DAMIAN WINTER
O caminho de volta para casa foi rápido. Liguei o rádio, mas desliguei logo em seguida. Não havia música que combinasse com meu humor.
Estacionei na frente da casa, respirei fundo e me permiti deixar aquele encontro para trás. Assim que atravessei a porta, ouvi a correria pela sala.
— Papai! — Apollo gritou, surgindo do nada. Orion e Danian vinham logo atrás.
Correram até mim como se não tivessem me visto havia semanas, quando não fazia nem uma hora que saí.
— Você voltou rápido! — Orion disse, surpreso.
— Eu prometi, não prometi? — ergui uma sobrancelha, fingindo seriedade. — Promessa do papai é promessa cumprida.
Eles riram, e Apollo agarrou minha perna.
— Vai jantar com a gente?
— Vou, sim. Só preciso ir dar uma olhada na mamãe para saber se ela já acordou e se quer jantar. — respondi, acariciando a cabeça dele. — Vocês ficaram quietos como eu pedi?
Danian foi quem respondeu:
— Ficamos. A tia Leah pode falar que a gente se comportou direitinho.
Assenti com satisfação e subi as escadas. O quarto estava em silêncio. Empurrei a porta com cuidado e vi que Stella ainda dormia, imóvel, com a respiração tranquila. Me aproximei um pouco e fiquei lhe olhando, admirando a beleza da minha mulher. O rosto dela estava mais sereno do que nos últimos dias de hospital, tenho certeza que ela vai ficar mais animada em casa. Caminhei com cuidado, fechei a porta devagar e voltei para o andar de baixo.
Leah estava na sala de jantar e acenou com a cabeça quando me viu.
— O jantar está pronto. — disse, voltando a se concentrar na comida e finalizou seu trabalho. — Mas eu preciso ir.
— Trabalho? — perguntei.
Ela assentiu, pegando sua bolsa.
— Sim. Já avisei os meninos que não poderei ficar para comer.
— Obrigado, Leah. Por tudo. — falei com sinceridade. — Você foi de grande ajuda para nós, se houver qualquer coisa que eu possa fazer por você, não hesite em me falar.
Ela sorriu um pouco sem graça. Imagino que Leah me pedir um favor seria o tipo de coisa que eu nunca veria, Leah claramente me suporta porque amamos as mesmas pessoas. Mas tenho quase certeza que ela me odeia lá no fundo.
— Imagina... foi um prazer. Eles são meninos incríveis e eu fiz por carinho, somos família.
Sim, isso era algo que Stella dizia com frequência. Acho que eu deveria começar a me dar bem com a família dela. Com Leah estou disposto a tentar, mas Alexander...
— Minha mãe e Lizzy já foram? — perguntei, notando que não estavam em nenhum lugar que passei.
— Saíram pouco depois de você. Disseram que voltam amanhã cedo.
Assenti.
— Certo. Deixe que Jonas a leve até em casa.
— Não precisa, eu posso chamar um carro…
— Não discuta sobre isso. — cortei, mas sem rispidez. — Jonas a leva. Assim fico em paz.
Ela riu, balançando a cabeça.
— Está bem. Boa noite, Damian.
— Boa noite.
Acompanhei-a até a porta, vi Jonas abrir o carro e esperei até que ela estivesse dentro. Só então voltei para a sala.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!