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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 156

DAMIAN WINTER

O sol no seu auge quando estacionei em frente ao presídio.

Passei pela revista, entreguei o documento de autorização e caminhei pelos corredores estreitos e gelados do prédio. O som dos passos ecoava entre as paredes de concreto, o ar cheirava a umidade e desespero. Havia algo cruelmente irônico em ver meu pai ali dentro, um homem que dedicou toda a vida em demonstrar integridade, condenado por um crime que nunca cometeu.

Quando finalmente me conduziram à sala de visitas, encontrei-o já sentado, com o mesmo olhar firme de sempre. O tempo atrás das grades havia lhe roubado o vigor, mas não o caráter. Ele ergueu o rosto assim que entrei, e um pequeno sorriso, discreto e contido, surgiu no canto de sua boca.

— Você parece mais exausto que eu, Damian. — disse ele, sem rodeios.

— Acho que estou. — respondi, puxando a cadeira à frente dele. — Mas acho que finalmente encontrei algo que pode mudar o rumo de tudo.

Os olhos dele se estreitaram.

— O que descobriu?

Respirei fundo e coloquei o envelope sobre a mesa.

— Elliot confirmou. O nome por trás das transferências é Célia Pósitron.

— Bem... acho que esse nome não é tão surpreendente. Motivos são o que não faltam na cabeça de uma mulher louca como ela.

Assenti.

— E as transferências que incriminaram você... — continuei. — Foram feitas pelo Maycon Bartol. Vice-diretor de finanças.

Meu pai recostou-se na cadeira, o olhar distante. Por um momento, pensei que ele estivesse tentando processar, mas o que vi quando ele voltou a me encarar foi algo mais próximo de decepção.

— Bartol sempre foi ganancioso, eu gostava disso nele. — murmurou, pensativo. — Nunca imaginei que fosse capaz disso, achei que soubesse ser uma cachorro fiel, mas mordeu a mão de seu dono. Lidamos com ele depois, vamos nos concentrar em Célia. O que pretende fazer?

— Ainda não sei. — admiti. — Mas não posso demorar a agir, vim em busca de orientação.

Meu pai inclinou-se para a frente, apoiando os antebraços na mesa.

— Damian, escute-me com atenção. Agora que você tem algumas provas, o próximo passo não é agir por conta própria.

Eu o encarei, cético.

— E o que quer que eu faça? Espere que a polícia se mexa? Que a justiça funcione como deveria?

— Quase isso.

Soltei um riso breve, sem humor.

— Pai, essa mulher destruiu o nosso nome. Colocou você aqui dentro. Me fez ser acusado por assassinato. Você acha mesmo que ela vai sentar e confessar tudo num depoimento tranquilo?

— Claro que não. — respondeu ele, calmo. — Mas há outras formas de conseguir o que precisamos.

— Ok, seja mais claro.

— Vá até ela. — disse, por fim. — Mas não como o homem que busca vingança. Vá como o homem que busca a verdade. Faça-a falar. Use o que tiver, as informações, os documentos, as provas. Provoque-a. Deixe que se contradiga. Mas não sozinho.

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