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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 164

STELLA HARPER

DOIS MESES DEPOIS

O tempo passou como em um piscar de olhos e uma vida inteira, ao mesmo tempo. A poeira que Célia Pósitron levantou em nossas vidas começou finalmente a assentar, e os contornos de um futuro pacífico se tornaram mais nítidos. As notícias sobre ela chegavam através de Damian e de seus advogados, fragmentadas, mas satisfatórias.

Ela teve sua primeira audiência preliminar, um evento que a mídia cobriu com um fervor predatório. Como esperado, a fiança foi negada. O juiz a considerou um perigo para a sociedade e um claro risco de fuga. Ela aguardaria seu julgamento atrás das grades, isso me trouxe uma sensação de justiça e segurança.

Minha própria cura progredia de forma constante. O gesso, que por semanas pareceu uma extensão do meu corpo, foi finalmente removido, revelando um braço pálido e fraco. As sessões de fisioterapia eram um teste de paciência, a dor e a frustração de reaprender movimentos simples eram irritantes, mas a cada dia eu sentia a força retornando.

A vida de nossos meninos também encontrou um novo e melhor ritmo. Seguindo a sugestão de Damian, matriculamos os gêmeos em uma nova escola. Uma instituição com mais segurança e um currículo mais forte. Eles se adaptaram rapidamente, fazendo novos amigos e reclamando das novas lições de casa. Também gostaram de não ser em tempo integral.

Até Alexander, parecia estar encontrando seu próprio caminho. Ele voltou de São Francisco e se instalou em um apartamento não muito longe de nós, disse que estava se estabelecendo e se precisasse expandir, deixaria as viagens para outras pessoas. Ele nos visitava pelo menos duas vezes por semana. Havia um brilho diferente em seus olhos, um sorriso discreto que aparecia quando ele pensava em algo, ou melhor, em alguém. Tenho a forte impressão de que ele gosta de outra pessoa, mas não perguntei. Ele contaria quando estivesse pronto.

Minha relação com William e Elaine se transformou em algo que eu nunca imaginei ser possível. O pedido de perdão de William não foi apenas um ato isolado, ele deu início a um esforço genuíno. Se interessava pelos meninos, ensinava coisas a eles, sorriu orgulhosamente ao descobrir o sinal de Apollo no ombro e me tratava genilmente. Nossa convivência se tornou fácil, cheia de um carinho e respeito mútuos.

Com a paz restabelecida em casa, William me pediu para conversar com Damian sobre reassumir a empresa e foi o que fiz, apesar de saber que ele estava planejando abrir seu próprio negócio, sei o quanto ele ama a Winter. Lizzy me ligou no primeiro dia dele de volta, com a voz embargada de gratidão. "Eu te devo a minha sanidade", ela disse, e eu sabia que era verdade. Ela estava feliz em não ter essa responsabilidade e meu homem estava feliz por fazer o que sempre fez.

E era por causa desse homem, agora mais completo e feliz do que nunca, que eu estava em estado de pânico.

— Larissa, por favor, sem histórias extras hoje! — gritei do topo da escada, enquanto tentava, com uma mão só, fechar o zíper de um vestido de seda preto. — Banho, jantar e cama. Às nove, eu quero os três anjinhos dormindo, ouviu? Não deixa eles te enrolarem!

— Pode deixar, Stella!

— Amor, vamos nos atrasar!

Damian apareceu na minha frente, em um terno escuro, sem gravata, o colarinho da camisa branca aberto. Ele estava lindo e o cheiro de seu perfume era uma provocação. Ele me olhou de cima a baixo, com um sorriso lento e safado se espalhando por seu rosto.

— Você está linda. Mas se não descermos agora, vou ter que estragar essa maquiagem.

Corei, finalmente conseguindo fechar o zíper.

— Estou pronta, estou pronta! Seu tirano. — brinquei, pegando minha bolsa.

Desci as escadas correndo, com ele logo atrás. Perto da porta, parei para a parte mais importante do meu ritual noturno. Ajoelhei-me e beijei a testa de Apollo, depois a de Orion, que já bocejava. Por fim, peguei o pequeno Danian enchendo seu rosto de beijos, o fazendo rir.

— Amo vocês mais que tudo. Comportem-se.

— Também te amamos, mamãe! — Responderam em uníssono.

Com o coração aquecido, finalmente saí. Damian abriu a porta do carro para mim e passou para o seu lado. A noite estava agradável, e enquanto ele dirigia, coloquei a mão em sua coxa.

— Então, para onde o senhor está me levando? Você não disse o nome do restaurante.

— É uma surpresa. — ele disse, cobrindo minha mão com a sua, seus dedos se entrelaçando nos meus.

Relaxei no banco, aproveitando a sensação de simplesmente estar com ele. Mas depois de uns vinte minutos, percebi que não estávamos indo em direção ao centro da cidade ou a qualquer uma das áreas conhecidas por seus restaurantes sofisticados. Estávamos subindo por uma estrada sinuosa, em direção às colinas que cercavam a cidade.

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