minha família tem grande consideração por ele, tanto que me deixaram dormir no apartamento dele há alguns meses — confessa. — Mesmo assim, me pergunto o que os meus pais fariam se eu dissesse a eles o que o Richard fez comigo na noite que passei no apartamento dele — anuncia, em tom de ameaça.

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