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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 67

STELLA HARPER

Meu coração ainda martelava dentro do meu peito. Eu mal conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer no banheiro. Damian só podia carregar a arrogância no sangue, ele tinha simplesmente invadido meu quarto, me seguido até o banho e me observado como se tivesse direito ao espetáculo.

E, pior, ele não parecia sentir a menor vergonha ou culpa por isso.

Eu estava ali, de toalha, pingando água no carpete, com a respiração descompassada pela fúria, e ele… sentado na beira da cama, de pernas afastadas, braços cruzados e aquele olhar que me tocava mais do que a própria água do chuveiro.

— O que diabos você estava pensando? — soltei, incapaz de segurar a indignação.

Ele apenas inclinou a cabeça, como se eu tivesse feito uma pergunta óbvia.

— Estava pensando em vê-la nua. — disse, frio, direto. — E veja só… consegui.

Meu queixo caiu, e por um segundo, não consegui reagir. Ele tinha a cara de pau de dizer aquilo sem piscar, como se fosse a coisa mais aceitável e normal do mundo.

Os olhos dele brilharam, e em questão de segundos, antes mesmo que eu pudesse recuar, ele avançou. Sua mão me apertou pela cintura, firme, e a outra segurou a base da minha nuca.

— Talvez eu queira mais do que só olhar desta vez.

Soltei uma risada curta, sem humor, apenas carregada de ironia.

— Que pena para você, Damian. — respondi, com veneno na voz. — Porque já foi sortudo demais por conseguir olhar.

Um segundo depois o beijo veio intenso, invasivo, como se quisesse me provar que podia ir além de assim quisesse.

O choque me paralisou por um instante. O gosto dele explodiu na minha boca, misturado ao calor sufocante da raiva que eu ainda sentia. Por um segundo maldito, quase me deixei levar. Mas então, o bom senso gritou dentro de mim.

Empurrei-o com força, me desvencilhando do aperto.

— Não comece com gracinha, Damian! — arfei, limpando a boca com o dorso da mão. — Tem três pessoas nesta casa, caso tenha esquecido.

Ele arqueou uma sobrancelha, provocador, e um sorriso lento apareceu nos lábios.

— Então, se estivéssemos sozinhos… eu teria o que quero? — questionou, me olhando com certa expectativa. — Porque, se for esse o caso, Stella, não há problema algum em mandar Larissa e os meninos se divertirem em um parque ou shopping por umas duas horas.

Revirei os olhos e caminhei até o closet, irritada.

— Para de falar besteira e fique aí. — retruquei, sem dar a ele o prazer de mais atenção.

Fechei a porta atrás de mim e me vesti com pressa, escolhendo algo casual, confortável. Um moletom cinza macio, largo o suficiente para me dar liberdade, e uma calça de algodão preta. Prendi os cabelos ainda úmidos em um coque improvisado no alto da cabeça e respirei fundo diante do espelho. Eu precisava recuperar o controle da situação e contar a ele da minha decisão.

Quando voltei ao quarto, encontrei Damian exatamente no mesmo lugar de antes: sentado na beira da cama, só que agora reclinado para trás, apoiando o peso nos braços estendidos atrás dele. Parecia completamente à vontade, como se aquele fosse o quarto dele, a casa dele, a vida dele.

Meus olhos estreitaram.

67 - Decisão tomada 1

67 - Decisão tomada 2

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