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Romance Proibido romance Capítulo 37

Solto um riso amargo, balançando a cabeça diante de tanta prepotência.

— Falou muito mal de mim para Ômer?

A mudança em sua expressão é instantânea. A arrogância dá lugar à fúria ao ouvir o nome do primo.

— É isso, então? Estraguei a festinha de vocês dois? Por isso está chateada? O que há entre vocês?

Sinto meu corpo inteiro esquentar de raiva.

— Não há nada! Para sua informação, Ômer é apenas uma companhia agradável. Um amigo. Sua mente é que está poluída.

Ele avança pelo quarto, e eu instintivamente fico em alerta. Seus olhos me prendem, intensos, como se pudessem enxergar até minha alma. Ele para a poucos passos de mim, sua presença esmagadora.

— Você conhecia meu primo antes de vê-lo aqui?

Ignoro sua pergunta, cruzando os braços.

— Eu não te devo explicações. Quem você pensa que é para ficar me questionando?

Seus olhos se estreitam, frios e implacáveis.

— Por que está fugindo da minha pergunta, Emily?

— Fugindo?

— Sim. Você conheceu Ômer fora daqui? Já se falaram antes? No banco onde trabalha, talvez?

Ele me tira completamente do sério. A maneira como fala soa como um namorado possessivo, e não um homem que deveria ser indiferente a mim.

— Não! — disparo. — O conheci aqui! Agora saia!

Sua expressão suaviza um pouco, mas o olhar permanece fixo em mim, desafiador.

A raiva borbulha dentro de mim. Meus olhos ardem com um brilho rebelde que não faço questão de esconder. Okan pode achar que não sou digna de sua família, mas isso não lhe dá o direito de me tratar assim.

— Por que não perguntou isso a ele? Por que não o questionou na hora em que falou mal de mim pelas minhas costas? — Minha voz é feroz, cheia da fúria que tentei conter.

Ele não responde imediatamente. Apenas me encara, os olhos profundos e atentos como se estivesse tentando decifrar algo em mim.

— Nunca falaria mal de você. Jamais faria isso.

Solto uma risada cínica, mas ele continua, sua voz firme e carregada de seriedade.

— Não mencionei nem aquela noite.

Congelo por um segundo, as palavras dele ecoando no silêncio.

Sua sinceridade é quase palpável, mas também é cruel. Porque, por mais que suas palavras pareçam verdadeiras, são incompatíveis com a realidade.

— Então prove. — Minha voz sai mais forte do que eu esperava. — Prove que eu sou mais do que isso. Que não sou só um momento de fraqueza para você.

Ele me encara, o conflito estampado em seu rosto. Mas, em vez de responder, ele apenas estica a mão, como se quisesse tocar meu rosto, mas para no meio do caminho.

— Você merece algo melhor do que eu posso oferecer.

A confissão é um sussurro, quase inaudível, mas atinge meu peito como um golpe.

— Então me deixe em paz, Okan. Se você não é capaz de cruzar os limites que diz desconhecer, não entre no meu quarto, não me olhe assim, e, pelo amor de Deus, pare de confundir o que eu sinto.

Meu tom é definitivo, e pela primeira vez, vejo algo mudar em seu olhar. Uma mistura de resignação e dor.

—Eu não consigo ficar longe de você. Não por preconceito. Hoje à tarde eu tentei me conter. Fui até arrumar o que fazer, tentando de alguma maneira, parar de pensar em você com desejo. Então, chego na sala e vejo a cena de vocês dois, só faltavam se beijar. Ele te olhando como um lobo faminto. Allah! Isso me deixou furioso.

Droga, isso mexe comigo de um jeito inimaginável! Laços sentimentais estão sendo criados entre nós muito mais que a atração?

Eu ofego e prendo a respiração quando penso nisso. Okan se aproveita da minha confusão e se aproxima lentamente de mim, me fazendo tomar mais ar à espera do que virá a seguir. Ele então me puxa para si. Uma mão me prende a ele pela cintura e a outra pega a minha nunca. Seu rosto desce sobre o meu e ele cobre minha boca com a sua.

O calor dos lábios dele sobre os meus subjugando-me, provocam uma torrente de sentimentos desencontrados. Eu entreabro os lábios recebendo sua língua sedenta pela minha, meu corpo se rendendo ao apelo de seu corpo viril moldado ao meu.

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