STELLA HARPER
O relógio marcava sete da noite quando terminei de fechar o zíper da segunda mochila. A luz do abajur iluminava o quarto suavemente, fazendo brilhar os detalhes dos pequenos dinossauros estampados no tecido azul-marinho. Suspirei, passando a mão pelos cabelos para afastar o cansaço que me perseguia desde cedo.
Apollo e Orion estavam na sala, terminando de colocar os tênis. As risadinhas deles me acompanharam pelo corredor e sorri. Eles estavam empolgados para passar o fim de semana com o pai e com Danian.
Peguei as mochilas e respirei fundo antes de sair do quarto.
— Prontos, rapazes? — perguntei, em tom alegre.
— Sim, mamãe! — Orion respondeu, já correndo até mim.
Apollo veio logo atrás, segurando o boné que Damian havia dado a ele algumas semanas antes.
— O papai vai gostar que a gente levou isso — disse, orgulhoso.
— Com certeza vai — garanti, apertando com carinho o ombro dele. — Vamos então.
Os seguranças já esperavam na entrada. Um deles abriu a porta traseira do carro, e os meninos entraram animados, disputando quem ficaria perto da janela. Acomodei as mochilas ao lado deles e sentei no banco do meio.
O motorista arrancou suavemente, e logo estávamos a caminho do apartamento de Damian. O céu já estava escuro e as luzes da cidade começavam a brilhar.
Apollo encostou a cabeça no meu ombro.
— Você vai sentir saudade, mamãe?
— Sempre sinto — admiti, beijando seus cabelos. — Mas vocês vão se divertir tanto que nem vão lembrar de mim.
— A gente lembra, sim! — disse Orion, com aquela doçura que era só dele.
Aquele comentário aqueceu meu peito.
Quando chegamos à frente do prédio de Damian, ele estava parado na entrada, segurando a mão de Danian. Os dois esperavam, e Danian acenou assim que nos viu, me arrancando um sorriso involuntário.
Desci do carro e peguei as mochilas. Damian caminhou até mim, parecendo lindo e atraente como sempre.
— Aqui estão as coisas deles — falei, entregando as mochilas. — Tem pijamas, roupas extras, um livro que Apollo quer terminar de ler… e os remédios para alergia do Orion, caso precise.
Ele assentiu, pegando tudo.
— Sem problema.
— Eles já jantaram, mas talvez aceitem um lanche se dormirem tarde — acrescentei, tentando manter a voz neutra, mesmo que meu coração tivesse disparado ao vê-lo tão perto.
Damian estudou meu rosto por um instante, como se quisesse dizer algo além do necessário, mas apenas respondeu:
— Vou cuidar bem deles.
Apollo e Orion correram para abraçá-lo. Ele deixou as mochilas no chão para receber os dois, enquanto Danian observava, sorrindo tímido.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!