DAMIAN WINTER
A manhã começou mais tranquila do que eu esperava. Acordei os meninos pedindo aos gêmeos que se arrumassem para a escola e quando desci para a cozinha apoiando Stella ao meu lado, encontrei os três já sentados à mesa, cada um esperando pacientemente. Stella me soltou e se apoiou na cadeira ao lado deles, se sentando. Ela ainda estava de pijama e deixou o braço engessado descansar sobre a mesa.
Não queria vê-la ali tão cedo, mas também não tive vontade de reclamar. Era bom tomar café todos juntos. Coloquei sobre a mesa tudo que havia preparado um pouco antes para nós.
— Bom dia. — murmurei, beijando o topo da cabeça deles antes de me sentar.
Os meninos responderam em coro:
— Bom dia, papai!
Apollo ergueu o copo de suco como se fosse brindar.
— A tia Leah fez panquecas ontem e deixou na geladeira, mas você quem fez essas, né, papai?
Arqueei a sobrancelha, divertido.
— Fiz, mas não digam qual a melhor, não vou competir com a Leah. — respondi, servindo um pouco para cada um, claro que se fosse uma competição, eu ganharia. — Comam devagar, enquanto eu alimento a mamãe.
Stella deu uma risadinha.
— Eu não preciso de babá para isso, Damian.
Olhei para ela por cima da caneca de café.
— Precisa sim. — Murmurei, colocando meu café de lado e dediquei minha atenção a cortar a panqueca dela. — Come, amor. — Pedi levando o garfo em sua direção.
Ela revirou os olhos, mas abriu a boca e comeu. Essa vitória eu guardei comigo.
O café da manhã se transformou em uma confusão de conversas com vozes se sobrepondo a outras. Apollo queria contar para Stella, com detalhes, como treinou para a corrida da escola. Orion falava sem parar sobre um projeto de ciências envolvendo vulcões, e Danian apenas escutava, absorvendo tudo com aqueles olhos admirados por tudo que os irmãos dizia. Ele parecia ansioso para começar a estudar, mas só entraria no próximo ano.
Quando a hora chegou, levantei-me e anunciei:
— Apollo, Orion, vamos. Vou levá-los para a escola.
Eles correram para pegar as mochilas, empolgados.
Antes de sair, voltei até a mesa e me inclinei sobre Stella.
— Quer ir para a cama?
— Não, obrigada.
— Certo, não faça esforço. — pedi em voz baixa. — Vou estar de volta em pouco tempo.
Ela apenas assentiu e me lançou um sorriso.
Na porta, Danian ficou parado, quase hesitante.
— Vocês vai voltar logo, papai?
— Vou sim. — respondi, passando a mão pelos cabelos dele. — Fica de olho na mamãe por mim, ok? Ela pode fazer coisas que não deve às vezes.
Ele sorriu e voltou os olhos para Stella.
— Como isso? — Apontou para trás de mim.
Foi então que percebi que ela tentava se levantar. Suspirei e caminhei de volta até ela, passando um braço firme ao redor de sua cintura.
— Onde pensa que vai? — questionei.
— Para o sofá. Não vou ficar o dia todo nessa cadeira. — disse, determinada.
— Você deveria estar na cama, Stella. — retruquei, guiando seus passos lentos e cautelosos. — Pelo menos acho que a escada você não se atreveria a descer. — Só acho, porque essa mulher não é confiável.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!