Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 126

DAMIAN WINTER

— Oi, filho. — a voz do meu pai soou grave, quase nostálgica.

Fiquei sem reação. Olhei para ele, para sua postura rígida, o terno de marca, e senti a raiva percorrer meu corpo como uma corrente elétrica. Não era apenas pela surpresa de vê-lo ali, mas pelo timing maldito. Justo agora, quando Stella mal se recuperava e eu precisava manter a casa em paz. Não posso deixar que ele me deixe de mal humor hoje.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei em um tom frio, direto, sem sequer disfarçar meu incômodo.

Antes que ele respondesse, minha mãe interveio.

— Damian, vocês precisam conversar. — sua voz era calma, mas a mão firme em meu ombro me empurrou para fora da casa. — Apenas ouça seu pai, por favor.

A porta se fechou atrás de mim, separando-me de Stella e Danian. Respirei fundo, tentando manter o controle, e desci os três degraus da varanda até a entrada.

Sentei-me no banco de pedra ao lado da porta, cruzando os braços, e encarei meu pai. Ele pareceu hesitar por alguns segundos, até que finalmente falou.

— Sei que da última vez... dissemos coisas que não queríamos. Coisas que não pensamos de verdade. Mas eu gostaria que nós nos acertássemos.

Soltei uma risada seca. Sei bem porque ele queria se "acertar" comigo, mas eu já tinha planos de começar meu próprio negócio e criar um novo legado para os meus filhos.

— Se acertar? — repeti, encarando-o. — Você veio até aqui porque quer que eu volte para a empresa, não é?

Ele respirou fundo, os olhos estreitando como se eu tivesse acertado em cheio.

— Gostaria que você fizesse isso, sim. — admitiu, sem rodeios. — Mas não é só por isso que estou aqui.

— Pois escute bem. — me inclinei para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. — Eu não quero voltar para lá. E mesmo que quisesse, Stella precisa de mim agora. Meus filhos precisam de mim. Essa é a única empresa da qual não abro mão.

Um silêncio demorado se seguiu entre nós. Eu podia sentir minha mãe observando, pela janela, sinto muito por ela, mas isso aqui não vai funcionar. Meu pai pigarreou antes de continuar.

— Entendo, sua mãe me contou sobre o acidente da Stella.

— Não foi um acidente. — rebati, rapidamente. — Foi a Sophie quem armou para matar Stella.

Ele franziu o cenho, balançando a cabeça com incredulidade.

— Damian, você não pode culpar a Sophie por tudo o que acontece na sua vida. — disse, exasperado. — Ela cometeu alguns erros, sim. O maior deles foi divulgar aquelas mentiras com a mãe sobre uma fraude empresa, e eu não a defendo por isso. Mas assassinato? Essa é uma acusação grave demais.

Cerrei os punhos, controlando minha irritação.

— Grave é a sua cegueira! — respondi, levantando-me de repente, andei um pouco e respirei para diminuir a raiva, quando voltei a falar meu tom soou tranquilo: — Você sempre foi cego quando se tratava da Sophie ou qualquer um dos Pósitron. Sempre encontra justificativas para os erros dela, quando nunca teve paciência nem para o menor dos meus erros.

126 - Encerramento 1

126 - Encerramento 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!