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Querido CEO, seu bebê quer te conhecer! romance Capítulo 129

Enquanto está deitado no sofá, com Alice nua sobre o seu corpo, Richard acaricia o cabelo dela, que parece meio sonolenta.

— Como foi o seu dia? — pergunta.

— Foi bom… — pondera ao responder.

— A Elis não foi estranha com você, foi? — rebate, preocupado com a personalidade da irmã.

— Não, a sua irmã é uma mulher maravilhosa e os filhos dela também — responde.

— Que bom que gosta dela, porque ela também gosta muito de você — revela, percebendo que Alice fica reflexiva.

Richard sente que ela está inquieta e, mesmo que os dois tenham tentado relaxar um pouco, percebe que o seu corpo está pesado e tenso.

— Aconteceu alguma coisa enquanto eu estava fora?

— Não — mente, não querendo preocupá-lo.

— Alice… — a adverte, percebendo que ela está mentindo.

— Não foi nada de mais, só achei estranha a presença da Madeline aqui. Creio que ela não goste de mim e fica incomodada com a minha presença — declara.

— Ela te disse algo?

— Não — mente mais uma vez, mas Richard a segura pelo queixo, fazendo com que o olhe nos olhos.

— Alice, que tal começarmos sem mentiras dessa vez? — Pede. — Eu não quero que nenhum mal-entendido ocorra conosco a ponto de nos separarmos novamente.

— Eu também não quero — refuta. — Mas que tal você começar me contando o que vocês dois conversaram mais cedo? — insiste. — Eu ouvi os gritos de vocês dois na casa dos seus pais. — Richard suspira, ficando tenso.

— A Madeline é cabeça dura e fala um monte de absurdos, mas não deixarei que nada disso nos impeça.

— E se ela fizer alguma coisa contra você? — pergunta, preocupada.

— Ela não fará nada, não se preocupe. Conversarei com os pais dela e tudo isso acabará em breve.

— Sua mãe a convidou para ficar na casa até que os pais dela cheguem.

— Fiquei sabendo quando cheguei, mas você não precisa se incomodar com a presença dela por aqui.

— Tudo bem… — responde, não querendo prolongar aquela conversa.

— Vista a sua roupa, quero te levar a um lugar.

— Não quero sair — o abraça forte. — Estou tão bem aqui.

— Não se preocupe, não iremos longe — explica. — Tem um lugar que quero muito ir com você.

Alice veste novamente a sua roupa e espera que Richard faça o mesmo. Quando saem da pequena casa, ele a guia pela mão, pelo vasto campo que há após o jardim. A noite está clara por conta da lua e o som do vento é o único barulho que escutam. Richard caminha com Alice até um grande galpão construído de pequenos tijolos. Ele se aproxima de uma enorme porta de madeira maciça e digita uma senha. Após isso, a porta se abre e algumas luzes amarelas começam a se acender automaticamente.

— Vem comigo — sorri, puxando-a para dentro do lugar.

Alice também sorri, ao perceber que está na adega. O mesmo lugar onde Richard havia confidenciado que queria levá-la.

O clima descontraído dos dois, entrando naquele lugar, faz com que eles não percebam que estão sendo observados por uma mulher de cabelos ruivos, que está com os olhos vermelhos de ódio.

— Eu não perdi nada! — grita. — O seu irmão vai me pagar pelo que está me fazendo!

— O meu irmão não fez nada com você! — replica. — Isso é tudo coisa de sua cabeça perturbada.

— Como ousa falar assim comigo? Me diz! Você consegue estar ao lado dela enquanto sabe o que o Richard fez?

— Me diz, o que realmente o meu irmão fez? — questiona.

— Ele se aproveitou de mim — revela.

— Sei que o meu irmão estava bêbado, mas creio que ele nunca se aproveitaria de você — anuncia. — O Richard me contou que a viu nua no banheiro e eu me pergunto como isso aconteceu. Por acaso, você já não deixou a porta aberta de propósito para provocá-lo? — questiona, percebendo o olhar desesperador que Madeline faz.

— O que está falando?

— Acha mesmo que não seria desmascarada, Madeline? Sei que não aconteceu nada entre vocês dois e você está apenas se aproveitando do meu irmão porque ele não se lembra de nada.

— Está mesmo duvidando da minha palavra?

— Sim, eu duvido e mesmo que tenha acontecido, não foi o Richard que se aproveitou de você e sim você que fez isso com ele. E por conta de uma tolice como essa, você quer o obrigar a fazer algo contra a sua vontade. — Elis se aproxima de Madeline, querendo olhar bem em seus olhos. — Madeline, quando foi que você se transformou nessa mulher totalmente obsessiva pelo meu irmão?

— Eu não estou obcecada pelo Richard, eu o amo, isso é bem diferente.

— Se fosse realmente amor, você entenderia que ele não te quer. Entenda uma coisa, nem sempre ficaremos com a pessoa que amamos.

— Mas tudo daria certo entre nós se ela não aparecesse.

— Não, as coisas não seriam bem-sucedidas entre vocês, nem se vocês dois fossem os únicos seres humanos na Terra. Vou te dar um conselho de amiga — toca a mão da moça. — Siga a sua vida e pare de perturbar o meu irmão.

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