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Romance Proibido romance Capítulo 8

Ômer surge na porta, sua presença carregada de um magnetismo inegável. Ele lança um olhar intenso na minha direção, o tipo de olhar que parece enxergar mais do que deveria.

—Falando mal de mim? —pergunta, o tom descontraído, mas os olhos atentos.

—Não, claro que não. Só falando bem —responde Kayra, sorrindo de maneira inocente.

—Ah, não sei não —ele retruca com uma leve provocação.

Sem cerimônia, Ômer se senta ao lado de Kayra, mas seus olhos continuam fixos em mim, me examinando com uma curiosidade desarmante.

—Vocês se conheceram aonde? —ele pergunta, casual, mas atento.

—Fazemos universidade juntas, mesmo curso e mesma turma —respondo, tentando manter a compostura.

Ele pega um salgado da mesa e o morde lentamente, ainda sem desviar o olhar.

—Você só estuda?

—Sou bancária —respondo, tentando manter a conversa neutra.

—Que banco?

—No Royal.

Os olhos dele se estreitam ligeiramente, como se algo se encaixasse em sua mente.

—Por isso você não me é estranha. Eu tenho conta lá. Acho que te vi na área de abertura de conta.

Eu sorrio, surpresa e um pouco desconcertada.

—Exatamente, eu trabalho nessa área.

Ele ri, um som grave e cheio de charme.

—Mundo pequeno.

—Verdade —concordo, sentindo um leve calor no rosto.

Ômer inclina-se levemente, o tom de voz assumindo uma leve nota desafiadora.

—Depois do café, vamos nadar?

Eu arqueio as sobrancelhas, surpresa.

—Com esse frio? —questiono, um tanto incrédula.

—Usaremos a piscina interna. Ela tem aquecedores.

Fico visivelmente desconcertada, sentindo meu rosto esquentar ainda mais.

—Ah! Rico é outra coisa —brinco, tentando aliviar a tensão.

Kayra ri ao meu lado, divertida com a situação.

—Se meu irmão estivesse aqui, poderíamos jogar biribol.

—Biribol? —pergunto, curiosa.

—Vôlei de piscina —Ômer explica com naturalidade, como se isso fosse a coisa mais comum do mundo.

—Puxa! Que legal! Deve ser muito divertido.

Ele me estuda por um momento antes de perguntar:

—Não! Nada disso! Só porque ele é da realeza tem mais direito que os outros?

Ela baixa o olhar, claramente arrependida por sua sugestão.

—Ele é um dos nossos melhores clientes...

—Você está mesmo me dizendo isso? —interrompo, meu tom carregado de ironia.

Ela abaixa a cabeça, em um pedido mudo de desculpas.

—Perdoe-me, Sr. Krishnan. Claro que o senhor sabe disso.

Inclino-me para frente, suavizando ligeiramente o tom.

—Você sabe por que ele é o nosso melhor cliente?

Ela ergue os olhos, confusa.

—Não, senhor.

Abaixo a voz, como quem compartilha um segredo:

—Que fique entre nós. O casamento do duque está indo de mal a pior. Quando ele briga com a duquesa, é aqui que ele vem para se esconder.

Um risinho escapa dos lábios dela, embora ela tente disfarçar.

—Isso explica ele querer a vaga de última hora.

—Exatamente.

Apesar do alívio momentâneo de compartilhar o segredo, a angústia volta a me tomar. Um pensamento me invade: Serei feliz com Sila? Ou acabarei como o duque, um prisioneiro das próprias escolhas, condenado a uma vida que tanto desprezo?

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