STELLA HARPER
Acordei com a luz suave da manhã se infiltrando pelas frestas da persiana, pintando listras douradas sobre os lençóis brancos e o corpo nu de Damian ao meu lado. Por um momento, a estranheza do quarto me desorientou, até que as memórias da noite anterior me inundaram como uma onda quente e deliciosa: o gazebo, as luzes da cidade, o anel em meu dedo e a paixão avassaladora que se seguiu.
Virei-me de lado para observá-lo dormir. Seu rosto, em repouso, parecia mais jovem, desprovido da tensão que o acompanhou por tanto tempo. Seu peito subia e descia em um ritmo lento e constante, e aninhada contra ele, eu podia sentir seu coração batendo em uníssono com o meu. Meu olhar desceu por seu peitoral e um sorriso culpado surgiu em meus lábios. Lá, logo acima do coração, estava a minha marca: um chupão escuro e possessivo. Meu noivo mal tinha se livrado da marca roxa que ficara por conta do tiro e seu peito já estava marcado de novo.
Com cuidado para não acordá-lo, tracei a borda da marca com a ponta do dedo. Seus olhos se abriram lentamente, focando nos meus com uma clareza sonolenta que rapidamente se transformou em um brilho divertido.
— Admirando sua obra de arte? — sua voz era um ronronar rouco de sono.
— Talvez. — respondi, inclinando-me para beijar a marca suavemente. — Mas ninguém pode ver, deveria ter comprado um anel para você também. Quero que todos saibam que você é meu.
— Não se preocupe. — ele disse, sua mão subindo para segurar minha nuca, puxando-me para um beijo profundo. — Você vai colocar uma aliança no meu dedo em breve e nunca vou tirá-la.
— Hum... — sorri, beijando-o. — Você tem jeito com as palavras.
— Tenho não é? — Damian levantou, ficando por cima de mim. — Agora, vou mostrar que tenho jeito com as mãos também...
[...]
Voltamos para a mansão no final da manhã, encontrando a casa em uma agitação feliz. Os meninos correram para nós assim que entramos, contando sobre o café da manhã e os desenhos que assistiram. Enquanto Damian os distraía, fui até a cozinha para falar com Larissa.
— Lari, tenho uma novidade. — Chamei levantando o mão para destacar o anel.
— Stella! Meu Deus! — ela exclamou, vindo me abraçar.
— É perfeito! É absolutamente deslumbrante! — ela disse, a voz cheia de uma alegria genuína que aqueceu meu coração. — Eu sabia! Eu sabia que ele estava planejando alguma coisa! Estou tão feliz por vocês!
A reação dela foi como o primeiro raio de sol, compartilhar uma notícia tão puramente feliz era uma sensação maravilhosa.
Mais tarde, depois do almoço, enquanto os meninos estavam quietos em seus quartos, peguei meu celular e disquei o número de Leah, fazendo uma videochamada. Um momento depois, os rostos dos meus grandes amigos apareceram na tela.
— Nossa, alguém está me ligando pela primeira vez. Algo importante deve ter acontecido, já que sou sempre a primeira a ligar.
— Oi pra você também, Leah. — ri. — Oi, Alex, o que faz ai?
— Oi, Stella, só vim dar uma passada aqui para receber uns conselhos de irmã. Está tudo bem? Você parece... radiante.
— Estou bem. Só queria ligar para dar um oi. — falei, casualmente, levantando a mão esquerda para ajeitar o cabelo, garantindo que o anel ficasse em plena vista.
Leah estreitou os olhos na tela, depois se arregalaram.
— Espere um pouco. O que... O QUE É ISSO NO SEU DEDO? — ela gritou, fazendo Alex dar um pulo ao seu lado.
Mostrei a mão para a câmera, mordendo o lábio para conter o riso.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!