STELLA HARPER
O celular vibrou em cima da cômoda. Já era tarde da noite, e eu não esperava nenhuma ligação. Quando peguei o aparelho e vi o nome que aparecia na tela, meu coração disparou.
Atendi com a respiração presa, como se o simples som da voz dele fosse suficiente para tirar o ar dos meus pulmões.
— Oi amor. — Era surreal ouvi-lo me chamar assim. Ainda parecia um sonho.
— Oi... Tudo bem?
— Sim. Já estamos no apartamento. — ele parecia um pouco cansado, mas ao ouvir isso fechei os olhos aliviada.
— E o Danian? Ele está bem?
— Está. — a voz dele suavizou imediatamente. — Um pouco abalado, mas comigo ele se acalma. Já está dormindo agora.
Senti um nó na garganta. Eu podia imaginar o quanto aquele pequeno estava confuso e era inevitável não me sentir culpada por interferir na vida que ele está habituado.
— Que bom… — murmurei, me aconchegando na cama. — Eu estava preocupada com ele.
— E os meninos? — Sorri sem perceber.
— Estão dormindo, exaustos. Hoje correram pela casa até fazer a Larissa pedir trégua.
— Isso é bom.
O silêncio durou por alguns segundos, mas não era desconfortável. Era como se estivéssemos respirando juntos através da linha.
— Passei o dia pensando em você. — disse, de repente. — Pensando na nossa noite.
Meu corpo inteiro reagiu. O calor subiu pelas minhas bochechas e meu coração acelerou.
— Damian… — tentei falar, mas minha voz falhou.
— Quero repetir. — ele continuou, sem hesitação. — Não só quero, preciso.
Fechei os olhos e mordi o lábio. Ele tinha a capacidade de me deixar sem chão, mesmo à distância.
— Eu também… — confessei, em um sussurro tímido. — Foi o mesmo comigo. Passei o dia inteiro tentando me distrair, mas a lembrança voltava sempre.
Ouvi a respiração dele do outro lado, estava pesada de desejo e necessidade, assim como a minha.
Ele riu baixo, um som rouco que atravessou a linha e fez minha pele arrepiar.
— Tentou evitar pensar em mim, Stella? Depois da forma como gemeu ontem à noite? — o tom dele me fazia tremer. — Achei que você já tinha aprendido que não adianta resistir.
Fechei os olhos, respirando fundo, tentando me controlar.
— Eu não sei… se isso é certo. — murmurei, mordendo o lábio.
— Claro que é. — ele interrompeu, sem paciência para minhas desculpas. — Você está no seu quarto, com a porta fechada e falando comigo. O que poderia ter de errado nessa situação?
Meu corpo reagiu antes que minha mente pudesse contestar. O calor subiu pelas minhas pernas, uma excitação estranha se instalava em mim.
— Ainda assim... — tentei de novo, mas ele não deixou espaço.
— Stella, escute bem. — sua voz baixou, agora parecia uma ordem. — Você vai fazer o que eu mandar. Não porque eu esteja aí para obrigá-la, mas porque você precisa. Seu corpo precisa. Eu sei disso.
Respirei fundo, apertando o celular com força.
— Eu não… — tentei negar, mas a mentira morreu na garganta.
— Então prove. — ele disse. — Prove que consegue desligar e que não está sedenta para me ter fundo em você de novo.
Ficamos em silêncio. Eu não desliguei.
— Exatamente. — ele murmurou, satisfeito. — Agora, faça o que eu digo.
Fechei os olhos e aguardei que ele falasse.
— Tire o que quer que esteja vestindo agora. — ele ordenou, sem rodeios.
— O quê? — minha voz falhou, incrédula.
— Você me ouviu. — ele manteve o tom impassível, como se falasse de um assunto trivial. — Tire a roupa. Quero você nua, do jeito que ficou para mim ontem.
Meu coração batia sem parar. Olhei para a porta do quarto, como se alguém pudesse entrar. Tudo estava em silêncio, só eu e ele. Lentamente, com mãos trêmulas, puxei o tecido da camisola pelos ombros até que caísse na cama e em seguida a calcinha.
— Pronto… — sussurrei, coberta de vergonha.
— Boa garota. — ele elogiou, pude ouvir o farfalhar de tecido. Ele também se tocaria? Íamos fazer sexo por telefone?— Agora deite de costas e afaste as pernas.
— Damian… Por favor... — gemi.
— Tudo bem, use mais um dedo e vá mais fundo e rápido que puder. — ele exigiu.
Minha respiração acelerou, os gemidos se tornando impossíveis de conter. Eu estava perdida nele, na voz dele, na sensação de estar sendo possuída à distância.
— Diga meu nome, Stella. — ele ordenou.
— Damian! — gritei baixo, sufocada no travesseiro, mas não consegui me conter.
— De novo.
— Damian… ah! Porra... — minha voz se quebrou em prazer. — Isso é tão gostoso...
— Continue. Não pare até gozar para mim. — sua voz estava rouca, tenho certeza que ele está de masturbando também e a imagem mental torna a experiência mais excitante para mim. — Quero ouvir você perder o controle só para mim.
A cada movimento, o prazer aumentava, explodindo em ondas. Eu gemia seu nome como se fosse a única palavra que existia no mundo. Até que o clímax me atingiu de uma vez, forte, avassalador, me arqueando contra os lençóis.
Gemi alto, o corpo inteiro tremendo, e a única coisa que consegui dizer foi o nome dele.
— Damian…
Do outro lado, o silêncio se estendeu por alguns segundos. Eu ofegava por ar, com o celular escorregando um pouco da minha mão suada.
— Boa garota. — ele disse por fim, satisfeito. — Nunca esqueça quem é que faz você perder o controle assim.
Fechei os olhos, envergonhada e extasiada ao mesmo tempo.
— Durma agora, meu amor. — ele disse, mais baixo, quase suave. — Te farei sentir ainda mais prazer na próxima vez.
Suspirei mais uma vez antes de conseguir falar.
— Boa noite, Damian. — Minha voz estava trêmula e já podia me sentir sonolenta.
— Boa noite, minha linda. Eu te amo.
Damian Winter me amava. Isso não parecia possível nem nos meus maiores delírios e agora era real.
— Eu também te amo. — Murmurei antes de encerrar a chamada, sorrindo bobamente para o teto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido chefe, os gêmeos não são teus!