DAMIAN WINTER
Senti cada palavra dela reverberar na alma, mas ao mesmo tempo estimulante. “Decidi ser amante de Damian Winter.” A frase ecoava na minha cabeça como se fosse absurda demais para ser real.
Inclinei a cabeça, estreitando os olhos em avaliação.
— Está falando sério? — perguntei, tentando manter a neutralidade, mas havia uma faísca de incredulidade na minha voz.
Por que convenhamos que aquela frase parecia impossível. Achei que começaríamos um caso, mas sem dar um nome para isso, sabe? Eu simplesmente a seduziria e ela seria minha de novo. É a primeira vez que Stella facilita algo para mim, por isso é suspeito.
— Sim. — respondeu, firme, como se não houvesse espaço para dúvidas. — Mas será nos meus termos, Damian. — Estava demorando... — Eu decido quando e como… quando estiver pronta para um envolvimento físico mais intenso.
"um envolvimento físico mais intenso" Um sorriso lento se formou nos meus lábios. Ela queria controlar a situação. Queria estabelecer regras. Ela sabia que poderia me provocar, mas não seria manipulada. Eu adorei sua tentativa de estar no comando. Deixarei que ela pense que as coisas serão como ela quiser.
— Tudo bem. — Digo, a voz baixa, quase um ronronar. — Mas acredita que esse caso será temporário, certo?
— Você vai mesmo se separar de Sophie?
— Sim. — respondi, sem hesitar. — Óbvio que sim.
Os olhos dela se iluminaram, e um sorriso travesso se desenhou nos lábios.
— Ótimo. Acredito em você e quando esse momento chegar, aceitarei ser a senhora Winter.
Aquela frase provocou algo dentro de mim. O controle, a paciência, o frio que eu cultivava se tornaram secundários diante da promessa implícita naquelas palavras. Aproximando-me, coloquei uma mão na coxa dela, inclinando o corpo para beijá-la.
Ela correspondeu com intensidade, seus lábios quentes e macios pressionaram os meus com o mesmo desejo. Era ótimo saber que poderia beijá-la quando quisesse.
Deslizei meus dedos para dentro do moletom, mas, quando a situação ameaçou se tornar mais quente, ela se afastou, saindo do meu colo.
— Devemos descer. — disse, e um sorriso travesso brincou nos cantos dos seus lábios. — Quer jantar conosco?
Apenas arqueei uma sobrancelha, intrigado.
— Com quem? — perguntei, olhando para a bunda dela enquanto se movia pelo quarto.
— Comigo e os meninos, oras. — respondeu, enquanto pousava a mão na maçaneta.
Assenti.
— Eu já tinha prometido ao Danian que jantaríamos juntos e que eu o colocaria para dormir com uma história.
— Tudo bem, então é melhor ir cedo. — murmurou. — Ah, eu adoraria conhecer seu filho.



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!