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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 45

STELLA HARPER

Alexander acabou indo embora pouco depois de jantar com os meninos e o clima entre nós não estava muito melhor. Ele não entendia que a culpa não era minha. Damian tirou suas próprias conclusões, eu tentei negar a verdade da forma mais veemente que pude, mas ele não acreditou.

Na manhã seguinte, deixei os meninos na escola, mas o dia não estava exatamente igual. Um carro preto ficou parado do outro lado da rua, motores desligados, vidros escuros. Quando Jonas me olhou pelo retrovisor, percebi que não precisava perguntar nada. Eu já sabia. Guardas. De agora em diante sempre haveria guardas.

Os meninos nem notaram. Desceram do carro correndo, carregando as mochilas nas mãos quase batendo no chão. Eles não perguntaram nada sobre os guardas ou por Jonas nos trazer. Na verdade, nem parecia fazer diferença.

— Tchau, mamãe! Tchau tio Jonas! — gritaram em coro, já virando em direção ao portão. Fiquei parada observando até que desaparecessem entre as outras crianças, engolindo o nó que subiu à minha garganta.

Assim que o portão se fechou atrás deles, o carro estacionou discretamente alguns metros à frente.

— Tio Jonas? — Questiono olhando para ele pelo retrovisor.

— Disse que eles podiam me chamar assim e dei doces escondido. Tenho que agradar meus futuros chefes. — Jonas sorriu voltando a ligar o carro.

Não o contrario, mas penso que meus filhos não serão herdeiros Winter e mesmo que sejam ele vai estar aposentado. Olhando para Jonas agora, ouso dizer que ele tem por volta dos quarenta e cinco, cabelo preto com alguns fios grisalhos, olhos castanhos, ele é alto e musculoso, acho que é o que se espera de um segurança,

Chego no café e meu dia começa como qualquer outro, ou, pelo menos, deveria ter começado. A tranquilidade durou pouco. Não demorou muito para que as pessoas começassem a reparar. Lá fora, encostados em um dos carros pretos, dois homens de terno observavam a fachada do café. Dentro, outros dois se acomodaram em uma mesa perto da porta. Não pediram nada, apenas ficaram ali, vigiando, como sombras. Sério que Damian achava que precisava de quatro geladeiras para me vigiar?

O constrangimento caiu sobre mim em pouco tempo. Cada vez que levantava os olhos do balcão, percebia alguém cochichando, desviando olhares, murmurando perguntas que nunca chegavam até mim.

Alexander, por outro lado, não era de engolir em silêncio. Vi quando largou os papéis que segurava e se aproximou deles, o corpo rígido e o olhar faiscando.

— Vocês estão incomodando meus clientes. — disse calmamente.

— Esstamos apenas cumprindo ordens. — respondeu um deles, sem mover um músculo do rosto.

— Ordens de quem?

— Do nosso chefe.

Alexander bufou, fechando os punhos ao lado do corpo.

— Pois bem, este café é meu. Eu mando aqui. Então levantem-se e saiam.

O segundo segurança apenas cruzou os braços.

— Não podemos ir contra a ordem do senhor Winter e não estamos fazendo nada de errado, se o problema for consumo, então pode me trazer um café, sem açucar, por gentileza.

— O meu com açucar e vou querer um pedaço da torta red velvet. — Disse o outro e então se virou para o colega: — Deveríamos perguntar aos outros se querem algo.

— Não, se eles quiserem podem entrar e comer. — Respondeu e voltou para Alexander. — É só isso por enquanto. Pode ir. — Ele fez um gesto dispensando-o.

Alexander virou o rosto em minha direção. O olhar dele não era de surpresa, mas de raiva. Ele se afastou dos homens e veio na minha direção.

— Stella, o que está acontecendo? — perguntou, sem se importar que todos ali ouvissem. — Por que o Winter acha que pode mandar esses homens para dentro do meu café?

Senti o calor subir pelo rosto. Queria desaparecer, me encolher atrás do balcão. Mas não havia para onde fugir. Respirei fundo.

— Ele… está apenas garantindo segurança.

Alexander riu seco, sem humor algum.

— Segurança? Isso é perseguição!

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