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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 113

STELLA HARPER

Um campo aberto se estendia diante de mim. O céu era de um azul tão límpido que parecia recém-pintado, e uma brisa suave e perfumada balançava as flores amarelas ao redor. Por um instante, achei que estivesse apenas em algum parque que eu não lembrava de ter visitado. Mas havia algo diferente ali… algo que me envolvia com um calor conhecido e reconfortante.

— Filha…

Virei devagar. Meus olhos se arregalaram quando vi duas figuras caminhando na minha direção.

— Mamãe? Papai?

Corri antes mesmo de pensar. Os braços deles se abriram e, quando me alcançaram, o mundo inteiro pareceu parar. Me aninhei contra os dois, respirando aquele cheiro que tantas vezes procurei na memória.

— Eu senti tanto a falta de vocês… — minha voz saiu trêmula, embargada.

Minha mãe acariciou meus cabelos, enquanto meu pai segurava firme meus ombros.

— Nós também sentimos, querida. — A voz dele era suave, tão diferente das minhas lembranças antes dele partir. — Mas nunca estivemos tão longe assim.

— Vocês não sabem o quanto foi difícil… — engoli em seco, com minhas lágrimas descendo sem controle. — Eu fiquei sozinha com tantas coisas… e eu tentei ser forte, mas às vezes parecia impossível.

Minha mãe segurou meu rosto entre as mãos, enxugando minhas lágrimas com os polegares.

— Você não ficou sozinha, amor. Sempre estivemos olhando por você, mesmo que você não pudesse ver. Cada passo que deu… nós estávamos ali, torcendo e ficando cada vez mais orgulhosos.

Eu ri e chorei ao mesmo tempo.

— Tem tanta coisa que eu queria contar… Apollo, Orion… eles são tão lindos, tão cheios de vida e muitas vezes me lembram vocês. E Danian… ele é um raio de sol.

Meu pai sorriu, com os olhos brilhando, me lembrava sua versão da minha infância.

— Nós sabemos. Você está criando crianças maravilhosas.

— Não sozinha. — Suspirei. — Damian… ele é complicado, mas é… é como se ele tivesse entrado na minha vida para me lembrar que eu ainda posso lutar. Às vezes me deixa furiosa, às vezes me dá paz. Eu nem sei explicar. Mais eu o amo e ele é bom para mim, também é bom para as crianças.

Mamãe trocou um olhar com papai, e os dois sorriram de forma cúmplice.

— Ele vai ser um ótimo pai — disse ela. — Nós podemos ver isso.

— Mas e eu? — perguntei, apertando as mãos deles. — Eu sinto que ainda tenho tanto a fazer… ainda quero vê-los crescer, quero estar lá quando eles… quando eles precisarem de mim.

Meu pai passou a mão pelas minhas costas, um gesto que sempre me fez sentir segura quando era criança.

— Você já fez muito mais do que imagina, Stella. Você foi mais forte do que qualquer um poderia pedir.

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113 - A paz está logo ali 2

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