STELLA HARPER
— E então...? — pergunto sem conseguir conter a curiosidade, minhas mãos soavam de nervosismo. — Qual foi o resultado?
Damian baixou os olhos para o papel mais uma vez antes de soltá-lo sobre a mesinha. O sorriso ainda curvava seus lábios quando ele ergueu o olhar para mim.
— Negativo.
Senti meus ombros relaxarem no mesmo instante, o ar escapando dos meus pulmões em um suspiro longo de alívio.
— Eu já tinha dito para você... — murmurei, tentando conter o tremor da minha voz.
— Sim, você disse. — respondeu, e um riso irônico acompanhou suas palavras. Engoli em seco quando ele inclinou a cabeça, a intensidade do olhar me prendendo. — Sabe o que você não disse, Stella?
Meu coração disparou, e minhas mãos começaram a suar de nervosismo.
— O quê? — perguntei, minha voz quase saindo em um sussurro.
— Que a Sophie veio vê-la.
Meu corpo inteiro congelou.
— Como... como você sabe disso?
Ele senrou e recostou-se no sofá, cruzando as pernas com calma.
— Diferente do que ela pensa, eu só mantenho do meu lado funcionários fiéis. — disse, cada palavra como se quisesse me orientar até onde ele queria chegar. — O meu guarda apenas fingiu que estava sendo comprado por ela, ele foi instruido a deixá-la entrar se viesse.
— Isso é alguma brincadeira de casal de vocês? — soltei, cruzando os braços no peito, tentando esconder o quanto meu coração batia descompassado. — Ficar investigando e testando um ao outro?
O sorriso dele se manteve, frio, quase cruel.
— Não estava testando a Sophie. — respondeu, rindo divertido. — Estava testando você.
Minhas pernas quase cederam, mas firmei os pés no chão e ergui o queixo, como se conseguisse enfrentar aquele olhar que parecia despir cada pensamento meu.
— Por que eu? — perguntei, soando mais frágil do que gostaria.
— Porque eu já sei até onde Sophie pode ir. — disse, encostando-se ainda mais no sofá, relaxado demais para alguém que acabava de destruir meu equilíbrio. — O que eu não sabia era até onde você iria. Queria saber se o desejo de se livrar de mim era tão grande a ponto de embarcar no plano dela.
Senti um frio percorrer minha espinha. Ele sabia de tudo. Ou pensava que sabia. Mas até onde?
Forcei um sorriso irônico, tentando parecer calma, tentando não entregar nada.
— Que plano? — perguntei, franzindo as sobrancelhas com inocência fingida.
Ele inclinou o corpo para frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, e a intensidade do olhar me fez prender a respiração.
— Não brinque comigo, Stella. — disse em tom baixo, com um olhar ameaçador. — Você sabe exatamente de que plano eu estou falando.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!