DAMIAN WINTER
O som do seu "sim" foi a peça final se encaixando no lugar, o clique de uma fechadura abrindo um futuro que, até ela aparecer, eu nem sabia que desejava. As lágrimas que escorriam pelo seu rosto não apagavam sua beleza, ela era a mulher mais linda que existia no universo.
Deslizei o anel em seu dedo e ele pareceu encontrar seu lugar. Vê-lo ali, em sua mão, era uma marca. Minha. Ela era minha. E eu era irrevogavelmente, incondicionalmente, dela. Levantei-me e ela se jogou em meus braços. Seu beijo era salgado pelas lágrimas e doce por seus lábios. Agarrei-a pela cintura, puxando-a com força contra mim, tentando absorvê-la, fundir-me a ela. Cada fibra do meu ser vibrava com uma possessividade feroz e uma adoração sem limites.
— Eu te amo. — murmurei contra seus lábios, mostrando tudo o que ela me faz sentir.
— Eu também te amo. — ela respondeu,sorrindo, antes de me beijar de novo.
Com relutância, afastei-me o suficiente para guiá-la até a mesa. Durante o jantar, mal toquei na minha comida. Meu apetite era por ela. Observei cada gesto, desde a forma como seus dedos envolviam a taça de vinho, ao jeito que sua cabeça se inclinava ligeiramente quando ela falava. Stella é hipnotizante, e eu era o homem mais sortudo do mundo.
Quando o jantar terminou, dancei com ela ao som suave do violino, seu corpo se movendo em perfeita sincronia com o meu. Seu perfume, uma mistura de flores e da essência única que era só dela, estava me enlouquecendo. Cada segundo era uma tortura deliciosa, a espera pelo momento em que eu poderia tê-la por completo, sem ninguém ao redor, eu estava ansiando por isso.
— Está na hora de ir. — sussurrei, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia.
Ela assentiu, com os olhos sonhadores. Levei-a de volta para o carro, e enquanto eu dirigia pelas colinas, a mão dela encontrou a minha, nossos dedos se entrelaçando. Ela pensava que estávamos voltando para nossa casa. Mas eu tinha outros planos. Essa noite era nossa.
Quando entrei na rua do meu antigo apartamento, vi um lampejo de reconhecimento em seu rosto. Estacionei na minha vaga particular na garagem e desliguei o motor, virando-me para encará-la.
— Me trouxe para nosso antigo ninho de pecado, senhor Winter? — ela provocou, com um sorriso malicioso brincando em seus lábios.
Aquilo foi o gatilho. Uma onda de desejo, primitiva e avassaladora, me atingiu com força. Inclinei-me sobre o console, capturei seu rosto entre minhas mãos e a beijei com uma fome que vinha se acumulando não apenas por horas, mas por uma vida inteira.
— Ninho de pecado? Não, meu amor. — murmurei contra sua boca. — Eu te trouxe para o templo. E hoje à noite, você é a única deusa que será adorada aqui.
Saí do carro e fui até o lado dela, abrindo a porta. Ela mal teve tempo de se levantar antes que eu a pegasse no colo. Ela soltou um grito surpreso e riu, envolvendo os braços em meu pescoço.
— Damian!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!