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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 43

DAMIAN WINTER

Larguei o papel sobre a mesa de centro. Não precisava mais dele a prova já estava diante dos meus olhos.

Stella tremia, o rosto pálido, a respiração descompassada. Por um momento apenas a observei, saboreando o silêncio, até me mover em direção a ela.

Ela tentou recuar, mas não havia para onde ir. Estendi a mão, afastando delicadamente uma mecha de cabelo que caía em seu rosto. Envolvi seu queixo com firmeza e o ergui, obrigando-a a encarar meus olhos.

— Está tudo bem, meu amor. — murmurei, com uma calma que sei que a preocupa mais do que qualquer grito. — Não vou castigá-la dessa vez por tentar escapar.

Vi o alívio momentâneo cruzar seu olhar, mas também vi o medo ainda pulsando. Ela não confiava em minhas palavras e estava certa em não confiar.

Passei o polegar cuidadosamente em sua pele antes de soltá-la.

— Você pode voltar para aquela casa onde estava. — continuei,me concentrando em explicar como as coisas iriam funcionar. — Enquanto isso, eu vou procurar um lugar melhor. Mais adequado.

Ela franziu a testa, confusa.

— É claro que Jonas e outros guardas vão continuar cuidando da segurança de vocês. — acrescentei, como se fosse óbvio. — E os meninos podem permanecer naquela escola até a metade do ano letivo. Não quero tirá-los abruptamente da rotina.

Ela piscou rápido, como se tentasse acompanhar cada palavra. Eu tinha planejado cada detalhe desde que coloquei meus olhos naqueles garotos.

Aproximei-me, diminuindo ainda mais o espaço entre nós.

— Quando tudo estiver resolvido, e eles se acostumarem comigo… — deixei um pequeno sorriso escapar — então eu os apresentarei à minha família. Afinal, os Winter precisam conhecer a próxima geração.

Stella ofegou, os olhos se arregalando. Depois de alguns segundos aturando seu silêncio, inclinei a cabeça, mantendo meu olhar preso ao dela.

— Agora me diga, Stella. — minha voz saiu mais baixa, enquanto tocava sua bochecha com carinho. — Você será uma boa garota? Ou vou precisar me ver obrigado a pedir a guarda total dos meus filhos?

Os olhos dela se encheram de lágrimas na mesma hora. Sua boca se abriu, mas por alguns segundos nenhum som saiu. Por fim, ela balançou a cabeça depressa, o desespero estampado em cada traço.

— Sim… sim, eu vou te obedecer. — sussurrou, com a voz embargada. — Por favor… não tire eles de mim.

Um soluço escapou, e antes que ela pudesse dizer mais, pressionei um dedo contra seus lábios.

— Shh… — murmurei, envolvendo-a nos meus braços. Ela estremeceu, mas não resistiu. — Eu jamais faria isso… pelo menos não se você se comportar.

Acariciei seus cabelos, sentindo o corpo dela tremer contra o meu.

— Meu desejo não é separá-la deles. — continuei, sussurrando enquanto lhe confortava. — Meu desejo é criá-los com você.

Os soluços dela aumentaram, lágrimas escorrendo livremente pelo rosto. Ainda assim, eu a mantive perto, sem afrouxar o abraço.

— Vai ficar tudo bem, Stella. — prometi, abraçando seu corpo mais forte. — Nós seremos uma família. Como deveria ter sido desde o início.

Ela chorava mais forte agora, o rosto enterrado em meu peito, e eu apenas a segurei firme, sentindo que ela foi feita para estar exatamente ali.

Um movimento no corredor chamou minha atenção. Escutei pequenos passos apressados antes que a porta se abrisse devagar. O pequeno usava uma camiseta azul clara que me permitiu ver o sinal no ombro. Apollo.

43 - Nós seremos uma família 1

43 - Nós seremos uma família 2

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