Quando vê a família Carter sair da mansão, Donald olha para Madeline, que ainda parece assustada.
— O que houve, filha? Richard disse algo que te assustou? — pergunta ele, preocupado.
— A atitude dele me assustou um pouco, mas acho que foi porque o contrariamos — responde Madeline, evitando entrar em detalhes sobre o que ouviu.
— Não se preocupe com isso, não quero que fique intimidada. São eles que devem nos temer, não nós a eles. Richard foi homem para fazer o que fez com você, então terá que ser homem para te assumir — comenta, ajustando a camisa amarrotada depois de Richard tê-la puxado pelo colarinho. — Aquele moleque acha que pode me ameaçar. Acho que esqueceu da minha influência.
— Papai — Madeline o encara. — Teria mesmo coragem de fazer algo contra a filha dele? — pergunta, preocupada.
— Se ele saísse daqui dizendo que não se casaria com você, pode ter certeza de que eu faria algo para abalá-lo — responde, sem demonstrar nenhum traço de compaixão. — Agora que está tudo resolvido, vou me arrumar. Tenho um almoço com alguns democratas. Quero que venha comigo, Nina — anuncia, chamando a atenção da esposa.
— Não acha que é ruim para a Madeline ficar sozinha? — questiona Nina, ainda abalada com tudo o que aconteceu.
— Ela não ficará sozinha, há vários funcionários nesta casa — responde ele, saindo da sala.
— Mas não é disso que estou falando — contesta, mas é ignorada pelo marido, que desaparece no corredor.
Quando as duas mulheres ficam sozinhas, Nina se aproxima da filha, que está sentada no sofá, pensativa. — O que acha de tudo o que aconteceu aqui, filha? — pergunta, querendo saber o que se passa na cabeça de Madeline.
— Não sei. Não estou pensando nisso agora — responde, olhando para a mãe. — Você acha que o papai está diferente? — pergunta, demonstrando certa apreensão.
— Acho que é devido à eleição. Você sabe, essas coisas o deixam estressado, e ainda aconteceu isso com você.
— Não é isso, mãe — explica. — Ele ameaçou uma criança. Isso não é assustador para você? — reflete. Nina para e pensa nas palavras do marido e percebe o quanto isso deixou Madeline assustada.
— Não se preocupe com isso — prefere ignorar. — Seu pai só disse isso para intimidar Richard. Ele não faria tal coisa de verdade. — Nina acaricia a cabeça da filha e a abraça. Depois de um tempo, se levanta e se afasta. — Preciso ir, mas deixarei meu celular ligado. Qualquer coisa, pode me ligar.
— Tudo bem, não se preocupe. Não cogito sair de casa — revela.
Madeline vê a mãe saindo da sala e decide ficar ali, refletindo sobre tudo o que aconteceu. Pensa no pai e nas palavras ameaçadoras que ele proferiu, depois pensa em Richard e em como ele parecia determinado quando a ameaçou.
Quando os pais saem de casa, Madeline os acompanha até a garagem, despedindo-se deles. É manhã de domingo, e ela não tem nada para fazer.
— Eu não pensei nisso — responde rapidamente. — Só estou com pena de você — confessa, surpreendendo-a.
— Pena de mim? — zomba. — Quem você pensa que é para ter pena de mim?
— Sou alguém que vê o quanto você se esforça para ser feliz, mas no final, aparece sempre triste. Hoje é domingo e os seus pais não estão em casa com você, e mesmo tendo um noivo na cidade, não recebe a atenção dele. Me pergunto se o que sente por ele é tão forte a ponto de suportar tudo isso em silêncio.
As palavras de Adrian deixam Madeline vulnerável, pois apesar de conseguir esconder suas frustrações da maioria das pessoas, ela percebe que ele consegue enxergar todas as suas dores.
— Não tem medo de perder o emprego por ser atrevido demais? — indaga nervosa.
— Me desculpe pelo atrevimento, não é essa a impressão que quero passar para você — diz ele, aproximando-se e tocando a sua mão com delicadeza. — Sou apenas uma pessoa que quer te ver bem. Sei que para você eu não significo nada e que em seu coração já há alguém, mas eu faria de tudo para te ver feliz, Madeline. Jamais te deixaria sozinha, ainda mais em um dia tão lindo como este.
— Como você se superestima, Adrian. Acha mesmo que eu trocaria um homem como Richard por um simples segurança como você?
— Não estou me superestimando, mas nesse momento quem está aqui com você sou eu, não o Richard — comenta, fazendo com que o coração dela palpite pela primeira vez.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!