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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 116

DAMIAN WINTER

Eu não largava a mão dela. Era como se meus dedos colados aos dela fossem a única forma de acreditar que não a tinha perdido.

Leah se aproximou ajeitou os lençóis perto do corpo de Stella e disse em voz baixa:

— Eu vou indo, não pode ter muita gente aqui dentro e… acho que vocês dois precisam desse tempo.

Stella, ainda com a respiração fraca, piscou devagar para a amiga. Leah se inclinou, depositou um beijo leve na testa dela e se afastou.

Alexander ficou parado por alguns segundos, hesitante. Finalmente, olhou para mim.

— Ela está em boas mãos. Mas se precisar de algo, qualquer coisa, me chame.

Assenti. Eu sabia que ele também estava aliviado, mas seu olhar agora parecia mais conformado. Quase como se tivesse se rendido à ideia de que eu nunca mais largaria Stella.

Quando os dois saíram, o quarto ficou apenas para nós. Inclinei-me e beijei a mão dela.

Foi nesse momento que meu celular vibrou no bolso. Eu não queria atender, mas o nome que apareceu na tela era importante: um dos seguranças que vigiava o lado de fora do hospital.

Atendi baixo, para não incomodar Stella.

— O que houve?

— Senhor Winter, desculpe incomodar. Mas a senhora Sophie acaba de entrar no hospital. Não conseguimos impedir já que o hospital é uma área livre para circulação.

Meu corpo ficou rígido. A última coisa que Stella precisava era da presença daquela mulher venenosa neste lugar.

— Entendido. — desliguei rápido.

Olhei de novo para Stella. Os olhos dela estavam semicerrados e ela parecia sonolenta. Eu deveria encontrar Sophie, mas não podia simplesmente deixá-la sozinha.

— Amor, você quer beber uma água? — Perguntei para Stella, que rapidamente abriu os olhos.

— Ah, sim, por favor. — Respondeu rapidamente como se estivesse ansiando que lhe perguntasse.

— Já volto. — Dei um beijo em sua testa e sai.

Virei no corredor e encontrei Leah e Alexander conversando.

— Leah, você quer entrar para falar melhor com a Stella? Vou só comer alguma coisa e pegar uma água para ela.

Leah suspirou, claramente exausta.

— Eu preciso ir, Damian. As crianças já estão com a Elaine desde cedo e devem estar me esperando.

Alexander então se endireitou.

— Eu fico.

Encarei-o por alguns segundos. Não era fácil confiar nele. Mas não posso negar que ele ama Stella, de um jeito diferente do dela e que me incomoda, mas amava. E jamais a deixaria em perigo.

— Obrigado — murmurei, antes de sair pelo corredor.

Desci pelo elevador e caminhei rápido pelos corredores até que finalmente a vi.

Sophie estava parada próxima à recepção, como se tivesse todo o direito de estar ali. Vestia um casaco bege e parecia prestes a fazer escândalo.

— Quem você pensa que que é? Que história é essa de que o estado de uma paciente próxima a mim é confidencial? Quem deu essa ordem? — Ela com certeza queria saber sobre o estado de Stella, já que eu dei instruções para não dar informações a ninguém.

Sem pensar duas vezes, avancei até ela, agarrei seu braço e a puxei para um canto mais discreto, longe dos olhares curiosos.

— O que diabos você está fazendo aqui?! — rosnei, com os olhos cravados nos dela, mostrando toda a minha raiva e indignação.

Ela arqueou uma sobrancelha, me olhando com desprezo.

— Eu vim visitar a sua amante, não posso?

Meu sangue ferveu.

— Você perdeu completamente o juízo? — apertei mais o braço dela. — O que acha que está fazendo vindo aqui, justamente agora?

Sophie soltou uma risada curta.

— Ah, por favor, Damian. Não banque o indignado.

— Você não nada para fazer não?

— Engraçado mencionar isso… enquanto você brincava de família feliz, eu estava ocupada tentando me defender de um processo.

Meu coração gelou.

— O que tem o acidente?

Sophie ergueu o queixo, como se estivesse orgulhosa.

— Fui euzinha, querido.

— Eu sabia!

Ela sorriu, aquele sorriso cruel que eu conhecia bem.

— Eu planejei. Eu queria que ela saísse do caminho. Mas não imaginei que fosse resistir tanto. É uma pena, mas não faltará oportunidades. Eu vou fazer ela desaparecer. Para você voltar a ser meu.

— Isso vai te proporcionar uns bons anos de cadeia — declarei. — Dois homens mortos, Sophie. Dois. Sem falar na tentativa de homicídio da Stella.

Ela não se abalou. Pelo contrário, inclinou a cabeça para o lado como se estivesse se divertindo.

— Ai, Damian… você me conhece melhor do que isso. Eu não vou pagar por nada. Você não tem provas.

— Ainda. — Corrigi. — Mas eu vou encontrar. E quando eu encontrar, você não vai sair nunca mais de trás das grades.

— E enquanto você procura provas… quem garante que a sua estrelinha vai continuar respirando, hum? — sussurrou, erguendo o rosto para perto do meu. — Você não pode vigiar ela o tempo todo, Damian.

Eu a encarei sem piscar, sem dar a ela o prazer de ver qualquer hesitação.

— Tente encostar um dedo nela de novo... e eu juro que a cadeia não vai ser suficiente para você.

Sophie riu.

Sem dar a ela mais uma palavra, puxei seu braço até a saida e fiz um sinal discreto para um dos seguranças que estava no saguão e ele se aproximou imediatamente.

— Quero ela fora daqui agora. E não tirem os olhos dela.

— Você não pode me parar, Damian. — Ela ergueu o queixo. — Eu volto. E vou me livrar dela.

Não, não vai. Não enquanto eu respirasse.

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