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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 30

STELLA HARPER

Eu estava no quarto, ajudando Orion a calçar o sapato. Ele estava meio atrapalhado, tentando se equilibrar e puxando o tênis com cuidado para não estragar a meia.

De repente, ouvi a batida na porta e pensei imediatamente que fosse Alexander, que tinha avisado que passaria para levar os meninos à escola, já que não pôde vê-los ontem.

— Já vou atender! — disse, me levantando rápido.

Abri a porta com um sorriso esperando ver Alexander, mas quem estava parado ali me deixou sem reação. Meu coração acelerou. Um choque gelado percorreu a espinha enquanto ele me fitava.

Senti os dedos ainda segurando a maçaneta tremerem.

— Parece assustada… — Disse baixo, em provocação. — Não esperava me ver aqui senhorita Harper?

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, uma voz infantil de Apollo se espalhou pela sala.

— Mamãe! Estou pronto! — Meu corpo inteiro congelou em pânico. O que eu faço? Bato a porta na cara dele e espero até que vá embora? — O Orion tá calçando o sapato. Foi o papai que chegou? — Ele olhou para Damian com curiosidade.

Vi como ele olhou para o Apollo, depois para mim, me encarando com uma expressão intensa, meio atordoado, e que me fez prender a respiração.

Eu preciso dizer alguma coisa, fazer algo, sei que preciso, mas estou congelada.

— Ele… é seu filho? — Damian faz a temida pergunta. Preciso me livrar dele o quanto antes.

Enquanto Damian ainda estava parado na porta, com aquela pergunta que me congelava por dentro, ouvi o som familiar de um carro se aproximando pela rua. Era Alexander. Respirei fundo, tentando recuperar o controle da situação. Meus dedos pararam de tremer e voltei a firmar a postura.

— Olá Damian. Já faz um tempo que não o vejo. — disse, tentando soar casual, como se aquela surpresa fosse comum. — E sim, eu tenho dois meninos. São gêmeos na verdade.

Damian pigarreou, claramente tentando processar a informação.

— Hum... bem, quem é o pai deles? — perguntou, sem esconder a curiosidade.

Nesse instante, Alexander entrou no portão entendendo meu olhar seguiu com passos firmes e um sorriso largo. Ele logo se abaixou para pegar Apollo no colo ignorando o visitante.

— Ei, garotão! — chamou, e Apollo respondeu animado, com um grito feliz.

— Oi, papai!

Alexander depositou um beijo na minha bochecha em seguida.

— Oi, querida — disse ele, sorrindo para mim. Então olhou ao redor rapidamente ainda ignorando Damian. — Onde está o Orion? — perguntou, olhando o relógio como se estivesse preocupado com a hora. — Não podemos nos atrasar para a aula.

— Ele está quase pronto

Assim que respondi, Alexander virou-se para Damian e fingiu surpresa.

— Uau, Devo estar vendo coisas, Stella. — Sorriu para mim. — Mas esse homem parece muito com o CEO da Winter Enterprises. Muito prazer senhor, sou Alexander Hampton. — Alexander sorriu gentilmente enquanto estendia a mão para Damian.

Eu observava aquela cena, ainda tentando me recuperar da surpresa com Damian na minha porta, quando ele cumprimentou Alexander com uma expressão séria e até um pouco irritada.

A tensão no ar parecia crescer, e eu respirei fundo, tentando manter a calma e raciocinar. Seja lá o que for que Damian tenha para falar é melhor resolver de uma vez e garantir que ele nunca mais venha me procurar.

— Vou falar com ele. Está tudo bem, Alex. — garanti, olhando nos olhos de Alexander.

Ele me fitou com atenção, com uma expressão séria, e então perguntou baixinho:

— Tem certeza?

Assenti, embora não tivesse certeza alguma dentro de mim, só dúvidas e mais dúvidas. Como ele chegou aqui? Por que está aqui? Por que ele ainda lembra de mim? Ele sabe de algo?

— Ok então, te vejo no trabalho. — Alexander me dá outro beijo na bochecha e sai com os meninos.

— Pode entrar, senhor Winter. — Damian passa por mim, fecho a porta, respiro fundo e me viro.

Olho para Damian parado na minha sala, com os braços cruzados e o olhar fixo em mim.

Minha mente girava, tentando organizar as palavras, as emoções, a raiva, o medo e a curiosidade que sua presença despertava.

Ele parecia diferente, não era mais aquele homem de um passado distante, mas ainda parecia intenso e misterioso como eu me lembrava.

— Acho que temos muito o que conversar, Stella. — ele disse, sem tirar os olhos dos meus.

Ele tinha razão. O tempo de fugir tinha acabado.

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