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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 32

STELLA HARPER

Meu coração batia tão alto que parecia querer sair pela boca, mas minha língua não hesitou.

— Pode fazer o que quiser, senhor Winte. — minha voz saiu firme, apesar da respiração curta. — Peça o teste, contrate detetives, mande espiões me seguir… nada vai mudar a verdade.

O olhar dele escureceu. Por um segundo, achei que ele fosse me puxar ainda mais para perto, mas ele apenas manteve aquela maldita mão na minha cintura, o polegar em um ponto que me deixava consciente de cada centímetro do meu corpo.

— Não é isso que eu quero. — disse, baixo, e a vibração da voz dele parecia se espalhar pela minha pele. — Eu quero ouvir de você. Quero ver você me encarar e dizer que eles não são meus… sem desviar os olhos nem uma vez.

Engoli seco, porque aquele jogo era cruel. Eu sabia que qualquer mínima oscilação na minha expressão seria combustível para suas suspeitas.

Levantei o queixo, encarei seus olhos sem desviar e falei pausadamente:

— Eles. Não. São. Seus.

O músculo no maxilar de Damian se contraiu, e a respiração dele roçou meu rosto, quente, constante.

— Você melhorou nisso, Harper… — murmurou, usando meu sobrenome como uma provocação. — Mas não é tão boa assim.

— Ou talvez você só esteja ouvindo o que quer. — retruquei, tentando ignorar a proximidade sufocante. — Você não gosta de perder, mas às vezes, perder é inevitável. Aceite isso e suma da minha vida.

Ele soltou um riso baixo, sem humor, que fez meu estômago revirar.

— Perder? — repetiu, e seus olhos deslizaram pelo meu rosto como se pudessem mapear cada microexpressão. — Eu não perdi, nem ganhei nada. Ainda.

A última palavra veio carregada de intenção. Ele não precisava dizer mais nada para eu entender: para Damian Winter, “não” nunca foi um obstáculo, era apenas um atraso.

Tentei me mover, mas ele ainda bloqueava a porta.

— Vai ficar me cercando o dia todo? — perguntei, com ironia. — Achei que o grande CEO da Winter tivesse coisas mais importantes pra fazer.

— Talvez eu esteja exatamente onde deveria estar. — a voz dele ficou mais suave, mas isso só a tornou mais perigosa. — Porque, ao contrário do que você pensa, Stella, algumas coisas não ficaram no passado para mim.

— Algumas coisas… deveriam ficar. — devolvi, tentando atravessar aquele muro que ele chamava de ego. — Inclusive você, na minha vida.

O olhar dele endureceu, mas o polegar continuou seu caminho lento, quase preguiçoso, como se me desafiasse a reagir fisicamente. E eu odiava como meu corpo estava traindo minha mente, registrando cada toque como se fosse familiar.

— Você realmente acha que consegue me apagar assim? — perguntou. — Que pode simplesmente viver sua vida como se nada tivesse acontecido?

— Já faço isso há seis anos. — respondi, secamente.

O silêncio que veio depois foi tão pesado que até meu próprio coração pareceu hesitar. Ele apenas me observou, como se estivesse exergando algo invisível aos olhos dos outros.

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