Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 24

DAMIAN WINTER

— Stella? — repeti, um pouco mais perto.

Ainda nada.

A impaciência venceu a cautela. Toquei seu ombro, e ela finalmente girou o corpo para me encarar.

Não era ela.

A mulher, com feições desconhecidas e olhos claros, franziu a testa.

— Desculpe. — Falei, já me afastando.

Foi quando uma enfermeira passou carregando uma bandeja de curativos. Eu me virei rápido.

— Com licença! — chamei, andando até ela. — Você viu uma paciente chamada Stella Harper? Entrou há pouco, ferimento no joelho, loira.

Ela pareceu pensar por um segundo, depois assentiu.

— Sim, claro. Ela estava aqui agora, mas acabou de sair com o acompanhante.

— Acompanhante? — ecoei, sentindo uma pontada estranha no estômago.

— Sim. Um homem, acho que era o namorado. Saíram pela porta lateral.

Não precisei ouvir mais nada. Passei por ela, quase correndo, e segui até a saída indicada. A porta automática se abriu num sopro de ar frio e o estacionamento se revelou diante de mim… vazio.

Olhei de um lado para o outro. Nenhum carro saindo. Nenhuma figura loira à vista. Nada.

Foi nesse momento que ouvi passos atrás de mim. Me virei e vi Lizz atravessando o corredor, acompanhada de Sophie. As duas vinham lado a lado, conversando baixo, até que me notaram.

— Damian! — Lizz se aproximou, ajeitando o casaco.

— Oi — respondi, olhando rapidamente para Sophie antes de voltar para minha irmã. — Onde vocês estavam?

— Eu estava na sua casa. Viemos direto pra cá. Sophie dirigiu — disse ela, como se fosse óbvio.

Começamos a caminhar juntos de volta para a ala da nossa mãe, deixei a Lizz passar na frente e segurei o braço da Sophie, parando-a.

— Com quem você deixou o Danian?

Ela franziu a testa, surpresa com a pergunta.

— Em casa, ué.

Meu olhar endureceu.

— Você o deixou sozinho?

— Sozinho? — ela soltou uma risada curta e incrédula. — Damian, tem vários empregados naquela casa.

— Empregados não são pais, Sophie. A babá não está hoje e os outros não tem a função de vigiar nosso filho. — rebati, sentindo a raiva subir. — E se alguma coisa acontecesse?

— Ah, por favor — ela ergueu a voz, já irritada. — Ele está seguro. Você age como se eu fosse irresponsável!

— Você é quando se trata do Danian. — retruquei.

— O garoto está ótimo, Damian. — Sophie cruzou os braços, olhando para o lado como se a conversa fosse perda de tempo. — Pare de drama.

— Pare de se referir ao nosso filho como “o garoto”! — explodi, o som ecoando pelo corredor do hospital e chamando a atenção de duas enfermeiras que passavam.

— Não faça escândalo, muito menos num lugar público — rebateu, vi a expressão dela endurecendo. — Você acha que alguém aqui quer ouvir sobre os nossos problemas? Cresça.

O sangue subiu à minha cabeça.

— Crescer? — avancei um passo, controlando o tom apenas o suficiente para não gritar de novo. — Você está me dizendo para crescer quando trata o próprio filho como se fosse um fardo?

24 - Nós dois seremos infelizes 1

24 - Nós dois seremos infelizes 2

24 - Nós dois seremos infelizes 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!