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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 66

DAMIAN WINTER

O relatório caiu sobre minha mesa no fim do expediente, entregue de maneira discreta pelo segurança que se revezava na porta da cafeteria.

Abri o envelope, e conforme lia, uma raiva fria tomou conta de mim.

Sophie tinha ido até a cafeteria.

Meu maxilar travou, e fechei os punhos sobre o papel. Eu não precisava de muitos detalhes para entender o que ela tinha feito lá. Sophie não era o tipo de mulher que desperdiçava tempo em "visitas inocentes". Se ela atravessou aquela porta, foi para envenenar, ameaçar ou humilhar a Stella.

O que diabos ela estava pensando?

Respirei fundo, tentando me manter racional. O relatório dizia que não houve escândalo público. Ótimo. Mas, ainda assim, a simples ideia de Sophie se aproximando de Stella, olhando para ela com aquele olhar venenoso, tentando cravar suas unhas onde não devia... isso fazia o sangue latejar nas minhas têmporas.

Fechei o envelope e o joguei na gaveta. Não adiantava nada remoer. Eu precisava vê-la com meus próprios olhos.

No caminho até a casa dela, tentei organizar os pensamentos. Sophie estava cada vez mais desesperada, e o desespero a tornava perigosa. Se ela ousasse repetir esse tipo de movimento, poderia colocar Stella e os meninos em risco. Isso eu não permitiria.

Estacionei diante da casa pouco depois das sete da noite. Apertei a campainha, mas antes mesmo que o som ecoasse, ouvi passos correndo e uma voz animada.

— É o papai Damian! — reconheci que era Orion pelo tom cheio de animação.

A porta se abriu, e ambos os meninos apareceram, sorrindo, com os cabelos bagunçados. Correram até mim como se fosse a coisa mais natural do mundo e meu peito se aqueceu.

— Papai! — gritou Orion, lançando-se contra minhas pernas.

Apollo veio logo atrás, abraçando-me com a mesma força.

Agachei-me, segurando os dois ao mesmo tempo, sentindo aquele calor genuíno, aquela confiança pura que eles tinham em mim. Era bom ouvi-los me chamar de pai. Algo dentro de mim se aquietou, mesmo com a raiva ainda queimando.

— Como vocês estão, campeões? — perguntei, bagunçando os cabelos deles.

— A gente construiu uma torre gigante! — Apollo disse, apontando para a sala.

— Mas ele derrubou logo depois. — Orion resmungou.

Sorri, apertando-os mais uma vez antes de soltá-los. Eles voltaram correndo para os brinquedos espalhados pelo tapete, retomando a brincadeira como se nada tivesse acontecido.

Foi então que percebi Larissa no sofá, observando a cena com um sorriso discreto.

— Boa noite, senhor Winter. — cumprimentou, educada.

Assenti.

— Boa noite, Larissa.

Ela parecia confortável, brincando com os meninos, e isso me trouxe certo alívio. Eu precisava confiar que alguém os mantivesse em segurança quando Stella não estivesse por perto e a jovem garota pareceu a melhor candidata. O relatório também dizia que ela estava trabalhando na cafeteria, mas se Stella tinha acertado horários que não atrapalharia o cuidado dos meninos então não vou me meter nesse assunto.

— Onde está a Stella? — perguntei, tirando o casaco e apoiando-o sobre meu braço.

— Ela está no banho, senhor. — respondeu, sem levantar os olhos dos blocos que ajudava Orion a empilhar.

Banho.

Assenti devagar. Eu precisava falar com ela. Agradeci a Larissa com um aceno e subi as escadas.

O corredor estava escuro, iluminado apenas pela luz suave que escapava por baixo da porta do quarto de Stella. Parei diante dela e levei a mão à maçaneta.

Girei a maçaneta devagar, empurrando a porta e não encontrei Stella lá dentro. O chuveiro ainda estava ligado no banheiro.

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