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Querido chefe, os gêmeos não são teus! romance Capítulo 69

DAMIAN WINTER

— Você e a mamãe estão namorando?

Meu corpo inteiro ficou rígido, olhei na direção da cozinha para ver se encontrava Stella, não sei se posso dizer o que quero e não quero que a gente brigue logo agora que nos acertamos.

— Hã? — soltei, soando mais dissimulado do que deveria.

Antes que eu pudesse elaborar uma resposta, Orion "sempre pronto para dar força ao irmão" repetiu a pergunta com ainda mais convicção:

— É, papai. Vocês estão namorando?

Olhei de um para o outro, aqueles dois olhares atentos e cheios de expectativa me encarando como se o destino deles dependesse da minha resposta. Respirei fundo e decidi inverter a lógica.

— Vocês gostariam que a mamãe e o papai namorassem? — perguntei, suave o bastante para não soar como uma pressão.

Eles se entreolharam, e um sorriso sincronizado brotou em seus rostos, o que me fez sorrir sem motivo.

— Sim! — disseram juntos, batendo palmas e quase pulando no sofá. — Muito, muito!

Um calor estranho e familiar me percorreu o peito. Eu, Damian Winter, o homem que sempre controlou tudo com frieza, estava aqui, sendo medido pela régua mais pura que existia: a vontade de duas crianças.

Sorri de lado e dei a eles a resposta que esperavam.

— Então… sim. — falei, com um aceno lento. — A mamãe e eu estamos namorando.

Apollo arregalou os olhos, parecendo indignado.

— Mas a mamãe mentiu! — reclamou, cruzando os braços. — A gente perguntou e ela disse que não!

Orion concordou com um aceno rápido, como se fosse advogado de acusação.

— Ela falou que não!

Revirei os olhos, controlando a vontade de rir diante da seriedade deles.

— Ela não mentiu. — expliquei, escolhendo as palavras com cuidado. — Acontece que… a mamãe aceitou ser namorada do papai só hoje. Papai é bem bobão, por isso levou um tempo para conquistar a mamãe.

Embora eu não tenha certeza se a conquistei de fato. Mas explicação pareceu satisfazer. Apollo piscou, pensativo, e logo abriu um sorriso largo. Orion deu um salto no sofá, vibrando de alegria.

— Eu sabia! — gritou Apollo, como se tivesse vencido uma aposta. — Eu disse que ia acontecer!

Fiquei observando aquela felicidade genuína, gravando cada segundo na memória. Não havia nada mais verdadeiro do que a pureza da alegria deles. E, de repente, veio aquele sentimento amargo de não ter estado com eles desde o inicio.

Depois de alguns minutos de risadas e conversas, olhei o relógio e me levantei.

— Agora chega, campeões. — disse, com a autoridade que sempre fazia eles se aquietarem. — O papai precisa ir para casa.

Apollo imediatamente fez um bico, enquanto Orion me abraçava forte pelas pernas.

— Mas volta amanhã, né? — Apollo perguntou, com os olhos implorando por uma promessa.

— Sempre que eu puder. — garanti, inclinando-me para beijar o topo da cabeça de cada um.

69 - Jesus Cristo... 1

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