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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 44

STELLA HARPER

A noite estava bem fria enquanto entramos no carro para voltar a minha casa. O trânsito até parecia mais lento do que o normal e cada segundo dentro do veículo aumentava a ansiedade no meu peito.

Jonas, sentado no banco do motorista, entregou-me meu telefone.

— Senhorita Harper. O senhor Winter pediu que eu entregasse. — disse, me passando o aparelho.

Peguei o aparelho com mãos trêmulas, sentindo a frieza do metal. Assenti em silêncio.

Quando chegamos à frente da casa, meu coração quase saltou do peito. O carro de Alexander estava parado na frente, as luzes estavam acesas, e ele estava na porta, parado como se tivesse pressentido nossa chegada.

Assim que me viu, correu na minha direção.

— Stella! — gritou, com a voz misturando alívio, raiva contida e preocupação. — Para onde ele levou vocês? Está tudo bem? Deus, eu só não procurei a policia porque ninguém acreditaria que você foi sequestrada pelo CEO da Winter.

Antes que eu pudesse responder, os meninos saíram correndo do carro, rindo e chamando por ele:

— Papai! Papai!

Apollo e Orion se jogaram nos braços dele, e meu coração se apertou de um jeito estranho, comamor e culpa. Alexander os abraçou com força, rindo de alívio.

— Senti muita falta de vocês, meus pequenos furacões. — Disse Alexander, distribuindo beijos para os dois.

Do outro carro que nos seguia, dois guardas desceram, carregando nossas coisas, malas, mochilas, e o videogame que os meninos se apegaram. Saber que agora teria a presença constante deles me fazia sentir um nó na garganta.

Jonas permaneceu ao meu lado, vigiando a interação entre Alexander e eu, como se minha segurança dependesse exclusivamente dele. Segui com cuidado para dentro, tentando não tropeçar nos meus próprios pés, enquanto os meninos corriam pelo jardim e entravam pela porta da frente.

Assim que cruzamos o hall, respirei fundo e olhei para Alexander.

— Meninos… vão se trocar e colocar o pijama agora, certo? — pedi carinhosamente.

Eles desapareceram pelo corredor em silêncio, obedientes, até chegarem ao quarto. A porta se fechou atrás deles, deixando apenas nós dois na sala.

Sentei-me no sofá, exausta, tentando organizar minhas ideias, mas Alexander não se sentou. Em vez disso, permaneceu em pé à minha frente, com os braços cruzados e o olhar de fúria e confusão.

— Stella… — começou, fixando toda a sua atenção em mim — me diz… o que aconteceu hoje? Por que tem tantos guardas ainda ali fora? Não entendo porque o Winter veio atrás de você, ele não acredita que os meninos são meus filhos?

Engoli em seco, tentando encontrar as palavras certas sem parecer perdida demais.

— Alexander… — comecei devagar — eles vão continuar vigiando a casa constantemente. Não importa o que você ou eu digamos de agora em diante… — minha voz falhou por um instante — O Damian… não vai acreditar que você ou qualquer outro é o pai, porque ele fez um teste de DNA.

Os olhos dele se arregalaram, e senti a tensão crescer entre nós.

Ele respirou fundo, tentando controlar a fúria que parecia ameaçar explodir, mas o olhar ainda estava flamejante.

— Certo… então quais são os planos dele? — perguntou, encarando-me com olhos que imploravam por respostas — Ele ainda quer algo com você além de ser pai dos meninos? Você não me contou tudo, não me disse o que realmente aconteceu entre vocês… Não tem como ele simplesmente ter acreditado que era o pai depois de ver minha relação com os gêmeos, você disse algo para ele?

Engoli em seco, sentindo um aperto no estômago. Não tem como eu dizer que Damian viu através das minhas mentiras, também não podia contar sobre o beijo, não podia contar sobre as palavras dele sobre sermos uma família. Esconder tudo isso era insuportável.

— Alexander… — sussurrei, evitando o olhar direto — o que importa agora são os meninos. Tudo o que precisamos focar é neles. Ele não vai machucá-los, não vai… — minha voz se quebrou, e tentei recompor-me — … e precisamos manter a calma, certo? Por enquanto vou fazer as coisas do jeito dele.

Ele respirou fundo, fechando os punhos. O silêncio tomou conta da sala por alguns segundos. Finalmente, ele se sentou ao meu lado, ainda inquieto, ainda furioso, mas tentando controlar seu ódio.

— Stella… eu não consigo acreditar que estamos nessa situação. Que ele… que você… que tudo isso…

Balancei a cabeça, segurando a mão dele com força.

— Eu sei, Alex. Eu sei… mas vamos lidar com isso. Um passo de cada vez. Prometo que vou sair dessa. — minhas lágrimas caíram, misturando-se à frustração e ao medo. — Eu não vou deixar nada acontecer. Nem com os meninos, nem comigo.

Ele suspirou, fechando os olhos, o peito subindo e descendo de forma irregular. Ele pareceu se apoiar em mim, confiando, mesmo que de forma relutante, que faríamos o possível para manter nossa família não tradicional intacta.

Logo voltaríamos a ser Eu, Alex, Leah e os gêmeos. Só precisava esperar Damian baixar a guarda ao meu redor e fugiria. É só uma questão de tempo...

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