O jeito com que Madeline diz aquelas coisas deixa Alice preocupada, a ponto de não conseguir mais descansar. Ela se levanta e aproveita que Lily ainda dorme na companhia da tia e entra na edícula para trocar de roupa. Mesmo que Elis tenha afirmado que Madeline não conseguiria estragar o dia delas, ela conseguiu.
Pensar no que ela poderia aprontar para cima de Richard a deixa preocupada. Alice fica tentada a ligar para Richard, mas segura as suas emoções.
— O que houve? — Elis entra pela varanda do quarto e encontra Alice inquieta.
— Não é nada — responde, não quero preocupá-la.
— Como assim não é nada? Você parece nervosa.
— Eu só estou um pouco preocupada com tudo o que está acontecendo em volta — revela.
— Você quer dizer em relação a Madeline e o meu irmão? — Alice assente. — Não se preocupa, o Richard saberá lidará com isso.
— E se ela inventar alguma coisa que pode comprometê-lo? — questiona, preocupada.
Elis a encara, percebendo que Alice parece saber de algo que ela ainda não saiba.
— O que aconteceu, enquanto cochilei com as crianças?
— A Madeline se sentou ao meu lado e começou a falar algumas coisas estranhas.
— Tipo? — Insiste, querendo que seja mais específica.
— Parece que está querendo retroceder no que combinou com o seu irmão.
— Que safada — pragueja, querendo esganar Madeline. — Ela te disse isso?
— Ela disse que ama o seu irmão e que não acha certo terminarem assim. Acredito que ela esteja incomodada com a minha presença aqui, porque acha que fui eu que fiz o Richard mudar de ideia.
— Ela sabe que o Richard não a ama e mesmo assim quer pôr a culpa em você? — questiona, alterada. — Vou até lá dizer umas coisinhas na cara dela — pronuncia, saindo do quarto.
— Espera! — pede Alice, correndo atrás de Elis. — Não faz isso, você mesma disse que o Richard pode lidar com ela.
— Sei disso, mas o modo como ela quer forçar as coisas me irrita — revela. — A Madeline quer impor que o meu irmão se case com ela por conta de um erro que ele cometeu, o pior é que ele nem se lembra dessa m*****a noite.
— E se não aconteceu? — questiona Alice, fazendo com que Elis pare de caminhar.
— Como assim? — pergunta, virando-se para trás e se aproximando.
— E se o motivo do Richard não se lembrar de nada, é porque nunca aconteceu? — revela. — Não acha estranho ele se lembrar de tudo o que eles fizeram antes de entrar no quarto? — Elis fica em silêncio, pensando naquilo que escuta. — O Richard disse estar muito bêbado, se lembra de tudo o que aconteceu antes, mas… e depois? Por que ele não se lembra de nada que aconteceu depois?
— Acha que ela o drogou? — Elis questiona, reflexiva.
— Ou então ele apenas caiu num sono profundo quando entrou no quarto, o que fez Madeline criar todo o cenário perfeito — sugere.
As duas mulheres se encaram em silêncio, pensando nas possibilidades das coisas que poderiam ter acontecido naquela noite.
— Vou pensar em algo — responde. — Você sabe quando o Richard chega? — questiona.
— Não, eu não sei — responde Alice. — Ele só combinou de sairmos à noite.
— Quando ele chegar, não diga nada ainda do que descobrimos. Proponho deixarmos ele resolver as coisas do jeito dele. Mas, se nada der certo, faremos do nosso jeito. Até lá, pensarei em algo.
Elis abraça Alice, sentindo a tensão da conversa. Não havia sido esse o dia que havia planejado, mas como já estavam naquela confusão, nada melhor do que se resolverem logo.
As babás levam os gêmeos para a mansão Carter a pedido de Elis. Naquela noite, ela cuidaria de Lily e ficaria de olho em Madeline, caso quisesse aprontar alguma coisa durante a sua estadia.
Alice volta para casa e dá banho na filha, depois arruma as coisas que a pequenina precisa para ficar com a tia. Embora houvesse conversado com Elis, Alice ainda fica tensa com as coisas que Madeline lhe disse. Estava preocupada quanto a tudo o que poderia acontecer.
Eram seis da tarde quando Elis veio buscar a sobrinha. Após isso, Alice decide se arrumar para o encontro com Richard.
Ela não sabia aonde iriam, mas, como a noite estava quente, resolveu vestir um vestido de tecido leve, na cor verde.
Cada minuto que esperava por Richard, sentia-se mais ansiosa. O relógio já marcava oito da noite, quando ele bateu em sua porta. Quando o viu, se sentiu um pouco aliviada. Richard parecia a calmaria no meio da tempestade.
— Achei que não viria mais — diz, olhando para ele, parado na porta.
— Achou mesmo que eu desperdiçaria a oportunidade de estar sozinho com você? — diz, tomando-a num beijo.
Havia apenas uma ação que poderia aliviar a tensão que estavam experimentando e os dois não se importariam em fazer aquilo ali mesmo.

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