Entrar Via

Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 47

STELLA HARPER

— O que você está vestindo nesse momento, senhorita Harper?

— Isso não é da sua conta. — retruquei, mas minha voz saiu fraca, quase um sopro.

— Ah… Stella. — Ele deixou escapar meu nome como se fosse um gemido contido, e o som reverberou dentro de mim. — É só uma pergunta inofensiva.

Meu peito subia e descia rápido. Antes que eu pudesse me controlar, murmurei:

— Uma camiseta… e calcinha.

Do outro lado da linha, houve um silêncio pesado. Então, a voz dele veio mais rouca:

— Consigo imaginar. Você deitada, com essa camiseta solta… mostrando mais do que deveria. — Uma pausa curta, seguida de um suspiro. — Fico duro só de ouvir sua voz, Stella.

Meu corpo inteiro ardeu, como se uma corrente elétrica tivesse atravessado minha pele.

— Você não… — sussurrei, queria dizer que ele não deveria dizer essas coisas, mas não tinha forças para interromper.

— Provavelmente não vou conseguir dormir se não me masturbar pensando em você.

Apertei as coxas instintivamente, sentindo o calor se acumular entre elas. Queria desligar. Precisava desligar. Mas uma parte de mim queria ouvir mais.

— Se eu estivesse aí agora, puxaria essa camiseta devagar, até ver cada centímetro da sua pele. Passaria a boca por todo seu corpo, até você perder o fôlego.

— Eu… eu não…

— Calma — ele me interrompeu, calmo e ao mesmo tempo sedutor. — Só imagine. Eu abrindo suas pernas, sentindo você tremer quando minha língua descesse até onde você está molhada agora.

Um gemido quase escapou dos meus lábios, mas tapei a boca com a mão, envergonhada de mim mesma.

— Você ia implorar por mais, Stella. Ia gemer meu nome até a garganta doer. — A respiração dele estava muito pesada, ele estava se tocando? — Só de pensar em você me olhando desse jeito inocente, tentando negar o que sente, eu… — ele deixou a frase suspensa, mas o som abafado de um suspiro profundo deixou claro o que estava acontecendo do outro lado da linha. — Droga… você me deixa louco.

Senti meu corpo inteiro vibrar, como se cada palavra fosse uma faísca incendiando algo dentro de mim.

— Boa noite, Damian. — soltei rápido, sem dar espaço para que ele continuasse. Desliguei antes que minha coragem me abandonasse.

Fiquei segurando o celular contra o queixo, atordoada. Minha respiração estava curta, descompassada. Fechei os olhos, encostei o aparelho na mesa de novo e tentei me virar para o lado, buscando o sono.

Rolei de barriga para cima. Virei de lado novamente. Voltei de barriga para cima novamente. Puxei o lençol até o queixo, depois deixei-o cair à cintura. O relógio do criado-mudo fazia um tique-taque irritante.

Tentei pensar em coisas neutras: a lista do mercado, a mochila dos meninos, um roupa que precisa de botão. Nada grudou. O que grudou foi as palavras dele tentando ganhar forma na minha imaginação.

Virei outra vez. Meus joelhos esbarraram, e o lençol roçou a pele numa carícia elétrica. Respirei fundo, mas o ar voltou quente.

Eu me odeio por ser tão vulnerável a ele, ao ponto de algumas palavras mudarem o rumo do meu corpo. Levei a mão ao coração para ver se ele obedecia. Desci a palma pelo esterno, sentindo a pele arrepiar sob a camiseta.

“Não vou me tocar”, eu pensei. E o “não” durou alguns segundos, fortes, corretos, até a lembrança de suas palavras me atravessar, sem pedir licença. O “não” virou “talvez”, e o “talvez” virou um arrepio que correu pelo braço fazendo minha própria mãos buscar abrigo entre minhas pernas.

— Droga. — Sussurrei puxando minha mão, virei e encarei o teto por cerca de um minuto.

Demorou um longo tempo até que a respiração voltasse ao normal. Ainda tremendo, puxei o cobertor até o pescoço, escondendo o rosto contra o travesseiro.

Vergonha. Alívio. E um desejo ainda maior de ter mais, escondido no fundo, que eu não queria admitir.

Eu tinha me entregado a ele em pensamento.

E isso me apavorava.

DAMIAN WINTER

Depois que Stella desligou um sorriso lento se espalhou pelo meu rosto. Ela ficou afetada. Consigo imaginá-la excitada nesse momento por minha causa. Ela iria se tocar? Estava com raiva?

Sento-me na cama, colocando meu celular no criado mudo e encaro o contorno do meu pau. Não menti quando disse que a voz dela me deixou duro, mas as imagens de como ela estava vestida e de como eu a tocaria pioraram a situação.

Fecho os olhos enquanto abaixo a calça e a cueca. E sem pensar duas vezes, começo a me tocar, aquela imagem dela na cama vem a minha mente, junto com as lembranças de quando a tive para mim.

Aquele camiseta que provavelmente mostrava tudo, porra, quase tudo. Eu me acaricio lenta e suavemente, e já sinto que não vou durar muito tempo. Faz tanto tempo que não faço sexo ou me masturbo vendo pornografia, mas de alguma forma isso é mais excitante para mim. Imagino como devem ser os peitos dela agora, eles pareciam maiores do que me lembrava.

Mas ainda caberiam perfeitamente nas minhas mãos. E aposto que a boceta dela continua apertada e quentinha e teria dificuldade para aceitar meu pau. Eu a foderia com força, a esticaria, a faria me acomodar. Ela é tudo em que consigo pensar nos últimos seis anos, sei que ser casado torna isso é errado e sujo. Mas é sensual, e se eu a tivesse sei que não sentiria nenhuma culpa e trataria de me divorciar o quanto antes.

Um gemido baixo escapa da minha garganta e suspiro baixinho, tomando cuidado para não fazer nenhum som alto demais. Minhas pernas começam a tremer, comecei a gemer, a suspirar, e gozei de repente, inesperadamente, e reduzi a velocidade dos movimentos da minha mão instantaneamente.

Depois de terminar, olho para a bagunça que fiz, coloco a mão na minha camisa e a tiro pela cabeça. O sentimento de satisfação que me invade é avassalador. Acabei de me masturbar enquanto fantasiava com a Stella, mas sei que essa satisfação não chega nem perto do que vou sentir quando me afundar no calor dela.

Só espero que esse momento não demore.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!